Neste mundo, existem forças invisíveis que moldam nosso destino, que nos conduzem por caminhos intrincados e nos levam a enfrentar desafios que nunca imaginamos. Natalie Lewis, uma mulher comum de uma pequena cidade no interior do Georgia, é subitam...
Pensei que estava preparado para encara-la, mas estava enganado. Quando ela apareceu à minha porta, senti minhas pernas tremerem. Essa mulher conseguia desmantelar minha pose de durão sem dizer uma palavra sequer. Era impressionante como cada célula do meu corpo reagia a ela, me deixando desarmado, completamente à mercê de seus desejos. Não havia nada que eu não faria por ela.
Quando ela adentrou meu escritório, estampei um meio sorriso descarado para disfarçar o nervosismo. Esse sorriso sempre me conferiu a fama de malandro, o que me dava a vantagem de conseguir desbancar quase qualquer pessoa, tanto homens quanto mulheres, e ela não era imune ao meu charme, pude perceber em sua reação.
Nunca me considerei um homem irresistível, como costumavam dizer por aí, mas conhecia bem meus atributos e aprendi a usá-los a meu favor. Um sorriso matador, uma postura de durão e uma inteligência que, graças aos meus dons, estava muito acima da média, me ajudaram a chegar ao topo.
Mas agora, diante do meu amor de outras vidas, tudo isso parecia não se aplicar. Meu cérebro parecia liquefeito e incapaz de pensar. Minha postura desmoronou, restando apenas meu sorriso para me dar alguma vantagem em esconder o completo idiota que estou me sentindo.
Enquanto conversávamos sobre negócios, admirava a postura profissional que ela havia adotado. Apesar de parecer uma bonequinha frágil e vulnerável, sua postura indicava apenas uma coisa: força. Qualquer um que a observasse com mais atenção perceberia isso.
Ela manteve essa postura profissional até o momento de ir embora. Eu tentei acompanhá-la até a saída, mas ela recusou. No entanto, insisti, apenas para passar mais alguns minutos perto dela. Quando entramos no elevador, soube que todo meu esforço comedido iria por água abaixo. Malditos elevadores e a tensão sexual que eles trazem.
Quando as portas se fecharam, tudo mudou. Sua postura profissional se desfez, e pude ver o quanto minha proximidade a afetava. Ela também sentia, mesmo sem saber que éramos ligados. Ela sentia aquele fio que nos conecta, nos puxando diretamente um para o outro. Ela aproximou mais o corpo, e eu pude sentir o calor intenso que ela emanava, quase a ponto de queimar, fazendo-me perder completamente a linha, incapaz de resistir ao impulso.
-Foda-se os bons modos- Rosnei, e a agarrei, pressionando-a com força contra as paredes do elevador e a beijei, levando uma das mãos até seu pescoço, apertando delicadamente.
Seu corpo se derreteu contra o meu, respondendo ao toque com uma mistura de desejo e entrega. Cada contato entre nós era carregado de eletricidade, fazendo com que o ar ao nosso redor parecesse vibrar com a intensidade do momento.
Enquanto nos beijávamos, podia sentir sua respiração acelerada, seu coração batendo em sintonia com o meu. Era como se estivéssemos em um mundo só nosso, distante de tudo e de todos, entregues ao calor do momento e à paixão que nos consumia.
Quando as portas do elevador se abriram, fomos trazidos de volta à realidade abruptamente. Nos separamos com relutância, nossas respirações pesadas ecoando no pequeno espaço enquanto trocávamos olhares cheios de desejo e urgência.
Um leve rubor tingiu as bochechas dela, enquanto eu tentava recobrar minha compostura. A tensão sexual ainda pairava entre nós, palpável e intensa.
Um sorriso triunfante brota nos meus lábios, mas desaparece no momento em que a realidade parece se abater sobre ela. Confusão e culpa estão estampadas em sua face, e sem dizer uma palavra, ela sai correndo. Eu tento segui-la, mas ela entra em um táxi que estava parado na rua, justo em frente, e pede para que ele parta antes que eu consiga alcançá-la.
Com o coração despedaçado, observo-a fugir de mim.
-Porra, eu estraguei tudo de novo- Grito enfurecido com minha própria burrice, enquanto as pessoas me encaram com olhares duvidosos.
Uma onda de arrependimento me atinge, misturada com a sensação de perda e frustração. Eu sabia que tinha ido longe demais, deixando meu desejo descontrolado guiar minhas ações. Agora, a única coisa que me resta é lidar com as consequências do meu comportamento impulsivo e tentar encontrar uma maneira de consertar o estrago que causei.
Respiro fundo, tentando acalmar a tempestade de emoções que se agita dentro de mim. Meus punhos estão cerrados, a raiva pulsando em minhas veias enquanto eu tento processar o que acabei de fazer. Eu a assustei, a fiz fugir, e agora estou aqui, sozinho na calçada, encarando a rua vazia enquanto o táxi se afasta.
Sinto-me um idiota por ter estragado tudo mais uma vez. Eu deveria saber controlar meus impulsos, mas quando se trata dela, parece que toda a razão abandona meu corpo. Eu me pergunto se algum dia vou aprender a lidar com isso.
A sensação de arrependimento me consome, e eu me obrigo a dar as costas e caminhar na direção oposta. Tenho que me recompor, tenho que encontrar uma maneira de consertar isso. Não posso deixar que isso prejudique a minha aproximação dela.
Decidido, volto ao meu escritório e imediatamente ligo para minha secretária.
-Luna, por favor, providencie um buquê de peônias coral charm. Te mando o endereço da entrega- Disse com urgência.
Desligo a chamada rapidamente, já discando outro número.
Irmão- Digo ao meu melhor amigo, Oliver Harris. -Eu a encontrei, ela está em Nova York.
Oliver é a encarnação de um integrante de nossa tribo, um elemental do ar, que esteve ao meu lado durante toda a jornada.
-Como assim? Como você a encontrou? - Ele pergunta animado.
-Amanhã eu te explico tudo- Disse, mudando de assunto. -Por agora, preciso de uma festa privativa na sua boate hoje à noite. Você pode arrumar isso para mim?
-É claro- Ele responde. -Você sabe que festa é comigo mesmo, né?
Com um sorriso de alívio, agradeço a Oliver e desligo o telefone. Agora, com os preparativos em andamento, eu precisava me concentrar em como abordar Nathalie novamente.
Enquanto aguardo a entrega do buquê, reviso mentalmente o que vou dizer a ela. Preciso ser sincero, explicar meus impulsos e deixar claro que minha intenção nunca foi assustá-la. Talvez um pedido de desculpas sincero e um gesto de reconciliação fossem suficientes, preciso conquistar sua confiança.
Assim que o buquê chega, eu o examino rapidamente, certificando-me de que está perfeito. Em seguida, escrevo um breve bilhete para acompanhá-lo. Ajeito-o delicadamente em meio as flores, e o entrego para Luna para que envie ao Hotel em que Nathalie está hospedada.
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