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Samora me fez companhia hoje numa aula experimental e na volta passamos na sorveteria que tinha perto de casa

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Samora me fez companhia hoje numa aula experimental e na volta passamos na sorveteria que tinha perto de casa. Eram 19:14h da noite e já tinha três chamadas perdidas de Richarlison no meu celular.

- Ei!! Larga de ser chato, ela tá comigo - minha amiga diz assim que atendo a chamada do jogador.

- Sai fora, feia. Agora é minha hora -
Richarlison faz um biquinho e eu me derreto toda

- Oi amor! —ele fala assim que meu rosto aparece no vídeo.

- Oi mo, saudade - falo rindo, falar com o jogador
sempre era motivo de alegria.

- Eu perdi mesmo - Samora resmunga e Richarlison concorda -

- Para de ser chata, eu passei a tarde toda com você.

Ainda estávamos caminhando pra casa, minha atenção estava dividida no jogador e em não tropeçar enquanto andava.

{...}

Quando entro em casa, fecho a porta devagar. Tiro a mochila, jogo no sofá e o coração já tá acelerado. Não devia, porque a gente nem tava namorando. Mas era sempre assim... Richarlison fazia tudo parecer maior.

Respiro fundo e ligo de vídeo.

Ele atende na primeira vibração, como se estivesse com o celular na mão esperando.
A imagem dele aparece: moletom largo, cabelo bagunçado, aquela cara de fim de noite inglesa...
Um pouco cansado.
Um pouco carente.
Um pouco "tô com saudade mas não vou admitir direito".

— Chegou — ele sorri de canto. — Finalmente.

— Ai, amor... Londres tá te deixando dramático demais. — digo rindo.

— Não me chama de dramático não. Tu que some. — Ele ajeita o celular contra o peito. — Tá gelado aqui. E tu andando na rua, conversando com tua amiga, nem aí pra mim.

— Eu tava indo pra casa, relaxa. — Sento na minha cama, cruzando as pernas. — E nós dois só estamos... ficando, né? Nem precisa sentir tanta saudade assim.

Ele para. A expressão muda.
Um pequeno silêncio atravessa a tela.

— E daí que a gente só tá ficando, Amanda? — ele fala baixo. — Eu gosto de falar contigo. Gosto quando tu me dá atenção. Gosto de te ver sorrindo pra mim. Isso não precisa ser namoro pra fazer falta.

Meu estômago vira.

— Mo... — começo, tentando controlar o sorriso.

— Não me chama de "mo" e depois diz que é só ficada — ele reclama, mas o bico entrega o carinho por trás.

Eu mordo o lábio.

— Tá... desculpa. É que eu fico com vergonha.

— Vergonha de gostar de mim? — ele provoca, com aquele sorriso lento.

— Talvez... — murmuro.
Ele respira fundo, olhando direto pra tela como se pudesse me puxar pra perto.

— Eu tô a quantos mil quilômetros?

— Sei lá... uns dez?

— Então. Eu tô aqui, em outro país, jogando, treinando, um monte de coisa acontecendo... e mesmo assim é você que eu quero falar quando o dia acaba. Isso já diz tudo, não diz?

Meu peito aperta daquele jeito bom.
— Diz — falo baixinho.

Ele relaxa no sofá, satisfeito.
— Então para de frescura e fala comigo até eu dormir.

— Eu também tô com saudade, Richarlison.
O sorriso dele é imediato. Sem máscara. Sem charme calculado. Só verdadeiro.

— Sabia.

Ele coloca a mão atrás da cabeça, confortável.
— Conta teu dia... quero ouvir tua voz antes de apagar.

E mesmo "só ficando", mesmo com o oceano no meio, eu sabia que aquilo ali... já tava virando outra coisa.

Depois da faculdade, fui pra academia com a Samora

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Depois da faculdade, fui pra academia com a Samora.
Tava fazendo agachamento quando o celular apitou.

𝐑𝐢𝐜𝐡𝐚𝐫𝐥𝐢𝐬𝐨𝐧: Tá onde?

𝐀𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚: Academia.

𝐑𝐢𝐜𝐡𝐚𝐫𝐥𝐢𝐬𝐨𝐧: Sozinha?

Ri.

𝐀𝐦𝐚𝐧𝐝𝐚: Com a Samora, relaxa

𝐑𝐢𝐜𝐡𝐚𝐫𝐥𝐢𝐬𝐨𝐧: Tá bom... mas depois me liga quando chegar em casa.

Bem mandão. Bem ciumento.
Eu fingia que me irritava... mas por dentro eu adorava.

Samora resmungou:
— Ele é muito possessivo pra quem "só fica" contigo.

— Ai, cala a boca — digo, rindo.
Mas ela tava certa, né.

Mas ela tava certa, né

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Minha ruivaOnde histórias criam vida. Descubra agora