Capítulo - 4 Uma carta

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—Será que a Eliza está mesmo viva? — pergunta Agatha, com o coração apertado.

— O Lauro não teria coragem de matar a Eliza. — respondeu Clay, tentando se convencer.

— Será? — retrucou Ruggero, desconfiado.
— Vocês não têm medo do perigo, né?

— A gente já fez... agora é tarde demais. — continuou Ruggero, amargo.
— Por culpa de vocês! A gente podia ter falado tudo pra polícia, mas os bobocas aqui quiseram mentir! — disse Agatha, nervosa.

— Era a única forma de proteger a Eliza. Ou preferia que ela fosse perseguida pelo Lauro? — rebateu Clay.

— Era a única forma de proteger a Eliza. Ou preferia que ela fosse perseguida pelo Lauro? — rebateu Clay.

— Ele devia ao menos ligar... dizer como ela está. — resmungou Ruggero, frustrado.

De repente, Mariah apareceu na porta com um envelope na mão.

— Clay, chegou uma carta no seu nome. — avisou.

— Uma carta?
— Sei até quem é... — murmurou Clay, pegando o envelope.

— Lauro. — disse Agatha, com um arrepio na espinha.

— Obrigado, mamãe.

Clay abriu o envelope com pressa. Seus olhos varreram cada palavra. A carta dizia:

“Olá, meninos. Vi que vocês deram a Eliza como morta. Que ideia genial, hein?
Eu achei que vocês fossem burros, mas até que são inteligentes.
A Eliza está bem. Ah... e eu fiz amor com ela. Foi incrível.
Ela me quis como nunca.
Sabe o que é mais engraçado? Você ainda querer ela de volta.
Nunca vai conseguir. A Eliza é minha.
Deixem ela como morta... é melhor assim.
Quem sabe ela nunca volte e acabe se casando comigo?”

Clay amassou a carta com as mãos tremendo.

— Filho da mãe... — rosnou, cheio de ódio.

— E agora? — perguntou Ruggero, apreensivo.

— Vamos atrás da Eliza. — disse Clay, decidido.

— Mas como? — perguntou Ruggero.

— Não sei, Agatha. — respondeu Clay, aflito.

— Faltam poucos dias pro julgamento da Eliza... — lembrou Ruggero.

— Ela não pode aparecer agora. Será que vocês não entendem? — disse Clay, tentando controlar a situação.

— Se ela aparecer agora, a gente se ferra. Mesmo com ela viva.

— E não foi você que disse que ia encontrar a Eliza? — questionou Agatha, olhando firme para Clay.

— Sim... mas agora ainda é muito cedo, Agatha. — respondeu ele, cabisbaixo.

Ruggero pegou sua mochila.

— Eu vou pra casa. Preciso pensar.
— Tchau, gente. Qualquer coisa, me liguem. — disse ele, saindo.

— Tá bom. Cuidado. — disse Agatha, preocupada.

Seus segredos Estão guardados comigo-2 O Julgamento De Eliza MonteiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora