Em meio aos corredores da prestigiada faculdade de Direito da Mackenzie, a jovem e determinada estudante ruiva, chamada Amanda Araújo , se vê imersa em uma emocionante jornada de autoconhecimento e descobertas. Enquanto foca em seus estudos e desafi...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
𝙍𝙞𝙘𝙝𝙖𝙧𝙡𝙞𝙨𝙤𝙣 𝙤𝙣
Quando chegamos em casa, Amanda foi direto tomar banho. O voo pra Inglaterra é cansativo, então nem ousei em chamar a ruiva pra sairmos hoje.
Já tínhamos jantado um fricassê que tia Rita tinha preparado pra gente, então eu chamei Amandinha pra deitar. A ruiva subiu pro meu quarto com as mãos cheias de doce que tinha pegado na dispensa. Nunca vi mais formiguinha.
Deixo Amandinha ali na minha cama comendo chocolate e vou pro banheiro tomar banho. O frio às vezes dá vontade de deixar o Charlinho da infância tomar conta e dormir sem banho, confesso. Mas me sentia sujo e grudento se dormisse sem pagar um pingoso.
Ligo o aquecedor do quarto antes de me enfiar debaixo do chuveiro, não queria congelar quando voltasse pra lá. Saio do banheiro de moletom e sem camisa, secando a cabeça com a toalha. Olho pra cama e Amandinha já tinha comido um chocolate inteiro, sua atenção voltada pra um vídeo que passava na TV.
— Poxa, amor, nem deixou pra mim — brinco, chamando sua atenção.
O olhar da ruiva se fixa no meu abdômen e eu tenho a sensação de que ela deu uma leve bugada. Confesso que o olhar de desejo da Amandinha aumenta minha autoestima pra caralho.
— Quer um babador? — brinco.
— Tinha até me esquecido como era a visão do paraíso — ela ri baixinho. — Gostoso... e meu!
— Hmm, seu é? — me aproximo e dou um selinho nela.
— Eu espero que só meu — ela sorri metida, fazendo aquele biquinho irresistível. — Deita aqui comigo...
— Calma aí, tenho um presente pra você! Vou até o canto do quarto onde ficam minhas camisas penduradas e pego a do Vasco com meu nome. Volto pra cama e deixo a camisa no colo da ruivinha.
Ela segura a camisa com aquele sorrisinho lindo que só ela tem. Amandinha parecia tão feliz quanto uma criança ganhando brinquedo novo. Tem momentos da Amandinha que eu queria registrar e colocar numa moldura. Mas, sinceramente, pra guardar todos, eu teria que abrir uma galeria inteira.
— Tem seu nome — ele diz me olhando.
— Gostou?
— Você é incrível. Eu não me canso de dizer isso. As mãos delicadas de Amandinha pousam no meu rosto e ela sela nossos lábios com delicadeza.
O beijo é lento, suave... daquele jeito que parece que o tempo para só pra gente dois. Eu tava com tanta saudade disso que queria que durasse pra sempre.