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BERNARDO

Sinto que estou tremendo e não consigo reagir quando Luciano enfia a língua dentro da minha boca, eu estou apavorado e ele está me beijando. Fico sem entender nada, tenho vontade mas não consigo o repelir, a única coisa que eu quero nesse momento é proteção. Quero que ele fique aqui comigo, não quero ficar sozinho.

Adriano entra no quarto e Luciano me deita novamente na cama. Não quero me soltar dele, eu tenho certeza que não foi um sonho, eu fui segurado e tive a minha boca tampada nessa cama, meu sequestrador está aqui e eu estou tão apavorado que até o Adriano me soa como uma válvula de escape.

Falo pra ele o que aconteceu e fico ainda mais assustado quando ele insinua que o sonho foi real e eu estou marcado.

Olho para o meu braço e entro em pânico.

_ Ele esteve aqui?

_ Não.. isso foi... acho que foi quando eu te segurei, você estava se debatendo.

Luviano fala gaguejando e Adriano pega seu celular e tira fotos das marcas em mim.

_ O que está fazendo? Para com isso Adriano.

Luciano o empurra.

_ Você se fodeu dessa vez cara.

Luciano o arrasta do quarto com truculência e fecha a porta me deixando sozinho.

Me sento na cama ainda ofegante pela crise mas ele logo entra novamente trancando a porta.

_ Estou aqui Be, não precisa ficar com medo.

_ Eu estou marcado Luciano, Adriano tem razão.

_ Você estava se debatendo, eu tive que te segurar. Você viu, todos entraram aqui com os gritos que deu.

Olho para minhas mãos trêmulas e passo nos cabelos.

O celular dele começa a tocar, ele manda uma mensagem e desliga.

_ Eu não aguento mais isso, eu quero ir embora.

_ Logo você estará em sua casa.

Me deito novamente e volto a olhar minhas mãos que ainda tremem, mas agora bem menos.

Luciano as pega na mão e da um beijo, fica as segurando.

_ Você me beijou.

Comento depois de uns minutos.

_ Foi pra te acalmar, e parece que funcionou.

Ele diz sorrindo.

_ Eu estou com tanto medo Luciano.

Confesso sem graça.

_ Eu sei, por isso passarei a noite inteira aqui com você, não se preocupe.

Ele senta na cama comigo.

_ Só... só até eu dormir, depois você pode ir, acho que não terei mais pesadelos.

_ Não vamos arriscar.

Ele se deita comigo e me puxa pra deitar a cabeça no ombro dele. Eu fico desconfortável.

_ Não tem...

_ Relaxa Be, me deixa cuidar de você.

Me da um beijo na testa e fica fazendo carinho em meus cabelos.

_ Se quiser dormir durma, ficarei com você aqui a noite toda.

_ Não sei se consigo dormir.

Ele nos vira na cama e ficamos de frente um com o outro.

APRENDER A RECOMEÇAROnde histórias criam vida. Descubra agora