Eles achavam que tinham o controle.
Que podiam ditar regras, escolher vencedores e apagar histórias, mas estavam errados.
No Internato Senju, tradição é sinônimo de prisão, e algumas garotas estão prestes a provar que ninguém pode silenciar uma rev...
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April
-6:00 AM
Hoje daria um grande passo na minha jornada. Finalmente, criei coragem para chamar meu irmão e ter aquela conversa.
Eu contaria para ele sobre tudo o que guardei para mim. Depois de uma conversa sincera com Konan, onde ela me aconselhou a abrir o jogo, percebi que ela estava certa. Meu irmão, com certeza, me apoiaria.
Ainda assim, eu não me sentia preparada para tudo isso. Tinha medo da reação dele, medo de decepcioná-lo — e isso era a última coisa que eu queria.
Nagato é o melhor irmão do mundo, eu sei disso. Mas o medo de afastá-lo, de perdê-lo, era maior que tudo.
Meu coração estava acelerado. Enquanto caminhava até a biblioteca, tentava, a todo custo, controlar minha respiração. Eu precisava conseguir. Não podia fraquejar agora. Era minha decisão final.
"Ele vai me apoiar. Nagato não vai ficar bravo comigo. Konan tem razão... mas, e se ele ficar?"
"Não, não, não. Meu irmão não vai ficar com raiva. Ele é o melhor irmão do mundo."
"Você vai perdê-lo."
"Vai decepcioná-lo."
"Ele nunca vai te perdoar."
— Essas malditas vozes... Parem. Vocês não o conhecem. — Murmurei, parando abruptamente antes de virar o corredor que levava à biblioteca.
Respirei fundo, tentando me recompor. Depois de alguns minutos, segui em frente e entrei. O lugar estava quase vazio, apenas a bibliotecária organizava os livros. Passei por ela, a cumprimentei e perguntei como estava sendo seu dia.
— Um porre, por ter que catalogar os livros novos que chegaram... Mas, fora isso, está sendo bom. — Respondeu.
Sorri e desejei que o resto do dia dela fosse melhor antes de seguir caminho.
Logo encontrei meu irmão. Ele estava concentrado em um livro, provavelmente estudando antes da aula, como sempre fazia. Mesmo sendo parte de uma gangue, Nagato era extremamente dedicado aos estudos.
— Nee-san. — Chamei sua atenção.
Ele ergueu os olhos e sorriu levemente.
— Maninha, está tudo bem? Você parecia preocupada quando me mandou mensagem.
Suspirei fundo, buscando as palavras certas.
— Bem... não está, maninho. Eu nem sei como dizer isso.
Seu olhar se tornou mais atento, um leve traço de preocupação aparecendo em sua expressão.
— Estou ouvindo, maninha.
Ele estendeu a mão para mim, e eu a segurei. O toque reconfortante me deu forças para continuar.
— Você sempre me pergunta como estou me sentindo depois do que aconteceu com a Mary. E eu sempre digo que estou bem... — Apertei sua mão com mais força. — Mas a verdade é que não superei completamente a morte dela.