Capítulo -13 O julgamento Final E uma grande Revelação.

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—Eu não queria que a Elisa desaparecesse...
Meu pai é policial, e eu perdi o número que ele me deu para rastrear a ligação ou descobrir de onde ela vinha.
Mas... eu estava com a Elisa o tempo todo.
Eu não queria que as coisas acabassem assim.
— falou Ruggero, visivelmente abalado.

— Bom, senhor Miller... o senhor disse que estava com Elisa o tempo todo.
Por que então a deixou ir embora? — questionou Lucio Collins, o advogado criminalista, encarando-o com desconfiança.

— Será que o senhor não vê que a Elisa morreu e nós nem temos um corpo? — retrucou Ruggero, começando a perder a paciência.

—É estranho... o Lauro levar o corpo da senhorita Monteiro para ficar com ele. — disse Lucio, lançando um olhar provocador.

— O senhor sabe que ficar tentando colocar a culpa na gente não vai levar a nada, né? — rebateu Ruggero, irritado.

— Como eu já disse, é o meu dever, senhor Miller. — respondeu Lucio friamente.

— Sem mais perguntas, meritíssimo. — completou Lucio, voltando ao seu lugar.

— Agora, chamaremos a senhorita Williams. — anunciou o juiz.

Agatha se levantou devagar e caminhou até o banco de testemunhas, visivelmente exausta.

— Estou cansada de responder perguntas de vocês. — disse ela, cruzando os braços com firmeza.
— Nossa... vocês estão se culpando demais, hein? — provocou Lucio, com ironia.

— Vai à merda! — gritou Agatha, sem conter a raiva.

— Senhorita Williams! — repreendeu o juiz, severo.

— Quero que você conte de novo o que aconteceu naquela noite. — insistiu Lucio.

— De novo? — respondeu Agatha, indignada. — A Elisa foi com o Lauro, e o Clay tentou impedir. Mas o Lauro atirou nele!

— E eu tenho uma teoria...
Vocês omitiram a morte da Elisa.
Ou melhor: a Elisa está viva, não está?

— O quê?! Claro que não! Eu nunca mentiria ou mataria minha amiga! — gritou Agatha, ofendida.

— Vocês estão com medo de alguma coisa... e eu vou descobrir. — disse Lucio com um tom ameaçador.

— Senhor Williams, venha ao tribunal. — chamou o juiz, voltando-se para Clay.

Clay se levantou lentamente, respirando fundo, enquanto Agatha e Ruggero o olhavam aflitos.

— O júri decidiu: Clay Williams é considerado culpado pela morte de Elisa Smith Monteiro.
Sua sentença é de 20 anos de prisão, sem direito à redução da pena. — declarou o juiz.

— O QUÊ???
NÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOO!
MEU MENINO, NÃÃÃÃÃÃOOOOO!
A CULPA NÃO É DELE, POR FAVOR, NÃOOOOOOO! — gritou Mariah, a mãe de Clay, caindo em prantos.

— E então... de repente, alguém invade o tribunal.

—PAREM ESSE JULGAMENTO AGORA! — gritou uma voz vinda da porta.

Todos se viraram, em choque.

— Elisa?! — perguntou Agatha, com os olhos arregalados.

— Elisa, minha filha... é você, minha querida?! — exclamaram seus pais, correndo em direção a ela, tomados pela emoção.

Rachel e Oliver a abraçaram em prantos.

— Senhorita Monteiro... está viva? — perguntou Steven, atônito.

— Estou, sim. — respondeu Elisa com firmeza, ainda abalada.

— Elisa, você poderia sentar-se no banco dos réus, por favor? — pediu Lucio, visivelmente surpreso.

Seus segredos Estão guardados comigo-2 O Julgamento De Eliza MonteiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora