Capítulo -11 Terceiro Dia de julgamento

31 24 6
                                        

—Vamos chamar agora o senhor Miller. — anunciou o juiz, com voz firme.

Ruggero se levantou e caminhou até o banco das testemunhas.

— Senhor Miller, o senhor era próximo da senhorita Monteiro? — perguntou o juiz.

— Sim.
A gente virou amigo assim que entrei no colégio Thomas Jefferson.
Foram os meninos que me ajudaram a encontrar as salas da turma do terceiro ano. — respondeu Ruggero.

— O senhor acha que foi culpa dela se meter com Lauro? — perguntou Lucio Collins, direto.

— A Eliza só queria saber quem estava mandando as cartas anônimas.
Ela me pediu pra falar com meu pai, que é delegado. — respondeu Ruggero, tentando manter a calma.

— E você falou com seu pai sobre a Eliza? — perguntou Steven Davis.

— Falei.
Meu pai conseguiu rastrear um número e eu passei pra ela. — respondeu Ruggero.

De repente, Lucio bateu com força na bancada.

— Eu já achei o culpado, meritíssimo.
É o senhor Ruggero Miller!

— O quê?! — Ruggero se levantou, indignado.

— Foi você quem incentivou a senhorita Monteiro a procurar Lauro!
Você a colocou em perigo! — acusou Lucio.

— Eu quero esse filho da p* na cadeia!** — gritou Ruggero, furioso.

—Senhor Miller! — o juiz advertiu. — Modere a linguagem!

— Desculpe, meritíssimo...
Mas eu não levei a Eliza até o perigo! Eu queria protegê-la!

— Senhor Collins, cuidado com o rumo das perguntas. — alertou o juiz, com severidade.

— Você acha mesmo que eu sou capaz de matar a Eliza? — perguntou Ruggero, encarando o advogado da acusação.

— As minhas suspeitas permanecem, senhor Miller.
E não vou mudá-las só porque o juiz pediu mais cautela. — respondeu Lucio, com frieza.

— Primeiro o senhor acusa o Clay, agora a mim?
Só porque somos homens?
A Eliza era forte. Ela não precisava de proteção constante! — gritou Ruggero.

— Vocês eram os mais próximos dela.
E a senhorita Monteiro não teria forças para se defender sozinha, caso fosse atacada. — disse Lucio, com cinismo.

— Você culpa todos, né?
Primeiro o Clay, depois a própria Eliza...
Agora eu?!
Você acha mesmo que isso é justiça?
Todos nós queremos a verdade, mas você só está transformando isso numa caça às bruxas! — rebateu Ruggero, furioso.

— Sem mais perguntas, meritíssimo. — disse Lucio Collins, encerrando a sessão com amargura.

Seus segredos Estão guardados comigo-2 O Julgamento De Eliza MonteiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora