Capítulo -10 Uma carta

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— Olá, Eliza. — disse Lauro, com a voz calma e fria.

— O que você quer, Lauro? — perguntou Eliza, já cansada daquela tortura psicológica.

— Nada demais...
Só queria te contar uma coisinha que eu esqueci: você está sendo dada como morta.
Teve até velório! — falou ele, com um sorriso debochado.

— Você já me disse isso.
Não precisa ficar me lembrando. — respondeu Eliza, com desprezo.

— Então...
Eles estão morrendo de medo de que eu te machuque.
Idiotas!
Eu nunca machucaria você, princesa. — disse Lauro, com uma falsa ternura.

— E como foi o velório... se não tinha meu corpo? — perguntou Eliza, desconfiada.
— Ah, o Clay... se machucou só pra dizer que fui eu quem esfaqueou ele.
Legal, né?
Achei que ele fosse burro, mas até que não é. — falou Lauro, rindo.

Eliza arregalou os olhos.

— Espera... como você está sabendo disso?! — perguntou, em choque.

— Alguém está comigo.
Nesse sequestro... eu não estou sozinho. — disse ele, quase sussurrando.

— Quem está passando informações pra você, Lauro?
Quem? — insistiu Eliza, desesperada.

— Não posso revelar agora, amor.
Mas em breve... você vai descobrir.
Agora me dá licença... preciso escrever uma carta pros seus "amigos".
Bye bye. — disse Lauro, saindo com um sorriso cruel.
Carta de Lauro:

— Caros “amigos” de Eliza,

Sei que vocês, idiotas, omitiram a morte dela.
Inteligentes da parte de vocês.

Fiquei sabendo que está rolando um julgamento sobre a "morte da Eliza"...
Que genialidade, não?

Mas saibam: um de vocês vai se ferrar.
Quero ver um de vocês na cadeia, por ter mentido sobre um crime que não cometeu.

Vocês são patéticos.

— Um beijo de
Lauro Mack

Seus segredos Estão guardados comigo-2 O Julgamento De Eliza MonteiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora