Capítulo 05 - Sequestro

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|Pov Chad|

Assim que me despedi de Kaya, eu fui atrás do rádio, mesmo eu não querendo deixá-la ir sozinha, ela é muito teimosa. Ela insistiu que seria mais rápido dessa maneira e eu tive que concordar.

Incrivelmente eu não tive que procurar muito, a primeira casa que entrei eu achei um rádio e não perdi tempo, entrei em contato com Tommy e ele disse que viria o mais rápido possível. Eu decidi esperar ele alí na casa mesmo, o nosso ponto de encontro.

Inevitavelmente eu estava muito preocupado com Kaya, depois do que aconteceu com a Tiffany.

Pensando nisso agora eu percebo que fui muito fraco e um completo covarde, eu estava tão desesperado que nem pensei em protegê-la, a garota que eu amo.

Ainda tenho esperança de que ela está viva, no entanto, continuar nutrindo isso nesse momento é difícil, tudo aponta para o contrário.

Apesar disso eu não desisti de acha-lá, ainda que seja apenas...o corpo dela.

Eu falhei como namorado e como amigo também, a essa altura meus amigos morreram, seus corpos espalhados por algum lugar desse acampamento, enquanto eu só pensava em mim mesmo. Juro que nunca vou esquecer eles, carregarei essa culpa para sempre.

A única coisa que posso fazer agora é ajudar Kaya, ela é minha prioridade, vou a proteger pela Tiffany.

-

|Pov Kaya|

Eu acordo com uma dor horrível na parte de trás da minha cabeça, provavelmente pela pancada que levei, meu corpo fraco como se tivesse sido atropelada por um caminhão.

Percebo que estou deitada em uma pequena cama bem desgastada e encardida, tento olhar em volta pra saber onde estou mas está muito escuro, o que me faz ficar em alerta instantaneamente.

Me levanto com dificuldade, tentando me guiar pelo lugar escuro que mais parece um porão ou algo assim. Não faço idéia de onde estou mas não parece um bom lugar.

Eu ando pelo lugar sentindo o chão frio e sujo sob meus pés descalços, até me bater em algo, tateando com minha mão percebo que é uma escada e resolvo tentar subir os degraus pra ver onde vai levar.

Depois de subir os degraus com dificuldade pela escuridão, eu chego a uma porta e forço sua maçaneta mas percebo que está trancada, mesmo tentando de tudo para abri-la eu não consigo e desisto, optando por olhar pelas frestas mesmo.

Parece haver um corredor do outro lado da porta mas não consigo ver direito pois está um pouco escuro e a fresta é muito pequena.

Preciso dar um jeito de abrir essa porta.

Eu desço as escadas tomando cuidado para não cair e busco por um interruptor pelas paredes, passando minhas mãos até sentir o que parece um botão.

Antes que eu pudesse apertar escuto um barrulho de rangido provavelmente da porta no final da escadaria, assustada eu me afasto do interruptor e tento me esconder em silêncio.

Eu me sento no chão, encostada na parede e cobrindo minha boca para não fazer barulho. Os passos pesados descendo os degraus com uma velocidade tão lenta que é como se fosse de propósito pra me causar mais ansiedade.

Posso ouvi-lo se aproximar de onde estou escondida, minha respiração acelera e quase não consigo conter a tremedeira em meu corpo.

A luz é ligada e é quando o vejo ali diante de mim, com seu corpo grande e assustador e toda aquela aura assassina que me faz paralisar de medo só de olhar.

Jason parece me olhar com intensidade por baixo de sua máscara intimidadora, para dizer o mínimo, e posso dizer com certeza que isso não pode ser um bom sinal.

- Aí está você, coisinha assustada. - Ele diz, sua voz grossa e horripilante me causando tantos arrepios que com certeza o mesmo notou. O tom com uma clara zombaria pelo estado que me encontro.

Antes que eu possa pensar, o homem qse inclina e me agarra pelo braço, um aperto forte ferindo-me. Jason me arrasta até uma cama, no lugar que percebo agora ser uma espécie de cativeiro.

Ele me empurra na cama e eu me debato tentando me soltar mas seu aperto em mim é tão forte que é inútil. Eu já esperava o pior a essa altura mas ele apenas prende meu tornozelo a uma corrente ligada à parede e me olha sem soltar o aperto em meu braço.

- Seja uma boa menina e talvez eu deixe você viver. - Fala em um tom sombrio e ameaçador, antes de soltar meu braço bruscamente e se afastar de mim.

Eu o olho assustada e tento falar, minha voz tremendo assim como meu corpo. - P-por favor... não me mate.

Jason me olha por alguns segundos que mais pareceram horas, como se me avaliasse, antes de dar as costas pra mim e ir embora ignorando minhas palavras.

Assim que ele sai eu não consigo segurar um suspiro de alívio, aliviada por ele não ter me machucado mas também confusa.

Por que me manter presa quando ele pode simplesmente me matar?

Tento não pensar muito sobre isso e focar em formas de escapar, o que será difícil considerando a grossa resistente presa em meu tornozelo e o fato de que a única saída leva diretamente ao meu raptor.

Não posso ficar aqui esperando até que aquele assassino psicopata volte e decida me matar. Tenho tido sorte, de alguma forma, até aqui e não fui morta ainda porém não quero descobrir até onde essa minha sorte vai.

Continua...

Nota da autora: Sim, nessa estória o Jason fala. Haha 🤭

Noite Sombria - Jason VoorheesHistórias para pegar e não largar. Descubra agora