9 - baile da união

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Enquanto isso, na cidade canibal, Kira e Rosie continuavam conversando, ambas animadas, conversando sobre diversos assuntos.

—e então, querida, Como vai seu "plano"? - Rosie perguntou, fazendo aspas com os dedos, com um sorriso travesso nos lábios.

—ah minha cara, tudo correndo como o planejado, aliás, está sendo muito mais fácil do que eu pensei - Kira afirmou, sorrindo de forma divertida, enquanto olhava nos olhos negros da overlord, que levava a xícara de chá aos lábios com elegância.

Após mais algum tempo de conversa, ambas se despediram, e Kira seguiu o caminho até o hotel.

Ao chegar lá, o saguão estava em um completo silêncio, talvez fosse pelo horário, afinal, estava quase escurecendo, com isso, Kira apenas se dissolveu em sua sombra, seguindo para seu quarto.

[...]

No dia seguinte, Lúcifer acordou com a luz fraca do sol em seu rosto, sua cabeça doía e rodava, o que havia acontecido? por quanto tempo dormira? Naquele momento, ele não tinha certeza de nada, nem mesmo se lembrava com clareza do que havia ocorrido no dia anterior.

Ele estava imerso em seus pensamentos, porém, algo o interrompeu, a porta se abrindo delicadamente. Era... Alastor? O anjo arqeou a sobrancelha ao ver o pecador entrando em seu quarto, mas, algo mais chamou sua atenção, o overlord carregava consigo uma bandeja, com uma xícara de chá e um prato com algo que o anjo não conseguia ver.

bom dia, Majestade, trouxe seu café da manhã - Alastor disse, enquanto sorria de forma doce, depositando a bandeja em frente ao anjo.

—bom dia - Lúcifer respondeu, olhando para Alastor de maneira um tanto confusa, e, quando desviou seu olhar para o prato que estava sob a bandeja, um sorriso iluminou seu rosto.

Eram panquecas em forma de delicados patinhos, com um pequeno pedaço de manteiga, derretendo gradualmente, e um fino fio de mel.

—oh... Obrigado - o anjo agradeceu, com um tom de voz tímido, e um tanto surpreso, porém, seus olhos brilhando de felicidade.

não há de quê, meu anjo - o overlord respondeu, com um sorriso suave nos lábios. —vamos, prove - ele incentivou, enquanto olhava para Lúcifer com intensidade.

Foi exatamente isso o que o anjo fez, mesmo relutante, cortou um pequeno pedaço de uma das panquecas, e levou o garfo até a boca.

—hm.. Isso está incrível - ele murmurou, enquanto saboreava a panqueca, um sabor doce e agradável invadiu seu paladar,aquilo estava realmente delicioso.

fico feliz que tenha gostado, querido. Agora, vou deixar que aproveite seu café sem interrupções. Bom apetite, Majestade - Alastor disse, enquanto seguia em direção à porta.

—ah, Al - Lúcifer o chamou, enquanto engolia a panqueca. —o que aconteceu ontem? Não me lembro de nada - ele riu nervosamente, enquanto cortava outro pedaço.

bom, eu não sei ao certo, mas, quando cheguei você estava chorando, não tenho certeza do que houve, mas lembro que você me pediu permissão para me abraçar. E depois disso, você dormiu - Alastor explicou, dando de ombros.

O anjo arregalou os olhos em surpresa, havia dormido abraçado com Alastor... Quem diria, não é? Mas, agora, ele se lembrava de tudo o que havia acontecido, se lembrado de cada palavra dolorosa que Lilith o dissera. Agora tudo fazia sentido.

—oh, agora eu me lembrei - ele disse, enquanto levava outro pedaço da panqueca até a boca.

bom, se não precisa de mais nada, com licença, e bom apetite, querido - Alastor disse, enquanto sumia em sua sombra.

[...]

Os dias se passaram de forma arrastada e cansativa, porém, Charlie estava feliz, afinal, não havia nenhum sinal evidente de brigas entre os hospedes. A princesa sabia que alguns deles não se davam tão bem, e, lavando isso em conta, eles estavam no lugar certo, até por que o objetivo principal do hotel, era o perdão. Depois da redenção, é claro.

Mas, seus pensamentos foram interrompidos por falas altas e raivosas vindas das escadas. Pois é, parece que havia falado cedo demais. Então, com um suspiro resignado, ela se levantou do sofá, já para tentar acalmar a discussão.

Porém, os pecadores pareciam não à escutar, mesmo ela tentando resolver a intriga de forma calma e pacífica. Mas, depois de um tempo sem resultados positivos, as luzes do saguão começaram a piscar, e, de um momento para o outro, todas as falas cessarem.

Charlie, então, percorreu o saguão com seus olhos, em busca da sombra de Alastor ou de Kira, e surpreendentemente, encontrou a sombra da demônio raposa, em um canto da parede, quase fora de vista, ela apenas apontou para os pecadores que antes discutiam, provavelmente perguntando se a princesa gostaria de ajuda.

A princesa apenas sorriu, e balançou a cabeça em sinal de negação. Ela conhecia a natureza sádica de Alastor, e, provavelmente, Kira deveria ser igual, ou até mesmo pior que ele, apesar de não ter de mostrado seu lado psicopata ainda, Charlie preferia evitar que isso acontecesse.

No instante seguinte, a sombra desapareceu, fazendo Charlie suspirar aliviada, mas, mesmo com sua ausência, a princesa ainda se sentia observada. Porém, decidiu ignorar a
aquele pequeno detalhe, pelo menos por enquanto.

E, sem conseguir processar os acontecimentos, os pecadora que estavam brigando antes das luzes piscarem, voltaram a discutir, Então, Charlie apenas suspirou pesadamente e se sentou no sofá do saguão, como se tivesse desistido. Mas claro, não havia, estava apenas pensando no que fazer.

pelo visto, precisa de ajuda, não é, querida? - a voz de Alastor surgiu atrás de Charlie fazendo a princesa despertar de seus pensamentos, e fazendo todos os presentes no saguão recusrem de medo, afinal, ninguém gostaria de mecher com o demônio do rádio, nem mesmo estar no mesmo local que ele.

—ah, é... Acho que sim, mas, sem violência, por favor, Al - ela pediu, rindo nervosamente. —eu não sei mais o que fazer, as brigas por aqui andam cada vez mais frequentes... - ela continuou suspirando, visivelmente frustrada. —eu só... Tenho medo de que essas brigas arruinarem tudo... De novo, nós, demoramos tanto para evoluir, e, finalmente estamos conseguindo progredir, tenho medo de que as coisas piorem - ela finalizou suspirando pesadamente.

O silêncio de instalou por um longo tempo, com a única coisa coisa que conseguia ser ouvida era o badalar do relógio, enquanto o overlord se sentava no sofá ao lado de Charlie.

entendo... Bom, temo não poder ajudar, querida - Alastor disse, enquanto se acomodava no sofá. —mas, presumo que Kira consiga resolver seu problema - ele continuou, enquanto sorria de forma doce.

—Kira? como ela ajudaria? - Charlie questionou, de maneira verdadeiramente curiosa.

ah, minha cara, Kira sempre tem ótimas ideias, ela vai saber como ajudá-la, eu garanto - Alastor disse, simplesmente, dando de ombros.

Aquilo realmente deixou a princesa curiosa, afinal, qualquer ajuda seria bem vinda para resolver aquele problema, pois, queria fazer as coisas se tornarem confortáveis para todos os hóspedes. Mas, ela não podia se esquecer que Kira era uma overlord, uma das mais poderosas que o inferno já viu. Porém, ela confiava em Alastor, e agora, em sua irmã também.

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E então?
Não sei se conseguir cumprir com o meu objetivo de focar mais na Kira, ou na Charlie, mas enfim, e perdão pela demora kkkk, estava com um bloqueio criativo horrível esses dias, maassss, minhas provas acabaram, o que significa que eu vou poder focar minha atenção, ou pelo menos uma boa parte dela, na fanfic. Enfim, ah, e quero deixar aqui um aviso, preparem-se para os próximos capítulos, vocês mau sabem o que os aguarda...
Ah, e me avisem se houver algum erro, eu revisei umas 3 vezes, mas né.

Infernal RedemptionHistórias para pegar e não largar. Descubra agora