1 - Uma proposta (ir)recusável

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CAPÍTULO UM
Uma proposta (ir)recusável

A névoa da manhã fria e cinzenta, ainda se dissipava no ar, lentamente

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A névoa da manhã fria e cinzenta, ainda se dissipava no ar, lentamente. Enquanto os alunos de Hogwarts se esparramavam pela aldeia de Hogsmeade como bolinhas de gude. O tão esperado final de semana havia chegado e com ele, a oportunidade de descansar e aproveitar um pouco a vida fora das grandes paredes de pedra do castelo.

— Vamos pessoal! Só não esqueçam de voltar para a estação e, estejam lá pontualmente às quatro horas da tarde! — Remus Lupin, o atual monitor da Grifinória, deu as últimas intrusões e alertou ao grupo de estudantes da sua casa, enquanto estes, alheios ao garoto, lhe davam as costas o ignorando totalmente.

Amélie sentiu-se ressentida, e até mesmo constrangida com a falta de educação dos seus colegas, enquanto eles seguiam os seus caminhos pela vila. Ela acenou para o garoto e, Remus retribuiu a sua atenção ao seu monólogo, com um sorriso tímido espreitando seu rosto para ela.

Por Merlin! Remus era…

Amélie piscou atordoada.

Ele era Um Maroto! Sendo assim, ele estava fora de cogitação, além disso, a sua reputação o precede, como um brincalhão incorrigível, mas ele era diferente, porque ele era Remus e…

A garota não conseguiu seguir a sua linha de pensamentos até o fim, pois um cutucão a desestabilizou, dissolvendo os seus pensamentos como fumaça.

April puxou o seu casaco, com força o suficiente para fazer com que Amélie tropeçasse em seus próprios pés. Ela ficou desconfiada e encarou a sua amiga, fingindo estar mal-humorada. E ela estava mesmo começando a ficar um pouco.

— Você sabe! — Disse ela, alegremente.

— Eu sei o quê? Do que é que você está falando?

April deu-se por vencida e resmungou no ouvido de sua amiga, enquanto os seus olhos especularam para longe, mais especificamente para onde Remus Lupin estava indo.

— Você sabe! Não se faça desentendida, Elie.

Amélie a encarou debochada. Não sabia nem o que havia feito ontem, e agora deveria usar suas aptidões,  que para ser franca, eram péssimas, em clarividência para adivinhar o que estava se passando na cabeça de sua amiga. Julgou, que nem a própria menina sabia.

— Não sei, realmente! — Amélie disse sincera, arrumando o seu cachecol, enquanto se encolhia com o vento gelado. —  E não estou tentada o suficiente para descobrir do que você está falando.

SUPERNOVA | JAMES POTTER Histórias para pegar e não largar. Descubra agora