Escarlate está jogado no chão, completamente machucado enquanto se perde em seus pensamentos. A grama molhada bate em suas costas, o ar frio passa por seu corpo, mas ele não se move ou esboça reação. A luz da lua reflete sobre o gramado molhado e sobre ele está Escarlate, completamente jogado no chão sem se mexer; seu sangue escorre de suas feridas, que doem intensamente, esse é o sentimento da derrota.
A chuva cai sobre o corpo aparentemente sem vida do jovem Escarlate. Os guardas que ali perto estão decidem ajudá-lo.
- Guarda 1: Ei, garoto, levante! Você pode me ouvir?
- Guarda 2: Deixe-o. Ele não vai acordar agora. Vamos.
- Guarda 1: Mas e se...
- Guarda 2: Você quer levar uma advertência por estar ajudando um fora da lei? Vamos, me diga, você quer?
- Guarda 1: N... Não.
- Guarda 2: Então vamos.
Os dois guardas abandonam o local, deixando o corpo do jovem Escarlate jogado sobre a grama molhada.
- Voz feminina: Acorde, Escarlate. Você ainda não pode ir para o outro mundo. Seu legado não foi cumprido na terra ainda.
- Voz horrenda: Hahaha! Só morra logo, moleque. Ninguém se importa. Só vem logo para o outro lado comigo.
- Voz feminina: Não escute esse demônio. Ele só irá enganá-lo. Não acredite nele.
Um imenso brilho toma a visão de Escarlate. O sol nasce sobre os céus, e Escarlate tenta se levantar, mas seus membros estão doloridos e ele tem machucados profundos por todo o corpo. Seus músculos estão rígidos como pedra e não se movem por nada.
Ele fica ali por pelo menos três horas, até que finalmente, com muita dificuldade, ele se levanta, usando sua katana como bengala. Ele caminha até a cidade do sol.
- Escarlate: Meu corpo dói. Minhas feridas são como lanças sendo cravadas por todo o meu corpo. O que eu tinha na cabeça, tentando enfrentá-lo? Meu ego subiu à cabeça e olha como estou.
Ele anda enquanto pensa. O vento frio passa por ele como se fosse a própria morte, avisando-o de que seu fim está próximo. Sua espinha arrepia, tornando tudo pior. Ele acaba perdendo a força e cai no chão, na grama molhada. Seu nariz sangra, seus olhos choram, mas não de dor, e sim de tristeza.
- Escarlate: Olhe para mim, como estou totalmente inútil. Mal consigo me mover.
As lágrimas descem de seu rosto, fazendo uma ponte entre a fraqueza e a tristeza. Ele pensa em desistir, ele não tem mais utilidade. Ele foi esmagado por seus próprios pensamentos e emoções.
- Escarlate: Por que? Por que? Por que não me matou, Maximus? Por que me deixou vivo?
Ele soca o chão várias e várias vezes, seu sangue jorra novamente, se espalhando na grama, deixando de ser verde e se tornando vermelho.
- Escarlate: Antes foi o sangue daquele soldado. Agora é o meu que se espalha sobre o chão.
O lindo sol é escondido por nuvens escuras, e assim o céu chora, suas lágrimas caem por toda a terra. Escarlate se junta a ela, fazendo que suas lágrimas se juntem com as dos céus. Assim, ele pega no sono, dormindo sobre a linda grama.
Ao acordar, o lindo sol não está ali, pois se escondeu e foi tomado pelas grandes nuvens escuras que tampam seu brilho. Escarlate não está mais aguentando se movimentar, assim novamente ele luta para se manter em pé e, novamente, ele caminha apoiado em sua katana enquanto caminha até seu destino.
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O Despertar Escarlate
פנטזיה"O Despertar de Escarlate" narra a emocionante jornada de Kaito Escarlate, um jovem dotado de poderes mágicos excepcionais, em uma cidade chamada Fucha. Desde o seu nascimento, Kaito é temido até pelos deuses devido à magnitude de seus poderes. A hi...