Aos 15 anos, após perder seus pais em um acidente de avião, Aurora Sampaio se vê abandonada pela única família que tinha, seus dois irmãos, a quem ela tanto amava. Depois da morte dos pais, eles ficaram com a herança e a colocaram para fora de casa...
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Depois de mais um dia cansativo na empresa, finalmente estou a caminho de casa para ver minha pequena.
Desde a morte da Elisa, me fechei para o amor e me tornei um homem de relacionamentos passageiros, nunca repetindo uma noite com nenhuma mulher.
Ao chegar em casa, encontro minha princesinha no topo da escada. Seus olhos são o idênticos ao da mãe; tudo nela me lembra a Elisa.
– Papai!- ela se joga em meus braços.
– Oi, minha princesa.
– Eu não sou uma princesa. Sou uma mocinha- ela faz um bico fofo.
– Mocinhas não fazem bico- sorrio.
– Eu sou uma mocinha sim!- ela cruza os bracinhos.
– Tudo bem, você é uma mocinha- gargalho.
– Eu disse que sou uma mocinha- ela afirma antes de correr para o jardim.
– Cuidado para não se machucar, May- grito enquanto ela corre.
–Celto, papai- sua voz vem embolada, ela ainda troca as palavras.
Vou para o meu quarto, tomo um banho relaxante e chamo May para irmos ao parque de diversões.
– Filha, que tal irmos ao parque de diversões?- proponho.
– Eu quero, eu quero!- ela pula animada.
– Então, vá se trocar. Em 20 minutos, estamos saindo.
– Celto, papai- ela repete, correndo para se arrumar.Ela é sempre tão agitada.
Após algum tempo, May desce e partimos para o parque. Compramos os ingressos e entramos.
– Qual brinquedo você quer ir primeiro?
– Carrossel, carrossel, carrossel!- ela faz uma dancinha.
– Então, vamos ao carrossel!
–Ebaaa!
Fomos no carrossel, carrinho bate-bate, montanha russa infantil e roda gigante, antes de parar para comer algodão doce e cachorro-quente. Pouco depois, May olha para mim sonolenta.
– Papai, estou com soninho- coça os olhinhos.
Está bem, vamos para casa- digo, pegando-a no colo.
Estávamos a caminho do carro quando escuto um barulho estranho vindo de um beco próximo.