BERNARDO
Coloco um terno preto com camisa social e sapato italiano, gravata não uso pois odeio.
Felipe tem algumas roupas aqui em meu closet pois algumas vezes dorme comigo, ele assim como eu, veste um terno pois também é empresário só que do ramo de refrigerantes.
Chegamos na cozinha e Cecília minha faz tudo, ja serviu o café na mesa.
_ Bom dia Ceci.
_ Bom dia Bernardo, bom dia Felipe.
_ Bom dia Cecília. Por isso eu gosto de dormir aqui. Olha o capricho dessa mesa de café da manhã.
_ Vou começar a cobrar sua estadia, está muito folgado.
Eles riem.
Eu pego uma xícara de café com leite e um pedaço de bolo.
_ Não sei como consegue amanhecer o dia ja comendo esse tanto de coisa doce.
_ Eu ja acordo com fome, se não como sinto vertigem e prefiro começar com o doce, sou uma formiga. Não sei como você consegue tomar esse café amargo, ainda mais pela manhã.
_ O diabetes te acha.
_ Deixa de ser chato Felipe. Virou o que? Nutricionista? Me deixa.
Ele fica só no café amargo e intragável, eu tomo meu café com leite docinho com bolo de fubá, um pedaço de mamão e finalizo com um iorgute grego. Felipe não para de me repreender e tenho vontade de manda lo a merda. Não como tanto assim, não sou de beliscar, mas quando sento a mesa pra comer, gosto de sair bem saciado, e também faço horas de esteira e musculação exatamente pra poder comer o que quero.
Descemos juntos pra garagem mas ele segue no carro dele e eu sigo pra empresa no meu carro. Sofri uma tentativa de sequestro a um ano atrás por isso agora ando com carro blindado. O certo seria um segurança também, eu até tentei mas só aguentei algumas semanas, zero privacidade uma pessoa enorme de terno escuro te seguindo pra cima e pra baixo, não dei conta.
Chego na garagem do prédio que é meu orgulho, meus funcionários ja estão a toda trabalhando. Entro no elevador privativo e desço em meu andar onde encontro Ulisses, meu secretário.
_ Bom dia Ulisses.
_ Bom dia Bernardo, ja quer sua agenda do dia?
_ Sim e uma coca zero bem gelada também, por favor.
_ Ja providencio.
_ Obrigado.
Entro em minha sala e ligo meu computador.
O dia hoje até que está tranquilo e passa rápido, tenho algumas reuniões e os preparativos pra festa de lançamento da nossa linha nova de batons.
O dia passa rápido e no final do dia vou a um barzinho com uns amigos, Felipe aparece por la mas eu nem o encorajo a vir pra casa comigo, pelo contrário o encoragei a ficar com um carinha que estava de olho nele, eu tive outras opções também pra terminar a noite mas realmente não estava a fim.
Ja não bastava eu ter tido um pesadelo com a praga do meu ex ainda encontro um dos amigos dele no bar, esse frequentava bastante nossa casa quando estávamos casados, me cumprimentou e parecia querer estender a conversa e se não estou ficando louco ele até flertou comigo, devia ter dado bem gostoso pra ele, ele contaria pro amigo podre dele e pra mim seria uma ótima vingança, mas infelizmente tudo que me lembra a porra do meu ex marido me é repugnante.
Chego em minha cobertura e pego um vinho o tomando na varanda sozinho, essa solidão está me matando aos poucos mas não consigo trazer ninguém pra dentro desse vazio, tenho medo de ser traído novamente, tenho medo de me apaixonar, me doar pra pessoa e não ser correspondido, enfim... não confio em ninguém.
Apenas Felipe conseguiu se aproximar do muro que levantei em minha volta, mas passar por ele não.
Luciano acabou com o meu psicológico, me destruiu pra qualquer relacionamento que não seja o trabalho. Se o meu trabalho tivesse fracassado eu não estaria vivo, o trabalho me deu forças pra continuar depois de ter sido traído por quem eu considerava o amor da minha vida.
Vou ao quarto e tomo banho, escovo os dentes e coloco um pijama de algodão que consiste em uma calça azul claro e camisa branca. Me deito debaixo das cobertas e suspiro, é bom ser rico e ter uma cama bem confortável e cheirosa pra descansar no final do dia.
Ligo a televisão e escolho um filme, antes de decidir o que assistir ouço a campainha tocar e estranho.
_ Quem será a essa hora? Nem me ligaram da portaria.
Me levanto contrariado e vou a porta, olho pelo olho mágico e vejo Felipe.
Que filho da puta! Ele está achando que é o que? Meu namorado? Abro a porta ja com a palavra vai embora na língua mas estaco ao ver o estado dele que está chorando e tremendo.
_ O que aconteceu Felipe?
_ Desculpa.
Franzo o cenho sem entender e me assusto quando um cara sai do lado da porta me apontando uma arma e me empurrando pra dentro de casa junto com o Felipe, eu e Felipe levantamos as mãos em rendição.
_ Surpresa playboy.
_ Quem... quem é você?
Pergunto me tremendo todo.
_ Eu sou o cara que veio pegar parte da tua grana e tudo de valor que ha na porra da tua casa, comece recolhendo tudo antes que eu estoure os seus miolos.
_ Calma, calma cara.. leve o que quiser só não nos machuque..
_ Calma é o caralho eu quero saber onde é que está a grana.
_ Eu não tenho dinheiro aqui.
_ Não banca o esperto comigo não playboy, eu sei que tu é cheio da grana me passa o pix, da teu jeito.
_ A essa hora eu não posso passar um valor relevante no pix, minha seguradora só me libera mil reais...
_ MIL REAIS É O CARALHO, DA TEU JEITO PORRA, EU NÃO SAIO DAQUI SEM UMA BOA GRANA..
Ele me da uma coronhada no rosto e eu caio no chão, Felipe grita com o susto e ganha um soco, o que o faz cair também. Agora pronto. Tenho que me sentir culpado por não ter o costume de ter dinheiro em casa?
_ Eu.. eu.. tenho relógios de luxo, perfumes, jóias... você pode levar ...
_ Vou querer tudo playba, tudo que tu e o do refrigereco ali puder me dar..
O interfone toca e ele me manda atender e liberar a subida de seu comparsa. Eu estou em pânico, como farei pra me livrar disso?
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APRENDER A RECOMEÇAR
RomanceHISTÓRIA NÃO RECOMENDADA PARA MENORES DE DEZOITO ANOS Bernardo é um rico empresário que pir anos manteve o coração fechado por causa de uma grande decpção amorosa. Luciano foi o protagonista dessa decepção mas depois de cinco anos quer o marido de v...
