Aos 15 anos, após perder seus pais em um acidente de avião, Aurora Sampaio se vê abandonada pela única família que tinha, seus dois irmãos, a quem ela tanto amava. Depois da morte dos pais, eles ficaram com a herança e a colocaram para fora de casa...
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*Alguns dias depois*
Já faz alguns dias que Aurora está aqui em casa, e eu nunca tinha visto minha menina tão feliz, May está muito mais alegre e falando pelos cotovelos, ela realmente ama a Aurora.
Eu não vou negar que sinto alguma coisa por Aurora, não sei exatamente o que é, mas irei descobrir.
Sou tirado dos meus pensamentos por uma voz doce e suave.
—Matteo?
—Oi?
—May já está pronta- fala enquanto mexe em seu vestido cor de rosa.
—Tudo bem, vamos.
Saímos do meu escritório e instintivamente entrelaço nossas mãos, ela observa, mas não fala nada. Do topo da escadaria consigo ver uma pequena e gorducha garotinha sentada no sofá, balançando suas pequenas perninhas.
— Papai porque demolou tanto?- pergunta fazendo biquinho.
— O papai estava organizando uns papéis da empresa, meu anjo.
— Agola podemos ir?
— Sim, vamos.
Já no carro a May me pede para colocar uma de suas músicas da Miss Moon outrora da Galinha Pintadinha.
—A galinha pintadinha e o galo carijó, a galinha usa saia e o galo paletó- May e Aurora cantavam em coro.
Ao chegarmos no parque a May desce do carro eufórica e vai em direção ao escorrego. Depois de horas brincando com a Aurora ela se cansa e vamos comer.
—Papai quero cacholo quente.
—Tudo bem, vamos comer cachorro quente.
Enquanto comíamos eu observava a mulher que mora nos meus pensamentos ultimamente, Aurora, ela fica linda até lambuzada com o molho do cachorro quente.
— O que foi? Tem algo no meu rosto?
— Não, não.
— Então porque o senhor está me encarando?
— Bem, pra falar a verdade sua boca está suja de molho- sorrio com sua falha tentativa de limpar-se.
— Ainda está sujo?
— Tá sim, deixa eu te ajudar- passo meu dedo delicadamente no canto de sua boca, estávamos tão perto, mais ao mesmo tempo tão longe.
Essa mulher vai ser a minha perdição, resmungo baixinho.
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• Alguns dias depois •
Já faz alguns dias desde que Aurora chegou aqui em casa, e nunca vi minha menina tão feliz; May está radiante e não para de falar, é evidente o quanto ela adora a companhia da Aurora. Não posso negar que algo em relação à Aurora me intriga, embora ainda não compreenda exatamente o que seja. Mas irei descobrir em breve.
Sou trazido de volta à realidade por uma voz doce e suave.
– Matteo?
— Oi?
— May já está pronta- diz enquanto arruma o vestido cor-de-rosa.
— Tudo bem, vamos.
Saímos do escritório e, instintivamente, nossas mãos se entrelaçam; ela percebe, mas não fala nada. Do topo da escada, consigo ver uma pequena e rechonchuda May sentada no sofá, mexendo suas perninhas.
— Papai, por que demorou tanto?- pergunta com um biquinho nos lábios.
— Estava organizando alguns papéis da empresa, meu anjo.
— Podemos ir agora?
— Sim, vamos.
No carro, May pede para ouvir uma de suas músicas da Miss Moon, antes da Galinha Pintadinha.
— A galinha pintadinha e o galo carijó, a galinha usa saia e o galo paletó- May e Aurora cantam em coro.
Chegando ao parque, May desce do carro animada e corre em direção ao escorregador. Depois de horas brincando com Aurora, ela se cansa e decidimos comer.
— Papai, quero cachorro-quente.
— Tudo bem, vamos comer cachorro-quente.
Enquanto comemos, observo Aurora, que tem ocupado meus pensamentos ultimamente. Ela fica linda até com o molho do cachorro-quente manchando o rosto.
— O que foi? Tem algo no meu rosto?
— Não, nada.
— Então, por que está me encarando?
— Bem, para falar a verdade, sua boca está suja de molho- sorrio diante de sua tentativa falha de tentar se limpar.
— Ainda está sujo?
— Sim, deixa eu te ajudar- passo meu dedo delicadamente no canto de sua boca.
Estamos tão próximos, mas ao mesmo tempo tão distantes.