—Será que a Eliza está mesmo viva? — pergunta Agatha, com o coração apertado.
— O Lauro não teria coragem de matar a Eliza. — respondeu Clay, tentando se convencer.
— Será? — retrucou Ruggero, desconfiado.
— Vocês não têm medo do perigo, né?
— A gente já fez... agora é tarde demais. — continuou Ruggero, amargo.
— Por culpa de vocês! A gente podia ter falado tudo pra polícia, mas os bobocas aqui quiseram mentir! — disse Agatha, nervosa.
— Era a única forma de proteger a Eliza. Ou preferia que ela fosse perseguida pelo Lauro? — rebateu Clay.
— Era a única forma de proteger a Eliza. Ou preferia que ela fosse perseguida pelo Lauro? — rebateu Clay.
— Ele devia ao menos ligar... dizer como ela está. — resmungou Ruggero, frustrado.
De repente, Mariah apareceu na porta com um envelope na mão.
— Clay, chegou uma carta no seu nome. — avisou.
— Uma carta?
— Sei até quem é... — murmurou Clay, pegando o envelope.
— Lauro. — disse Agatha, com um arrepio na espinha.
— Obrigado, mamãe.
Clay abriu o envelope com pressa. Seus olhos varreram cada palavra. A carta dizia:
“Olá, meninos. Vi que vocês deram a Eliza como morta. Que ideia genial, hein?
Eu achei que vocês fossem burros, mas até que são inteligentes.
A Eliza está bem. Ah... e eu fiz amor com ela. Foi incrível.
Ela me quis como nunca.
Sabe o que é mais engraçado? Você ainda querer ela de volta.
Nunca vai conseguir. A Eliza é minha.
Deixem ela como morta... é melhor assim.
Quem sabe ela nunca volte e acabe se casando comigo?”
Clay amassou a carta com as mãos tremendo.
— Filho da mãe... — rosnou, cheio de ódio.
— E agora? — perguntou Ruggero, apreensivo.
— Vamos atrás da Eliza. — disse Clay, decidido.
— Mas como? — perguntou Ruggero.
— Não sei, Agatha. — respondeu Clay, aflito.
— Faltam poucos dias pro julgamento da Eliza... — lembrou Ruggero.
— Ela não pode aparecer agora. Será que vocês não entendem? — disse Clay, tentando controlar a situação.
— Se ela aparecer agora, a gente se ferra. Mesmo com ela viva.
— E não foi você que disse que ia encontrar a Eliza? — questionou Agatha, olhando firme para Clay.
— Sim... mas agora ainda é muito cedo, Agatha. — respondeu ele, cabisbaixo.
Ruggero pegou sua mochila.
— Eu vou pra casa. Preciso pensar.
— Tchau, gente. Qualquer coisa, me liguem. — disse ele, saindo.
— Tá bom. Cuidado. — disse Agatha, preocupada.
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Seus segredos Estão guardados comigo-2 O Julgamento De Eliza Monteiro
Mystery / ThrillerTrês meses se passaram desde o velório de Eliza Monteiro. Os meninos ainda estão assustados com a sua morte e temem o que Lauro pode fazer. Segredos sombrios e perigosos estão prestes a ser revelados...
