Tom Riddle nunca esperou que ela voltasse a fazer parte de sua vida... não como sua aluna.
Professor x aluna | Tempo de leitura de 1h30min | Para maiores de 16 anos.
Essa é apenas uma tradução para o português. Todos os créditos dessa história e do...
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— Você não estava na aula hoje — Avani ouviu Tom dizer.
Era uma noite de luar quando ela estava fumando um cigarro na Torre de Astronomia, uma forma de espairecer. Mas é claro que Tom a encontrou lá, desconfiando de sua paz com sua presença excruciante.
Avani não queria olhar para o rosto dele. Ela queria esquecer o inverno em Paris, deixar para trás as lembranças de quando era jogada como uma *naïveté.
Ela odiava pessoas estúpidas, e era impróprio que agora ela pudesse estar entre elas.
Ela detestava isso.
Ela deu uma pequena tragada no cigarro, mantendo a fumaça na boca e não a deixando descer pela garganta. Ela acreditava que, dessa forma, o cigarro não a prejudicaria tanto.
— Eu lhe fiz uma pergunta — disse Tom. Avani revirou os olhos. Sempre tão exigente.
— Eu não estava com vontade de ir — disse ela. Ela estava se comportando como uma pirralha? Sim. Ela se importava? Não. Não quando se tratava de Tom, pelo menos.
Ela sentiu Tom ficar ao seu lado, com o braço encostado no dela, e ela se afastou um pouco dele.
— Se bem me lembro — disse Tom. — você expressou o quanto estava animada para a minha aula.
— Eu estava animada para cabular.
— Parece com você — sussurrou Tom, rindo.
Avani sentiu suas bochechas esquentarem com o som da risada dele, uma dor florescendo em seu coração. Era uma sensação estranha. Avani nunca havia se sentido assim por ninguém além de Tom. Nunca houvera ninguém além dele. Ninguém que a fizesse perder o sono à noite, sonhar acordada com doces incômodos enquanto ela testava o nome dele na língua repetidamente até que sua boca ficasse crua. Talvez essa fosse a razão pela qual era difícil estar na presença dele. As primeiras vezes sempre deveriam ser as mais memoráveis. Avani desejava desesperadamente que não fossem.
Ela arriscou uma olhada para ele e imediatamente se arrependeu. Tom era lindo.
O vento frio de Janeiro brincava com seus cachos tenebrosos, mordiscando suas maçãs do rosto, tornando-as levemente rosadas. Ele era alto, agora mais alto, considerando que ela não estava usando salto alto. E, estando tão próxima a ele, ela podia sentir seu perfume sutil. Ele não usava nenhuma fragrância adicional, sua identidade era o resultado de suas atividades diárias. Ele cheirava ao café preto que tomava cinco vezes por dia, ao pergaminho fresco em que escrevia por longas horas, aos cigarros que fumava para tornar sua alma mais escura do que já era, com um toque de sabão de terra. Era divino.
Eles ficaram em silêncio por um longo tempo, enquanto Tom observava o céu noturno e Avani terminava seu cigarro. E, assim que o fez, ela acendeu outro. O cheiro do fósforo atingiu seu nariz. Houve uma leve faísca na escuridão, seguida de uma chama laranja. Ela costumava usar magia para acender seus cigarros, mas depois que viu Tom usar fósforos para esse fim, dizendo que a sensação era mais crua dessa forma, ela começou a carregar seu próprio maço. Além disso, ela também gostava muito do som que eles faziam. Era estranhamente calmante.