—Oi... — disse Agatha, entrando devagar.
— Olá. Você recebeu a intimação do julgamento? — perguntou ela a Clay.
— Sim. E você?
— Também. — respondeu Agatha, tensa.
— Vocês sabem que isso tudo é uma mentira, né? — disse Ruggero, surgindo repentinamente.
— Sua mãe deixou eu entrar. — completou ele, ao ver o olhar de Clay.
— A gente sabe que a Eliza está viva. — continuou Ruggero.
— Dá pra falar baixo, por favor? Nossa mãe vai escutar. — respondeu Agatha, olhando em direção ao corredor.
— As pessoas não fazem ideia do que a gente fez. — murmurou Clay.
— Pois é... Mas quando descobrirem, a gente vai preso por ter mentido sobre a Eliza. — disse Ruggero, impaciente.
— A gente sabe o que fez. Estamos protegendo a Eliza. — insistiu Clay.
— Protegendo? Do quê, Clay? De um psicopata que está com ela sabe-se lá onde?
A gente fez merda. Vamos acabar presos se contarmos... ou pior: mortos por causa dessa sua ideia brilhante.
Não tem corpo nenhum! — desabafou Ruggero, nervoso.
— Gente, por favor, parem de brigar... — pediu Agatha, aflita.
— Eu só fui ao velório por respeito. Por causa dos Monteiro. — disse Ruggero, mais calmo, mas ainda amargo.
— Eu não falei nada... pra proteger a Eliza. Porque eu tenho medo daquele idiota. Você precisa entender, Ruggero. — respondeu Clay, com a voz baixa, quase quebrando.
— Ah... então fazer os pais dela sofrer é proteção? — rebateu Ruggero, com ironia.
— Por enquanto... sim. A verdade é que a gente não sabe onde ela está, porra! — explodiu Clay.
— Se acalmem, meninos... — tentou Agatha, tentando manter a paz.
— A gente vai se ferrar. É isso que vai acontecer. — concluiu Ruggero, com um olhar sombrio.
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Seus segredos Estão guardados comigo-2 O Julgamento De Eliza Monteiro
Mystery / ThrillerTrês meses se passaram desde o velório de Eliza Monteiro. Os meninos ainda estão assustados com a sua morte e temem o que Lauro pode fazer. Segredos sombrios e perigosos estão prestes a ser revelados...
