Não revisado
Boa leitura!
- Seu grifo não confia em mim. - Não foi uma pergunta, Circe afirmou em voz alta sem se preocupar se Zeude a escutava também. O enorme grifo bufou com um ar de "E estou errado?"
Circe nos guiava floresta adentro, ela disse morar em uma velha cabana escondida entre barricadas de montanhas e arvores no centro da floresta, Zeude parecia catalogar cada passo da mulher.
- compartilhamos do mesmo sentimento. - A bruxa riu com minha resposta defensiva. Ela virou para mim, andando de costas um sorriso louco dançando nos lábios finos.
- O que cega um oraculo? - A pergunta seguiu com um olhar perturbador da mulher em minha direção, como se visse além de mim, Zeude rangeu o bico.
- É mesmo uma bruxa? - Perguntei ignorando a falta de coerência da mulher.
- Sou uma Deusa inferior, bruxa, é um apelido que os Deuses usam para passar a mensagem de que não somos iguais, mesmo sendo. - Uma sombra atravessa o rosto de Circe, como se recordasse de cada momento que já foi inferiorizada, mas a expressão some rapidamente.
Decidi encerrar essa curta interação, lancei uma pergunta para Zeude.
Voce ja me escolheu? Como sua paladina?
Ainda não aconteceu a escolha.
Ela chamou você de "meu"
Somos todos seus
Sobre você não me encontrar na escolha, já planejava me procurar?
sim - Revirei os olhos mentalmente pela resposta curta.
E há um motivo? - Insisti, vi quando Zeude me olhou de canto.
Sou seu primeiro. Você me criou, e os outros surgiram a partir de seu desejo no leito de morte.
Meu leito de morte, quando implorei para que protegessem Yoko, ou, Yuri. Eu lembro do sonho, lembro da enorme águia que me salvou, mas Zeude era muitas vezes maior que a ave das minhas lembranças.
Podemos ter surgido a partir de seu desejo, mas temos um ciclo de vida como qualquer outro. Recém nascidos, crianças, adolescentes, adultos e então...
Velhos rabugentos?
- Ai! - Apesar da nossa conversa mental, meu arquejo de dor foi audível quando o rabo de Zeude se pôs em minha frente, fazendo com que encontrasse terra e folhas secas ao cair no chão. Pude jurar que vi o grifo sorrindo enquanto continuava a seguir Circe.
- O temperamento de um grifo é tão complexo quanto qualquer outro ser racional, pode achar o grandão ai temperamental, mas nem queira saber como são os adolescentes. - Circe comentou, com se tivesse escutado cada palavra dita entre mim e Zeude, esse que grunhiu em concordância com a fala da Deusa. - Chegamos!
Posso dizer com certeza que estou impressionada. A nossa frente havia um chale com um visual acolhedor, a madeira rustica, polida e bem cuidada, junto com as flores que rodeavam a moradia davam um ar de casa ao local, um lugar que eu ficaria ansiosa a retornar no fim do dia. Confesso ter imaginado uma cabana de madeira decadente, a vergonha me percorre por ter dado um estereótipo de bruxa a Circe.
- Finja não parecer tão surpresa garota. - Diversão escorreu das palavras dela enquanto nos guiava para dentro, Zeude sentou do lado de fora. Não pude deixar de compara-lo com um cachorro adestrado quando ele se sentou no pequeno jardim, tomando um cuidado excessivo com as flores ao redor, e só relaxou quando passamos pela porta de madeira escura.
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Stupid Cupid
Fantasía"Amor em doses excessivas pode ser uma arma letal. Afinal, todo mundo pode trair todo mundo." Yoko é uma filha de Eros, ou seja, uma cupido. Seu trabalho é dar aos humanos seu par ideal, porém quando acaba se apaixonando por uma humana, passa a sabo...
