Capítulo 7

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- Piloto -

Tava com a maior saudade da minha coroa, hoje ela mandou mensagem falando que ia ter churrasco, tô quase uma semana sem aparecer por lá. O máximo que eu fico é 3 dias, mas foi correria pra caralho. Nem almoçar direito eu tô conseguindo, meu coroa achava mermo que o assalto do carro forte ia ficar por isso mesmo.

Os cara tão invadindo direto o morro dos alemão tentando achar o dinheiro, já morreu papo de 10 cabeça. Que morra mais, papo reto. Aí o cara fica como, apreensivo pra caralho. Já é a segunda reunião dos complexo que ele faz, aí a pica parece que só aumenta. Mas é isso, o crime não é o creme e chega uma hora que a conta chega. Mas hoje eu peguei até uma folga, tá maluco, igual escravo nessa porra.

Já subi na moto e ouvi o celular tocando pra caralho, e outra coisa, ainda chegou no meu ouvido que a loira lá tá ficando por lá. Meu coroa e a dona Verônica só fala nisso, puxando saco pra caralho da minha. Rum, deixa estar, falei que ir ver a fundo isso hoje.

Piloto até a casa e assim que chego no portão já sinto o cheiro, aí, se tem um bagulho que minha mãe esculacha é na comida, mas nem vou elogiar muito que a nega gosta de se mostrar.

- Finalmente né, tá achando que tem mãe morta? Isso é sério? Só sei de você por whatsapp, ingrato.- Balancei a cabeça dando um beijo em sua testa e vejo seu sorriso aparecer

- Jamais, pô. Manda teu marido me dá folga que eu apareço.

Meu olho foi logo para uma cabeleira loira que estava saindo do meu antigo quarto, ergo a sobrancelha quando ela fala alguma coisa com a minha mãe sobre a Carolina ter acabado com alguma coisa. Mas nem ouvi direito, porque foquei mermo nela. Estava gostosa pra caralho passando protetor, de biquíni e a boca vermelhinha. Tá maluco, pau ficou duro na hora.

O sorriso da loira iluminava qualquer lugar. Tinha um bagulho de único na presença dela, uma energia maneirinho. Que fazia todos ao redor se sentirem mais feliz, percebi isso quando minha coroa deu um sorriso largo e me mandou tratar ela bem, porque ela nem era de pedir essas paradas. Desde aquele momento, soube que ela era diferente, conquistar dona Valéria não era fácil.

- Desculpa, atrapalhei a conversa? - A mina começou a se embolar toda e minha mãe mandou ela parar com o dona.

- Esse aqui é meu filho, o ingrato, lembra? Piloto, seja educado igual eu te criei pra ser. - Nem fiz nada e a outra já começa a querer ofender, pô. Fechei logo a cara pra ela, rum, adora uma gracinha.

- Coe, satisfação. Dá confiança não, essa aí adora uma lorota.

Ih, pô. A mina parecia ter travado no lugar e eu gostei pra caralho da reação que ela teve, eu sabia desde a primeira vez que eu tinha mexido com essa mina. Olha que eu ainda nem fiz nada, mas passei a ficar mais interessado ainda.

- Oi, eu sou a Maria Júlia. Quer dizer, se quiser pode me chamar de Maju. Ou não, pode ser Maria Júlia. Bom, você quem sabe.

- Já é Maria - Cortei a mina que sorriu mais confortável por ter parado de falar, e eu fui na geladeira pegar uma cerveja. A garota foi em direção a piscina e meus olhos acompanharam até ela sair do meu campo de visão e eu ver a Carolina com o braço cruzado

- Hã, hã. Nem tenta, eu conheço esse olhar. Nem sonha, não!

- Ué caralho, tá aí desde quando? Se liga, te devo satisfação não, Carolina.

- Você é um canalha, a bichinha já passou por muita coisa pra você querer brincar com ela. Se liga, tô de olho- A mesma fez um dois com os dedos e aproximou em seus olhos, mostrando que estava de olho em mim.

- Agora é o poste que mija no cachorro, né. Tomar no cu.

- Sem xingamentos na minha cozinha, sai vocês dois. Lorran, dá um jeito na churrasqueira que o seu pai até agora não chegou.

Afirmo com a cabeça mandando a Carolina pegar a carne, filha da puta ainda veio querer botar marra, ela sabe muito bem que se eu quiser, vou ter ela. Já tinha virado minha obsessão mermo, mas não maciota eu ganho a loirinha.

Tirei a blusa e botei no ombro, um calor do caralho e acendi a churrasqueira, parece maluquice, mas toda vez é isso. Quando eu acendo meu coroa aparece, a costa até queima quando percebo que a loirinha estava me olhando curiosa por conta da pistola que estava na cintura.

- Qual foi loirinha, tá gostando do que ver? Olhando pra caralho, pô.

A loirinha parecia um pimentão, eu achei que ela não ia falar nada, mas sustentou o olhar serinho e disse

- Você até que é bonito, mas não se acha muito por isso, já vi melhores.

Fiquei sem palavras por um momento, papo reto. Surpreso com a ousadia e a sinceridade dela. Um sorriso malicioso começou a se formar nos meus lábios, afinal, não era todo dia que alguém me desafiava daquela maneira.

— Então você tem a língua afiada, né? —perguntei, tentando manter a compostura.

Ela ergueu uma sobrancelha, claramente intrigada com minha reação.

— Talvez. Gosto de pessoas que me surpreendem, e você não é essa pessoa. — respondeu, dando de ombros. Essa filha da puta deve ter duas personalidades, papo reto. Quem olhava essa mina na cozinha nem pensa na demonia que tá se mostrando aqui.

Passei meu piercing pela boca umedecendo ela, seu olhar tava fixo no meu, e o contato quebrou quando a mesma desceu o óculos.

O clima ao nosso redor parecia ter mudado, que começou de maneira tão inesperada, agora parecia um jogo de xadrez, porque essa filha da puta tinha me desafiado e eu não costumava perder.

— É loirinha, me enganei pra caralho sobre você. Demonia.— retruquei, aproximando um pouco dela, seu lábio repuxou enquanto levantava da cadeira, ela era mais baixa, porém eu não esperava mermo essa atitude

— Mal me conheceu e já está me chamando de demonia? Que feio piloto, você ainda não viu nada.

Seus olhos brilharam com uma mistura de curiosidade e desafio. Estava claro que quando se tratava de nós dois tudo se tornava mais excitante e intenso, travei meu maxilar e vi meu coroa vindo em nossa direção.

— Parece que já se conheceram, Maju fica a vontade, quer beber alguma coisa? —  Meu coroa me estendeu uma império e eu logo peguei, fazendo de tudo menos quebrando o contato.

— A única coisa que ela bebe é veneno, né? —  Dou um sorriso irônico quando a mesma faz uma cara surpresa, revira os olhos e eu já imaginei ela fazendo isso enquanto fodo sua buceta.

—  Vou fingir que não ouvi isso, obrigado, mas eu não bebo.

Meu coroa ficou surpreso com o que eu disse mas balançou a cabeça fingindo que nada aconteceu, quando a Carolina saiu chamando essa demonia loira, ela ainda saiu rebolando, tô falando que é uma peste mermo.

Pior que ela sabe que é gostosa, porque enquanto meu coroa falava pra caralho, ela ainda virou e deu um sorriso enquanto mordia o lábio levemente.



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