|Pov Jason|
Eu fecho a porta atrás de mim e desço as escadas do porão, seguindo até onde se encontrava a minha prisioneira. Ela estava deitada e parecia dormindo.
Me aproximo de sua cama e a olho por um tempo, noto como ela parece quase...angelical, deitada ali. Seu rosto delicado relaxado mesmo na situação em que se encontrava, quase me fazendo querer tocar, quase.
De todas as mulheres que eu já vi e matei, essa parecia a mais bonita, não pude deixar de reparar. Ela parecia como um coelhinho assustado quando me via, isso era engraçado.
Aquela expressão que ela me dá toda vez que eu a olho é... fascinante. Eu gosto disso, é quase viciante e eu me pego querendo mais disso.
Minha mãe me diz pra matar ela mas eu não quero. Parece muito mais divertido a manter viva, ao meu bel prazer. Nunca desobedeci minha mãe, mas dessa vez sinto que vale a pena.
Quando eu cansar dela, essa será a hora de sua morte.
Vejo ela se remexer desconfortável na cama, seu tornozelo preso a impedindo de se mexer livremente. De repente ela começa a murmurar palavras desconexas, que não fazem sentido pra mim.
Vago meu olhos por seu corpo deitado, seus braços e pernas esparramados, seus peitos fartos, a bunda levemente empinada...tudo.
Pela primeira vez em muito tempo, me senti tentado. Um desejo diferente do desejo de sangue.
Ela começa a acordar de repente, abrindo os olhos sonolentos lentamente, mas ao fazer isso ela me vê, encarando seu rosto. A mesma da um gritinho assustado, se sentando rapidamente na cama e se encolhendo como a coelhinha assustada que é.
- Acordei você? - Falo segurando a vontade de rir de sua reação.
Ela me olha como se estivesse se acalmando de seu susto a pouco e responde. - Sim...- Sua voz é tão baixa que é quase um sussurro e não é difícil perceber seu medo, isso me diverte mais do que eu gostaria de admitir.
Eu a olho e me vem uma idéia. - Se prometer ser uma boa menina, eu tiro isso de você. - Falo e aponto pra corrente em seu tornozelo, que já estava ficando roxo pelo aperto. - E então? - A encaro esperando sua resposta e sei que ela não pode realmente negar.
- T-Tudo bem...eu prometo. - Ela diz sem me olhar nos olhos, a voz gaguejando pelo medo, suponho. - Mas...- Ela começa a falar de novo, levantando seus olhos aos meus.
- Mas o quê? - Pergunto ameaçador, olhando firmemente em seus olhos. Não acredito que ela quer fazer exigências em sua situação.
Ela sustenta meu olhar, o que me surpreende um pouco e diz mais firme do que antes. - Preciso ir ao banheiro...
Seu pedido quase me faz rir, ela acha que está em um hotel? Garota, já estou sendo piedoso demais deixando você viver.
Mesmo com vontade de zombar dela e dizer não, o seu olhar me fez perceber que talvez ela realmente precisasse muito disso. Se isso for fazer ela se comportar e não me irritar mais...- Certo. - Respondo a contragosto e ela me olha como se não esperasse um sim mas não diz nada. Melhor assim.
Me aproximo mais dela e puxo seu tornozelo até mim, enquanto a mesma me olha receosa. Tiro a chave do meu bolso e destranco a corrente de seu tornozelo, a mesma se indireita rapidamente e me olha com um olhar estranho.
- Não tente fugir ou eu te mato. - Falo firmemente, a dando um olhar ameaçador que a faz desviar o olhar do meu e apenas assentir. - Vamos. - Falo sem esperar uma resposta e a puxo até mim pelo seu braço.
-
|Pov Kaya|
Ele praticamente me arrastou escada acima, o aperto forte dele deixava claro que suas palavras eram sérias, eu não tentaria fugir agora.
Assim que passamos pela porta do cativeiro ele me empurra pra andar até uma sala no final do corredor, como esperado o lugar era escuro e sujo, assim como o resto da casa pelo visto.
Ele me empurrava pra andar mais rápido toda vez que eu diminuia o ritmo para observar a casa, parecia irritado por ter me deixado sair do cativeiro.
Depois de eu terminar minhas necessidades com pressa, ele me levou de volta ao cativeiro, com a extrema delicadeza de sempre. Me jogando naquela cama horrível novamente.
Ele não prendeu meu tornozelo de novo, o que já era bom demais pra acreditar mas talvez eu quisesse abusar um pouco da sorte ao fazer a pergunta seguinte. - Por que você não me matou? - Falo olhando e ele me olha de volta, penetrante e ameaçador.
- Está infeliz? - Responde ríspido, e se aproxima mais de mim, me encurralando na cama. - Porque ainda posso fazer isso.
- N-não precisa...- Eu respondo rapidamente e tento me afastar dele. O que não acontece, já que ele me impede colocando os braços contra a parede atrás de mim, rente ao meu rosto.
- Não abuse da sorte, garota. Posso te matar agora mesmo. - Ele fala em um tom rouco, e sinto os pêlos de todo meu corpo se arrepiarem com a proximidade dele. Um assassino psicopata.
Antes que eu possa sequer pensar em uma resposta ele se afasta de mim e se vira pra ir embora pisando fundo. Somente quando ele sai que eu solto a respiração que eu nem sabia que estava presa.
"Esse cara é simplesmente assustador". Penso antes de me deitar de novo na minha cama, meus pensamentos voando soltos, diferente de mim que estou presa.
Eu penso em seu olhar penetrante olhando pra mim, sua voz grossa e tom dominante, suas mãos calejadas apertando meu pulso firmemente, fortes a ponto de ferir sem o mínimo esforço.
Me pego pensando naquela proximidade repentina entre nós dois, seus braços em volta de mim me prendendo no lugar, em como ele parecia mais assustador de tão perto. Em como a aura assassina dele se evidenciava quando ele era olhado a uma curta distância.
Cada maldito detalhe dele que me fazia tremer de medo mas ao mesmo tempo me fez ficar quente..."argh, o que estou pensando?", Pragejo mentalmente, não tem como eu estar pensando em bobagens como essa.
Esse homem psicopata matou meus amigos e minha irmã provavelmente, além de ter me machucado e raptado. Ele é cruel e pode me matar a qualquer momento que tiver vontade. Eu o odeio.
Me obrigo a esquecer essas sensações estranhas que senti em sua presença e foco em pensar em maneiras de fugir. Não posso ficar aqui, esperando alguém me resgatar ou Jason decidir me matar.
Eu vou esperar o momento certo, quando eu conseguir uma brecha irei fugir, mesmo que eu morra tentando.
Continua...
Nota da autora: Elogios e/ou críticas construtivas são sempre bem-vindas. ❤️
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Noite Sombria - Jason Voorhees
Fanfiction|🪓| • Férias no Acampamento Crystal Lake, o que poderia dar errado? • Kaya Cox junto a sua irmã e alguns de seus amigos resolvem passar as férias em um acampamento chamado Crystal Lake, mas as coisas acabam saindo do controle quando um de seus amig...
