Capítulo 9

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VOLTEI!!!




                                                                                                                               ENJOY


- Oi Dinah bom dia, e então Camila já acordou? – perguntei brincando com os dedos pra aliviar meu nervosismo.

- Acordou sim, teve sorte branquela, iremos embora amanhã, entra aí eu vou descer pra vocês conversarem. – Dinah falou abrindo mais a porta pra que eu entrasse.

- Dinah, se for possível acredito que ela ainda não tenha tomado café, então eu poderia levá-la a uma cafeteria para que pudéssemos conversar? – ela me olhou desconfiada.

- Eu aprendi a lição DJ, e fui uma babaca com ela, me deixa concertar isso da maneira certa. – eu pedi.

- Por mim tudo bem, vou ver com ela. – entrou para falar com Camila.

Fiquei cerca de cinco minutos esperando na porta até que Camila apareceu acompanhada de Dinah.

- Escuta aqui Jauregui qualquer tipo de insulto ou ofensa a Camila eu mesma quebro sua cara. – Dinah falou em tom de ameaça.

- Eu prometo DJ, e eu me sinto envergonhada por ter te tratado de forma rude Camila, me desculpe. – falei olhando para Camila, que evitou o contato e abaixou sua cabeça.

- Eu acredito e confio em você Lauren, e por favor cuida da Camila e do meu afilhado, se não te caço. – Dinah falou deixando o clima tenso um pouco mais leve.

- E quem disse que você vai ser madrinha do meu filho? Você não seria uma boa influência. – falei e quando percebi o que tinha falado eu corei e abaixei a cabeça.

- Veremos Jauregui, veremos. – falou e eu acompanhei Camila até o saguão do hotel em silêncio, saímos pra rua e andamos até meu carro.

- Como acredito que você não conheça NY, vou te apresentar uma cafeteria incrível que tem aqui. – falei a olhando e ela nada falou apenas fez um singelo aceno com a cabeça.

Abri a porta para que ela entrasse e depois fui para meu lugar. Chegamos à cafeteria e escolhi uma mesa mais afastada, puxei a cadeira para Camila se sentar e me sentei de frente pra ela, chamei o garçom que rapidamente se aproximou de nós.

- Olá bom dia, gostaria de um café da manhã completo pra dois. – falei vendo-o anotar e ir em direção a cozinha.

Camila que estava calada até agora se manifestou.

- Eu só quero um café e eu mesma vou pagar, já fui chamada de golpista não quero levar nome de aproveitadora também. – falou amarga e eu queria me espancar por ter sido tão rude e insensível com ela.

- Camila, eu quero que antes de tudo me perdoe, sei que não tem justificativa pra minha atitude babaca, mas peço que me perdoe, você simplesmente chegou jogando a bomba em cima de mim era muita informação de uma vez, eu não lhe conhecia e nem me lembrava da doação, então peço que me perdoe e que possamos começar de novo, posso ter uma segunda chance? – falei estendendo a mão, ela olhou hesitante mas apertou minha mão, no momento em que nossas mãos se tocaram senti um calafrio.

- Obrigado por isso, mas me conta do começo como isso aconteceu. – enquanto o garçom deixava nosso café na mesa.

- Bom, eu fui fazer uma consulta de rotina e por um erro de uma assistente que trocou os prontuários eu fui inseminada no lugar de uma voluntária da pesquisa, depois de uns dias eu comecei a passar muito mal, e eu acreditava estar com algum tipo de gripe ou virose, até que depois de algumas semanas eu voltei na clínica com Dinah porque ela insistia que eu estava grávida, mas eu crente que isso era impossível já que eu nunca – ela falou um pouco constrangida, e eu acenei com a cabeça deixando claro que eu já tinha entendido o que ela quis dizer, que ela era virgem. – Mas Dinah se ligou no que estava acontecendo, já que a assistente me chamou pelo nome da voluntária, resumindo fiz o exame deu positivo, meus pais surtaram e eu também, mas depois de alguns dias eu já amava esse bebê mais que tudo. – falou sorrindo colocando a mão na barriga e foi impossível não sorrir diante daquele gesto. – E fui eu quem insisti para que Dinah me ajudasse a saber quem você era, então eu te peço por favor não processe a clínica, se não todo o investimento na pesquisa seria perdido além da punição que certamente viria pra Dra. Bailey, e aquela médica é genial para ser punida por algo que eu fiz. – falou me olhando em um leve desespero.

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