ATENÇÃO!!! ESSE CAPÍTULO CONTÉM TEMAS VIOLENTOS QUE PODE DAR GATILHOS EM PESSOAS SENSÍVEIS À ESSES TEMAS!!!
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Depois de comermos, Zyron ficou lendo para mim, sentado ao meu lado na cama enquanto eu o observava ler, deitada ao seu lado com a cabeça pousada sobre o enorme travesseiro. Era relaxante ouvi-lo ler de forma tão calma e suave que eu quase peguei no sono várias vezes, escutando cada palavra dele com atenção e em silêncio.
"Hoje o dia havia sido maravilhoso! Eu e meu amado cavalgamos por suas terras até as montanhas e visitamos as Cortes vizinhas. Fui com um vestido tão belo que fez a Senhora Zaya e a Senhora Vienna, Senhora da Fertilidade e da Beleza, ficarem com inveja."
Então Zyron se cala e olha para mim, analisando o meu rosto cansado e sonolento. porém atento á leitura.
— Melhor descansar, pequena. — sugere o híbrido.
Balanço a cabeça de forma negativa.
— Não. Eu não posso. — respondo com a voz cheia de sono e as pálpebras pesadas.
— Você pode confiar em mim, Ayanna.
— Não é isso...
Ele fecha o livro e me olha com uma expressão preocupada e com a testa franzida.
— É sobre o que? — pergunta a criatura num tom gentil e calmo.
Olho para o lado, enrolado um cacho do meu cabelo em meu dedo. Eu deveria dizer?
— Eu tenho pesadelos...
Ficamos em silêncio por um tempo. Devagar, Zyron deixa o livro sobre a cômoda ao lado da cabeceira da cama e cruza as pernas.
— Vou pegar você no colo, ok? — avisa ele, se inclinando para mim e estendendo os braço para me pegar. Meu coração acelera e minha respiração falha nessa hora.
— N-não é necessário... — me apresso a dizer, me erguendo pelo cotovelo.
— Confie em mim, criança. — fala o híbrido com um sorriso suave. — Só vou pegá-lo no colo. Sem malícia. Sem segundas intenções. Prometo.
Mordo levemente o lábio inferior, ainda hesitante. Porém, mesmo assim Zyron me pega com cuidado e me põe sentada de lado em seu colo, me envolvendo com seus braços fortes de maneira gentil e acolhedora. Não quero assustá-la. Eu me sentia vulnerável, mas ao mesmo tempo um pouco segura. Podia sentir sua pele quente em contato com a minha, meu corpo pequeno encostado no seu, seu peito subindo e descendo numa respiração suave e um volume grande sob meus quadris. Seu abraço não transmitia opressão... Mas sim conforto.
— Que tipos de pesadelos você tem, pequena? — indaga suavemente o homem, esfregando de leve o dedão em meu ombro.
Não fique com medo de mim, pequena. Deito a cabeça em seu peito e ouço seu coração começar a bater mais forte. Eu não vou machucar você. Me aconchego um pouco em seu colo, mas não ouso me mover muito.
— Eu sonho... Com algumas lembranças ruins... — começo, hesitante. — Do que fizeram comigo.
De modo gentil, o híbrido acaricia meu cabelo como um maneira de me confortar.
— Tudo?
Aceno afirmativamente, melancólica.
— Por isso não consigo dormir.
Zyron me aperta um pouco de forma carinhosa e protetora, fechando as enormes asas ao meu redor para me cobrir como um cobertor.
— Mas agora você não está mais sozinha. Estou aqui com você, pequena. — fala ele, colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha. — Eu vou cuidar de você em seus sonhos. Agora tente dormir, você precisa descansar.
Ergo o olhar para o homem, um pouco preocupada e insegura.
— O Sen-... Você vai ficar comigo a noite toda? — pergunto mansamente.
A criatura me dá um sorriso calmo e carinhoso e assente.
— Sim, minha querida. Ficarei aqui com você para que nada nem ninguém a perturbe e irei me conter ao máximo os meus desejos, mesmo que você esteja tão tentadora. Ficarei aqui para que você tenha um sono tranquilo e seguro, até o Sol nascer.
Sinto um quentinho no coração e volto a deitar a cabeça em seu peito, um pouco mais confortável e segura.
— Pode... Fazer cafuné em mim? — peço timidamente. Ele ri e afaga o meu cabelo.
— Como quiser, minha princesa.
...
Eu estava novamente num quarto escuro, assim como a sala em que vi cheia de nobres, na mansão do Zyron. Corro para a porta, porém ela estava trancada. O pânico começa a se apossar de mim. Não... Por favor... Vou para a janela, mas esta estava lacrada com tábuas de madeiras.
Meu pânico aumenta e olho ao redor, a respiração presa na garganta. Eu sabia o que iria acontecer a seguir. De novo não... Grito quando um tentáculo grosso e pegajoso forte me agarra pela cintura, me puxando para a cama e me segurando pelos pulsos e tornozelos.
— NÃO! — grito desesperada, os olhos já marejados e cheios de pavor. Tento me mexer, mas o aperto só aumenta. Ouço risadas maliciosas e vejo figuras virem para cima de mim, umas horrendas e outras belas, mas seus olhos brilhando de malícia e luxúria. — Não! Por favor! — Eles rasgam a minha camisola, enquanto eu tento me libertar ou afasta-los aos chutes.
Grito ao sentir presas afiadas perfurarem minha coxa e meu seio. Choro e imploro para pararem, mas eles não querem. Eles não me ouvem. Apenas riem de mim e me fazem gritar e chorar mais alto. Só querem me machucar e me usar. Como uma boneca. Tento fechar as pernas, mas eram fortes demais. Grito novamente de dor. Isso dói... Parem, por favor...
Então a sala começa a se incendiar com fogo púrpura. Escuto um rugido estrondoso e poderoso ecoar por todo o quarto e fazer das paredes ao chão tremer. Os que me machucavam, de transformavam em cinzas e, quando pisco, me encontro envolvida em braços fortes.
Outra onda de pânico que atinge e me debato desesperadamente, tentando sair dali. Porém, Zyron me aperta mais forte contra seu peito musculoso e fecha mais as asas ao meu redor.
— Ei, ei. Calma, pequena. Foi só um pesadelo. — murmuro ele num tom suave.
Me encolho em seu colo, ainda tremendo e. Com o rosto úmido de suor e lágrimas, o coração disparado em meu peito. Foi tão real...
— Me solta... Por favor, me solta... — murmuro com a voz embargada e fraca, minhas unhas afundando em minha pele de meus braços. Sinto o corpo ficar preso com o encantamento de Zyron para me impedir de me machucar e o meu pânico só aumenta.
— Não. Se acalme primeiro. — diz o híbrido. — Se acalme e eu solto você. Respire.
Respiro fundo e sinto o meu peito apertar. O pesadelo havia sido vívido demais. Todo o meu corpo tremia de medo e tensão e eu não conseguia parar de chorar, a falta de ar também não ajudava.
— N-não consigo...
— Deite sua cabeça em meu peito e foque na minha respiração. Não pense em nada. Apenas relaxe.
Faço o que ele pediu e deito minha cabeça em seu peito, um pouco hesitante, fechamos os olhos. Sinto seu peito subir e descer com sua respiração profunda, o calor que sua pele emanavam para o meu corpo e ouço os batimentos de seu coração. Respiro fundo e expirou lentamente, seguindo a sua respiração. Procuro pensar em nada, focando apenas no contato de nós dois. Sinto-o segurar minha mão para impedir que eu apertasse o meu braço e entrelaçar os dedos de forma suave nos meus.
Meu coração erra uma batida e eu abro os olhos, observando nossas mãos unidas.
— Eu vi o que aconteceu, Ayanna. — diz Zyron, calmo e sério. — E eu fiz com que parasse o quanto antes. Esses pesadelos não irão atormenta-la mais.
O incêndio e o rugido. Ergo a cabeça, procurando olha-lo nos olhos. Nossos olhares se encontram e, para minha surpresa, seus olhos estavam cheios de um líquido fervente e dourado. São lágrimas!
— Obrigada... — murmuro, sem saber como reagir. Ele sorri e leva minha mão até seus lábios, beijando delicadamente o dorso dela. Seus lábios eram quentes e um pouco ásperos e sua barba rala faz eu sentir um pouco de cócegas.
Minhas bochechas ficam levemente vermelhas e Zyron me solta, abrindo as asas para permitir que eu saísse de seu colo, agora que eu estava mais calma.
— Farei o café da manhã para você. Enquanto isso, vá se trocar, ok? — fala Zyron, carinhoso.
Assenti e saio de seu colo, observando o híbrido se levantar e sair uma última olhada em mim, a preocupação ainda em seu rosto.
— Vai querer que eu faça algo especial para você, pequena?
Ergo as sobrancelhas, intrigada. Preciso me acostumar com isso.
— E-eu... Vou querer panquecas... — gaguejo, sem jeito. Eu ainda não tinha me acostumado com o jeito que Zyron me tratava, o jeito como ele se preocupava comigo e o fato de que os meus desejos e minhas opiniões fossem importantes para ele, mesmo eu sendo uma mera serva mortal. — As que você fez para mim da outra vez. — acrescento com um pequeno sorriso. — E torradas com geleia.
Zyron sorri de volta, faz uma breve mensura e sai do quarto, me dando privacidade para eu trocar de roupa. Aproveito para trocar de roupa o mais rápido possível antes que ele voltasse. Visto o vestido prateado do dia anterior e tento pentear o meu cabelo cheio de nós, mas ele estava muito embaraçado.
Suspiro e, sem paciência, simplesmente o amarro em um rabo de cavalo na nuca. Em seguida, vou até o banheiro para lavar o rosto e depois fico na varanda, admirando os primeiros raios de sol, vindo das montanhas, banhar a vasta floresta ao redor da mansão do Senhor Zyron. Que vista linda!
Sinto uma sensação de paz que há muito tempo eu não sentia, pois sempre tinha que ficar em alerta para tudo. Apoio os braços na sacada e me pego sorrindo sem que eu percebesse. Parte de mim queria ter morrido no incêndio, mas a outra parte estava um pouco contente por eu ainda estar viva para ver esse nascer do Sol.
Mas o que vai acontecer se eu precisar ir com Zyron encontrar os outros Senhores e as outras Cortes? Abaixo o olhar, a preocupação voltando e me deixando tensa. Ele disse que poderia me proteger... Mas isso também inclui me proteger deles? Mordo o lábio de leve e volto para a cama para ler e distrair minha mente.Pela primeira vez em toda a minha vida de serva, eu me sentia segura em meu quarto e confortável em minha cama. Aquele virara meu refúgio, um lugar em que ninguém poderia me machucar, pelo menos durante o dia.
Me sento na cama, as costas apoiadas na cabeceira e os joelhos dobrados, e pego o diário da Carmen para voltar a ler de onde parei.
"Eu e meu amado dançamos muito e ficamos juntos durante a noite toda. Ele sabia dos perigos que eu poderia correr, caso eu ficasse só. Sempre me colocava sentada em seu colo, me segurando pela cintura, enquanto conversávamos com os outros Senhores.
Um nobre da Corte de Kirian começou a flertar comigo, apesar de eu não lhe dar a menor atenção. Meu querido notou e agarrou firme minha cintura, me dando um beijo no pescoço e lançando um olhar de fúria para o nobre. Ele ficou pálido e logo se afastou. Voltamos a conversar como se nada tivesse acontecido, mas eu continha uma enorme vontade de ri."
Abro um sorriso e viro a página do diário. Que Senhor mais cuidadoso. penso, um tanto surpresa. Na página seguinte, vejo um belo desenho de um colar. essa hora, Zyron entra no quarto, desviando a minha atenção.
— Voltei, pequena. — ele trazia consigo a bandeja com um copo de café, um prato de panquecas com mel e torradas com geleia, como eu pedi. Porém vejo uma coisa a mais: uma taça de metal pequena e larga com algo branco e cremoso, que lembrava creme, com vários morangos.
Deixo o livro de lado, cruzo as pernas e olho com curiosidade para a taça, enquanto Zyron vinha até mim com a bandeja.
— O que é isso? — pergunto, sem conseguir conter minha curiosidade.
Ele ergue uma sobrancelha e sorri para mim, se sentando e pondo a bandeja na minha frente.
— Pensei em te mimar um pouco, minha pequena. Você nunca comeu sorvete? — Volto o olhar para ele e nego com a cabeça. — Bem, acho que você vai gostar. Recomendo que o deixe para o final. Agora, me deixe pentear o seu cabelo. — pediu o híbrido
— Meu cabelo está muito embaraçado. — falo, deslizando os dedos em meu cabelo amarrado.
— Não tem problema, Ayanna. — diz ele, carinhosamente, usando magia para conjurar uma escova de cabelo em sua mão. — Eu desembaraço para você. Prometo ter cuidado.
Um pequeno sorriso cruza meus lábios e assinto em concordância. Zyron bate suavemente em seu colo para que eu me sentasse nele. Minhas bochechas esquentam e eu hesito, apreensiva. Confie em mim... Devagar, me levanto e vou até ele, mas não sento em seu colo, Fico de costas para o híbrido e sinto aquela sensação de vulnerabilidade. Estou segura. Ele não vai me ferir.
Pego uma torrada para comer, enquanto Zyron desamarra o meu cabelo e o escovava cuidadosamente, mecha por mecha, desfazendo os nós aos poucos, me fazendo sentir um pouco de calma e conforto.
— Eu gosto quando você mexe no meu cabelo. — murmuro timidamente. Zyron era o único feérico que eu deixava e que eu gostava que mexesse em meu cabelo. Era o único que eu me sentia confortável o suficiente para fazer isso.
— Eu sei disso, pequena. — fala o híbrido numa voz carinhosa e macia.
Outro sorriso tímido se forma em meus lábios e mordo a torrada, sentindo suas garras longas separarem o meu cabelo em mechas e o jeito suave e cuidadoso que ele passava a escova elas.
— Aliás, eu quero lhe avisar uma coisa. — acrescenta ele, seu tom agora mais sério, deslizando os dedos pelas pontas de meu cabelo para desfazer os nós restantes. — Daqui à uma semana haverá uma festa. Todos os Senhores e os nobres de suas Cortes virão para cá.
Um arrepio desce pela minha espinha e sinto as garras frias do medo pressionarem meu peito. Todos vão vim. Afinal, que feérico perderia uma festa?
— Mas não se preocupe. Não vou sair do seu lado. — me conforta Zyron. — E não vou deixar ninguém tocar em você. Você é minha.
Mordo o lábio e faço que cm com a cabeça, menos tensa. Zyron termina de pentear meu cabelo e o põe sobre meu ombro, os cacos agora desembaraçados.
— Você está bem? — indaga ele, alisando meus ombros suavemente com os dedos, genuinamente preocupado. Minha pele se eriça sob seu toque, mas não o afasto.
— Sim... — respondo, hesitante. Você não pode mentir para mim. — Eu só... Estou nervosa.
Sinto Zyron se inclinar sobre mim e sussurrar em meu ouvido, sua respiração quente em meu pescoço e sua voz rouca me fazendo estremecer levemente.
— Posso abraçar você?
Por um momento, não sei o que dizer. Eu estava tão acostumada com os feéricos fazerem o que quisessem comigo, sem se importar ou pedir permissão, que era estranho ouvir Zyron me pedir permissão para me dar um abraço.
— C-claro. Pode sim. — respondo depois de um curto período de tempo em silêncio, tentando me recompor.
O homem envolve seus braços ao meu redor de forma acolhedora e apoia o queixo em meu ombro. Novamente, sinto o estranho conforto em estar nos braços de alguém como ele. Devagar, encosto minhas costas em seu dorso e inclino a cabeça para trás, a apoiando em seu ombro. Quando tenho um pouco de certeza de que Zyron não vai fazer nada, me permito fechar os olhos para aproveitar o abraço. Posso sentir o cheiro dele. É forte como metal, mas também doce e um pouco suave como vinho. É gostoso...
Então, me trazendo de volta à realidade e me pegando desprevenida, sinto os lábios do híbrido tocarem meu ombro e um baixo ronronar vim deve, provocando um tremor seguido de um arrepio por todo o meu corpo. Abro os olhos e inspiro abruptamente, erguendo a cabeça e me afastando dele. Imediatamente, Zyron me solta.
— Desculpe, fiz algo errado, doçura? — pergunta o híbrido. preocupado e confuso.
Me viro para ele, meus olhos verdes encontrando com seus sinceros olhos negros de íris roxas.
— Não foi você... —respondo, gaguejando um pouco e com a voz trêmula. — Eu só... N-não é nada que precise se preocupar...
Zyron pousa a mão enorme sobre a minha e e olha com u olhar carinhoso e terno, mas também sério, o que fez meu coração dar um pulo em meu peito.
— Se é alto que te afeta e te deixa desconfortável, pequena, eu preciso me preocupar.
Desvio o olhar, sentindo o rosto quente. Ele se importa tanto... Eu só sou uma garota comum... Sua mão se fecha sobre a minha, enviando outro arrepio pelo meu braço, como se ele tivesse lido meus pensamentos.
— Talvez você não tenha entendido, minha querida. Você é minha. Você não é uma serva, você é a minha garota. — fala Zyron, seu tom firme e possessivo, seu lado dragão se sobressaindo. — É a minha Ayanna. Minha criança preciosa. E eu irei cuidar de você e protegê-la não importa o que aconteça. Porque você é minha. Eu vou me preocupar com você, me preocupar com o seu bem estar e com sua segurança, sim. Mesmo que você ainda desconfie de mim, mesmo que você ainda tenha medo de mim, mesmo que você ainda estremeça com o meu toque e se retraia para eu não me aproximar ou se esconda para eu não ver o seu corpo. Vou continuar cuidando de você como você merece, minha pequena.
Sinto meus olhos arderem com as lágrimas que se acumulam neles e fico sem reação por um momento. Era estranho eu ser tratada dessa forma, era estranho eu poder falar e ser ouvida, era estranho alguém se importar comigo e, o mais estranho, era um Senhor como Zyron ser assim comigo, uma mera mortal. Mas isso não significava que era ruim.
— Mas... Por que eu? — murmuro, minha voz baixa e um pouco embargada, como se eu temesse a resposta. Essa pergunta vinha me atormentando desde quando Zyron me tirou do incêndio que eu mesma provoquei.
Seu olhar fica mais carinhoso e suave, ainda tendo um pouco de possessividade, mas posso notar algo a mais que não consigo decifrar.
— Você é especial, Ayanna. Eu sinto isso. — responde ele, lentamente, como se escolhesse as palavras com cuidado. — E você me lembra alguém que também era muito especial para mim.
Ergo as sobrancelhas, surpresa com a resposta e também curiosa.
— Uma Senhora?
Zyron suspira pesadamente e desvia o olhar. Fico intrigada com a sua reação e ainda mais curiosa, porém noto uma sombra de dor em seus olhos brilhantes.
— Uma humana.
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Cicatrizes
FantasyPor milênios, o mundo era governado pelos Senhores Elementais, divindades mágicas e poderosas de cada elemento, natural e mágico, do planeta e dos seres vivos. Cada Senhor ou Senhora tinha sua Corte formada por seres mágicos inferiores á eles (os co...
