Aos 15 anos, após perder seus pais em um acidente de avião, Aurora Sampaio se vê abandonada pela única família que tinha, seus dois irmãos, a quem ela tanto amava. Depois da morte dos pais, eles ficaram com a herança e a colocaram para fora de casa...
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• 2 dias depois •
Com uma certa preguiça, me levantei da cama e me preparei para visitar dona Ana. O sol brilhava alto no céu, tornando o dia perfeito para uma visita. Enquanto caminhava em direção à casa da senhora, me permiti apreciar a paisagem ao meu redor, encontrando beleza até nos detalhes mais simples. Há alguns dias, eu era uma sem-teto, mas agora tenho uma cama para dormir e comida suficiente para encher minha barriga até sair rolando. Sorri com meus próprios pensamentos.
Ao chegar na casa de dona Ana, fui recebida com um sorriso caloroso e um abraço bem apertado.
– Minha menina!! Eu estava tão preocupada, fico tão feliz por você estar bem- ela me abraçou novamente.
– Sinto muito, dona Ana. Não queria tê-la deixado tão preocupada.
– Não se preocupe, venha, entre. Venha tomar café da manhã comigo.
A ternura em seus olhos era palpável, e me senti imensamente feliz por ter a oportunidade de compartilhar mais um momento com ela. Nos sentamos na varanda, envolvidas pela brisa suave do fim de tarde, e deixamos a conversa fluir naturalmente.
– Então, me conte como tem sido.
Contei tudo que aconteceu, e a doce senhora fez caras e bocas enquanto escutava atentamente. Depois de alguns minutos falando sem parar, finalmente terminei.
– Não consigo acreditar que você passou por tudo isso. Você é uma garota tão doce e já passou por tanto- ela lamentou com os olhos cheios de lágrimas- Mas fico feliz que você está bem. Conte-me mais sobre esse Matteo. Você parece bem interessada nele, e pelo visto, você e a May se dão muito bem.
– Bem, a May é um doce, um verdadeiro anjinho. Já o pai dela... bem, não tenho muito o que falar sobre ele... ele é bem gentil e me trata muito bem!
– E pelo visto, ele fisgou seu coraçãozinho- ela sorriu e bateu palmas.
– QUE? Quero dizer... desculpa por gritar- baixei a cabeça envergonhada- Não queria gritar com a senhora.
– HAHAHA... não se preocupe, querida. Pode me contar o que quiser. Eu sou sua amiga- ela sorriu.
– Hum... bem, ele é bonito. Muito bonito, para falar a verdade, e também é bem educado... e cheiroso. Mas eu não tenho chances. Ele nunca me veria com esses olhos- suspirei frustrada.
– Você está falando bobagem. Tenho certeza que ele te acha bonita. Sabe, eu tinha quase a mesma idade que você quando conheci meu falecido marido. Ele era irmão mais velho do meu melhor amigo. O Carl era 5 anos mais velho e super popular com as garotas. Eu também achava que não teria chances com ele. Mas, olha só, 6 meses depois de nos conhecermos, ele me pediu em casamento. Fomos casados por 50 anos- ela sorriu, lembrando da sua história de amor.
Dona Ana compartilhou histórias de sua juventude, repletas de aventuras e lições de vida. Suas palavras eram como enxurradas de conselhos, e percebi que alguns deles faziam muito sentido para mim naquele momento. Enquanto ela falava, percebi o quão bom era estar com ela e o quanto eu havia perdido ao deixar passar tanto tempo sem vê-la.
Passamos o resto da tarde toda conversando e depois fomos assistir à novela juntas. Em meio às conversas animadas, perdi a noção do tempo, mergulhada na companhia reconfortante de dona Ana. Já se passava das 19h30 quando finalmente me despedi, prometendo retornar em breve.
Enquanto me afastava da casa da senhora, senti um profundo senso de gratidão em meu coração. A visita não apenas reacendeu minha conexão com dona Ana, mas também me lembrou da importância de cultivar bons relacionamentos.
Ao retornar para casa, encontrei May esperando por mim com um sorriso brincalhão. Conversamos sobre como foi nosso dia, e May ficou animada para conhecer dona Ana. Depois, fomos todos para a mesa de jantar, onde May nos entreteve com seu jeito fofo de falar e com as histórias de como foi na casa da amiguinha.
Depois do jantar, ajudei meu bebê a tomar banho e escovar os dentes. Contei uma história de ninar e logo percebi que ela tinha dormido, e eu também estava quase pegando no sono. Decidi então levantar e ir para o meu quarto, que fica a duas portas do quarto da May. Ao passar em frente à porta do senhor Matteo, percebi um leve ruído vindo de dentro.
– Eu.... eu não acredito, ele está, gemendo?- meu rosto esquenta na hora- Será que ele esta com alguma mulher??
Ao terminar meu raciocínio escuto Matteo gemer alguma coisa.
– Aaah... Aurora, porra!
– Ele... ELE ESTA SE MASTURBANDO PENSANDO EM MIM???- sinto minha boceta contrair, estou molhada só de escutar seus gemidos- Eu preciso sair daqui o mais rápido possível- penso e saio correndo o mais rápido que consigo tentando não fazer barulho.
Entro no quarto e é quase que impossível não massagear a região dolorida, vou correndo para o banheiro e tomo um banho gelado, mas não adianta de nada. Acabou que tive que resolver meu problema da maneira mais suja e ao mesmo tempo deliciosa, eu me masturbei pensando no gostoso do meu chefe. Naquela noite, me deitei com o coração a mil e meu tesão saciado por enquanto. E sabendo que Matteo estava se masturbando enquanto pensava em mim, e oque eu fiz pensando nele, cheguei a conclusão que: não vou conseguir olhar para o rosto daquele homem sem ficar vermelha... e talvez com muita vontade de transar com ele.
– Ai meu Deus! Aurora! Olha oque você está pensando. Mas se bem que aquele homem não ajuda. Porque tão lindo Senhor??- respiro fundo frustrada.
Depois de pensar em mil e um motivos para talvez amanhã fingir que estou doente só para não precisar olhar para ele, finalmente consigo dormir.