"Mentiras podem ser tão convincentes quanto juramentos... ou até mais perigosas."
James Potter o popular e brincalhão capitão do time de Quadribol da Grifinória, se viu numa situação complicada. Ele precisava de uma acompanhante para o baile anual d...
CAPÍTULOCINCO Nos estamos girando como as estrelas no céu
[Música do capítulo: Starman - David Bowie.]
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O vento serpenteava na alta torre de astronomia. Amélie observava a paisagem que se estendia além das paredes de pedra do grande castelo com afinco. O lago negro e suas águas estendiam-se por todos os lados. O campo com o gramado verde de quadribol destacava-se com suas plataformas projetadas. As cores das quatro casas que enfeitavam o campo pareciam misturar-se e dançar entre si na distância em um borrão uniforme.
Estava esperando James, porque agora parecia que a torre de astronomia era o lugar deles. Não um lugar secreto, mas um lugar seguro para conversar sobre os seus planos mirabolantes. Havia enviado um recado para o garoto que agora esperava que ele fosse aparecer. Como o grifinório havia feito no primeiro dia, quando elaboraram o seu plano mequetrefe.
Amélie aproximou-se mais do parapeito da janela, os seus cabelos sendo içados para baixo com a gravidade. Seus olhos estudavam a altura da grande torre até chegar ao pátio que erguia-se abaixo de si. Bem, seria uma queda grande.
— Elie.
A voz anasalada a assustou e seu corpo enrijeceu. A garota virou-se com rapidez. James Potter parecia nervoso.
— O que está fazendo?
Amélie piscou chateada. Inventando uma desculpa boa o suficiente para explicar sua posição na janela. Não estava fazendo nada demais a não ser observar a distância até o chão.
— Pude jurar que havia uma aranha gigante subindo a parede. — Atrapalhou-se com as palavras. — Tive que me certificar de que ela não conseguiria me alcançar.
James riu soprado, uma ruga em sua testa o fez parecer descrente.
— O que eu posso dizer? Também não sou o maior fã de aranhas.
O garoto tentou puxar assunto, parecendo incerto. Seus olhos vagaram pela torre vazia.
A grifinória sentou-se no parapeito da grande janela da torre, com as pernas para dentro balançando em um ato infantil. James sorriu com a visão.
Ansioso, ele quebrou o silêncio que se instalou no recinto.
— Recebi o seu recado antes. Sobre o que você gostaria de falar comigo?
Amélie chacoalhou o cabelo e empinou o nariz arrebitado. Suas engrenagens da cabeça funcionando a todo vapor. O que dizer e como dizer?
A jovem pigarreou limpando a garganta.
— Sabe, tenho pensado que deveríamos passar mais tempo juntos. — Amélie falou calmamente. — Depois de receber algumas perguntas sobre você e o que você gosta, eu percebi que não o conheço muito bem e isso pode acabar estragando o nosso plano.