"Amor em doses excessivas pode ser uma arma letal. Afinal, todo mundo pode trair todo mundo."
Yoko é uma filha de Eros, ou seja, uma cupido. Seu trabalho é dar aos humanos seu par ideal, porém quando acaba se apaixonando por uma humana, passa a sabo...
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Faye Malisorn
- Vamos, por favor!!! - minhas mãos estavam unidas em presse, para que Ize tivesse piedade de mim e aceitasse voltar comigo na floricultura.
- Não. - Ize virou-se de costas para mim, a olhei descrente.
Ao fundo era possível escutar a gargalhada de Lux.
- Por que você quer tanto ir? E por que a Ize não quer ir? - Lux pergunta
Estávamos no apartamento de Ize, ela estava fazendo alguns planos para sua aula, Ize é professora de educação física em duas escolas de ensino médio.
Enquanto Ize estava sentada na sua mesa de trabalho, com os olhos vidrados no computador a sua frente, Lux estava atirada na cama da mesma, e eu atrás dela tentando a todo custo convencê-la a ir comigo na floricultura mais uma vez.
Não sei oque estava se passando na minha cabeça, mas por algum motivo eu estava ansiosa para encontrar a Yoko mais uma vez, ela ainda me parece muito, muito estranha.
- Por que você não pede para Lux? - Ize pergunta sem tirar os olhos do computador.
- Quero que as duas vão comigo. - Exijo estressada.
- Eu topo muito conhecer a maluca do lago. - Ize soltou uma pequena risada com o comentário da Lux. - Não sei por qual motivo a Ize não quer ir.
Lux comenta dando de ombros e eu bufo impaciente.
- Porque elas se conhecem, e meio que se odeiam. Mas a Ize não me conta nada. - Lux arqueia uma sobrancelha em direção a Ize, essa que solta um suspiro desinteressado, fingindo que nós não estamos presentes no seu quarto.
- Eu tenho meus motivos. - Ize disse simples.
- Por favor!!! - Implorei mais uma vez, colocando uma mão em cada ombro de Ize e a chacoalhando levemente.
A dor veio logo enseguida, seguida por um grito agoniado de Ize. Ela havia dado um tapa em minhas mãos e me empurrado para trás, quando ela levantou da cadeira em que estava seu rosto se encontrava contorcido em uma expressão genuína de dor.
- Aí caramba, isso doeu. - Ize reclamou, olhei atordoada para ela, sem entender oque estava acontecendo, eu mal a toquei.
Meus olhos encontraram os de Lux, que a essa altura já tinha levantado da cama e estava com os olhos estalados olhando para Ize.
- Ize, eu nem coloquei tanta força nas mãos, oque foi? - perguntei preocupada, me aproximei dela e a mesma deu um passo para trás, sibilando de dor.
Quando ela levou a mão até os ombros pude ver um pequeno hematoma no seu ombro, que estava começando a esverdear, oque deixava claro que não fui eu que causei, Ize já estava machucada.
- Que porra é essa? - Lux pergunta aproximando-se de nós duas.
Ize tenta puxar a manga da blusa vinho que ela está usando, mas só serve para que mais um gemido de dor escape dos seus lábios.