Dias Atuais

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— Hoje é o velório da Eliza.
Lembro como se fosse agora... a briga com o Lauro.
Eu não queria mentir, principalmente para a senhora Monteiro.
O caixão está vazio, porque o Lauro levou a Eliza.
A senhora Monteiro acredita que o corpo da filha está ali dentro... mas não está.
— Pensa Clay, em silêncio.

— Vamos, filho. O velório já vai começar. — disse sua mãe, com a voz suave.
— Vamos, mamãe. — respondeu ele, com um olhar triste.

— Estou com medo, mamãe... A Eliza era o amor da minha vida.
Vamos levar o caixão dela até o local do enterro. — disse Clay, tentando se manter firme.

— Hoje é o velório da Eliza.
Lembro como se fosse agora... a briga com o Lauro.
Eu não queria mentir, principalmente para a senhora Monteiro.
O caixão está vazio, porque o Lauro levou a Eliza.
A senhora Monteiro acredita que o corpo da filha está ali dentro... mas não está.
— Pensa Clay, em silêncio.

— Vamos, filho. O velório já vai começar. — disse sua mãe, com a voz suave.
— Vamos, mamãe. — respondeu ele, com um olhar triste.

— Estou com medo, mamãe... A Eliza era o amor da minha vida.
Vamos levar o caixão dela até o local do enterro. — disse Clay, tentando se manter firme.

— Vocês vão fazer uma homenagem linda, eu sei disso. — falou Mariah, emocionada.

— O dia está chuvoso... vou levar o guarda-chuva. Vamos logo. — disse Marian.
— Vamos, querido?
— Vamos, mamãe.

Clay chorava por dentro e por fora.
Os meninos carregavam o caixão de Eliza até o cemitério.
Estavam todos se derramando em lágrimas: Clay, Agatha e Ruggero.
Eles não queriam que aquilo estivesse acontecendo...
Mas lembravam de Lauro, e do que ele poderia estar fazendo com Eliza, se ela ainda estivesse viva.

O padre pediu permissão para iniciar a cerimônia.

— Hoje é um dia triste para os amigos e familiares de Eliza Smith Monteiro.
A senhorita Smith era única. Tinha sonhos...
Sua futura profissão seria a Advocacia.
Eliza era uma pessoa incrível: como amiga, como filha, como estudante.
Que descanse em paz, minha filha.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. — finalizou o padre.

— Senhora Monteiro, a senhora vai dizer algumas palavras? — perguntou Clay.
— Vou, meu filho. — respondeu Rachel, com os olhos marejados.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém. — finalizou o padre.

— Senhora Monteiro, a senhora vai dizer algumas palavras? — perguntou Clay.
— Vou, meu filho. — respondeu Rachel, com os olhos marejados.

Ela caminhou até a frente do caixão, respirou fundo e disse:

— Hoje... eu perdi uma filha.
Ela era brilhante. Gostava das pessoas.
Via o coração e a bondade de cada um.
Mesmo com 20 anos, ainda era minha adolescente... minha menina.
Eliza era perfeita pra mim.
É uma dor enorme saber que não posso trazê-la de volta.
Ela era um amor de pessoa...
Se eu pudesse voltar no tempo, eu diria o quanto eu a amo.
Mas eu sei... que, onde quer que ela esteja, ela está nos ouvindo.
Te amamos, filha. — disse Rachel, em prantos.

— Clay, você não quer falar? — perguntou Agatha, tocando em seu braço.

— Sim... eu escrevi uma carta para a Eliza.
Espero que, onde quer que ela esteja, ela possa ouvir.

— A Eliza era uma pessoa maravilhosa.

— A Eliza era uma pessoa maravilhosa.
Era linda. Era pura.
Eu e Agatha escrevemos juntos essa carta de despedida.

     Eliza, você era uma mulher incrível.
Você chegava e iluminava o lugar.
Era estudiosa, educada, amorosa.
Ninguém jamais será igual a você.
Agradeço por ter te conhecido.
Você era forte. Lutava pelos seus sonhos.
Você se foi cedo demais... tão jovem, tão inocente.
Estava indo para a festa de formatura, só queria se divertir conosco.
Eliza, obrigada por tudo.
Você é — e sempre será — o amor da minha vida.

—conclui Clay, com a voz embargada e os olhos cheios de dor.

Seus segredos Estão guardados comigo-2 O Julgamento De Eliza MonteiroHistórias para pegar e não largar. Descubra agora