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BERNARDO

Me vejo chorando a noite toda, e também estou me sentindo enjoado e tonto. Ultimamente tenho me sentido assim quando fico um período grande sem me alimentar, me lembro que ontem não jantei e era só o que faltava eu vomitar nesse colchão que ja está bastante nojento.

Mas ainda bem que apesar de tudo, depois de tanto chorar e orar pedindo por uma intervenção divina, consegui cochilar quando o dia estava começando a clarear mas me assusto com um barulho alto que identifico ser tiros.

Me encolho na cama e grito de pavor. Me assusto mais ainda quando o quarto onde estou é invadido pelo bandido que acredito ser o cabeça dos dois.

_ O que..

_ CALA A BOCA PORRA.

O bandido parte pra cima de mim com uma faca, fico implorando por misericórdia achando que ele vai me matar, mas ele corta as cordas que me seguram e me puxa da cama encostando a arma desengatilhada em minha cabeça.

Abaixo e olhar e me vejo sujo de sangue só aí percebo que ele cortou meu pulso ao cortar as cordas mas não sinto dor, apenas tremo violentamente e minhas pernas parecem gelatinosas.

_ O que.... o que...  está fazendo?

Pergunto num sussurro sem conseguir soltar a voz.

_ Fodeu... fodeu... fodeu..

O outro bandido entra no quarto falando e com uma lanterna clareando tudo.

_ Está tudo cercado. Está infestado de polícia la fora.

_ Porra eu vou matar esse playboy. A porra desse relógio ou essas merdas que trouxemos de sua casa é rastreável?

_ Eu.. eu não se... não sei.. a seguradora pode ter colocado..

_ Tu cortou os pulso dele?

_ Foda se, a gente ja está fodido mesmo, por mim ele sangra até morrer.

_ Cara ele é a  nossa garantir pra sairmos vivos daqui, se ele morrer como a gente fica?

_ Só precisamos sair daqui, depois eu jogo o corpo dele na beira da estrada.

Eu me desespero mais ainda. Volto a olha o ferimento em meu pulso e ele está jorrando sangue. Eu não tenho chances de chegar vivo a lugar nenhum ja que estamos tão longe e estou tendo uma hemorragia, ele ja me matou, e ja que não tenho nada a perder chega de ser humilhado.

Com toda força que consigo, dou uma cotovelada no estômago dele o fazendo se inclinar com a dor repentina e tomo a arma da mão dele, mas o outro bandido é mais rápido, aponta a arma para mim e dispara duas vezes me fazendo cair pra trás com o impacto, mas eu caio atirando e tento acertar os dois, não sei se consigo pois entro em choque, antes de apagar vejo policiais entrando correndo no quarto e tenho a impressão de ouvir mais tiros mas não tenho certeza de mais nada.

LUCIANO

Adriano sai do quarto de descanso e eu fico feito um maluco andando de um lado para o outro. 

Depois de horas, com o dia ja tendo amanhecido, ouço ao longe sirene de
ambulância se aproximando e em meu coração eu sei que é ele, meu Bernardo foi salvo.

Saio correndo em disparada em direção a emergência e ouço pelos alto falantes do hospital chamarem pelo Adriano. Chego na emergência praticamente junto com a ambulância.

_ Paciente. Homem branco de trinta anos, vítima de arma de fogo. Foi atingido por dois disparos, um no ombro e outro no peito, ha um corte profundo feito a faca no pulso esquerdo. Estancamos o sangramento mas o paciente teve uma parada respiratória a vinte minutos atrás.

APRENDER A RECOMEÇAROnde histórias criam vida. Descubra agora