"Mentiras podem ser tão convincentes quanto juramentos... ou até mais perigosas."
James Potter o popular e brincalhão capitão do time de Quadribol da Grifinória, se viu numa situação complicada. Ele precisava de uma acompanhante para o baile anual d...
CAPÍTULO NOVE O SALGUEIRO LUTADOR E A PASSAGEM SECRETA
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Naquela manhã, enquanto os pássaros assobiavam saudando o alvorecer. Amélie foi acordada subitamente com um estrondo metálico em seu quarto. Era o som inconfundível do castiçal de bronze, caindo de cima da sua cômoda, uma cortesia de seu amado gato para lhe acordar.
Em um murmúrio descontente, a garota puxou a coberta até a cabeça, virando-se e entregando-se ao sono traiçoeiro que não queria encontrar-lhe durante a noite, não demorou muito para que mergulhasse no mundo do sono sem sonhos. E os “cinco minutinhos” a mais, transformaram-se em algumas horas.
Não sendo o suficiente dormir e se atrasar, quem foi a responsável por lhe acordar foi a sua querida companheira de quarto, Marlene. Seus olhos turvos tentaram evitar a imagem em seu campo de visão. A grifinória Marlene Mckinnon, era um lembrete vivo de uma história que no momento, Amélie, preferia encerrar.
Embora, agora não sentisse mais nada pelo sonserino, a mágoa com sua amiga antiga, ainda persistia escancarada em seu rosto.
— Você não vai levantar? — Marlene sussurrou, enquanto afastava a coberta da cabeça da grifana delicadamente. — Se o seu plano era hibernar até o Natal, está indo muito bem.
— Está doente, quer que eu te leve para a enfermaria?
A garota sentou-se atônita na beira de sua cama, envolvida em um torpor sonolento. Os seus olhos turvos ainda tentavam definir a imagem vermelha em seu campo de visão.
Passando a mão em seus cabelos rebeldes e esfregando as têmporas, ela olhou para frente. Sem realmente encarar Marlene.
— Estou bem. Obrigada. — A voz rouca demorou a sair. — Lene, que horas já são?
— Se o seu plano para esse sábado, era ir para Hogsmeade. Acho que não vai funcionar, o Expresso de Hogwarts para Hogsmeade já partiu há quase meia hora.
— Pelas barbas reais de Merlin! — resmungou, atirando os pés para fora da cama. Ótimo. Agora teria que passar o dia na escola vazia, enquanto todos os outros se divertiam em Hogsmeade.
— Bem, boa sorte com isso. Você vai precisar. — Marlene ditou, enquanto rumava na direção da porta do aposento. — Se tiver tempo, podemos conversar uma hora dessas, Elie?
Amélie coçou o cabelo. Ainda entorpecida pelo sono, seu cérebro enfim pareceu encaixar um parafuso que estava deslocado. Ah sim! Como um passe de mágica a compreensão lhe atingiu. Era sobre aquele assunto, que as duas estavam evitando há tempos.
— Claro, por mim tudo bem… — Torceu as mãos, lembrando-se à quem e o que exatamente a McKinnon estava se referindo.
Marlene sorriu.
— Ótimo!
— Durante a semana então? Estou um pouco atrasada agora.—Admitiu a contragosto.