QUASE-BEIJO

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               Enquanto se abraçavam, Astrea sentiu seu coração batendo tão rápido que parecia ecoar em todo o dojo

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               Enquanto se abraçavam, Astrea sentiu seu coração batendo tão rápido que parecia ecoar em todo o dojo. O calor do corpo de Robby a envolvia de uma forma que ela nunca tinha sentido antes. O mundo ao redor deles parecia parar, como se o tempo estivesse suspenso, permitindo que apenas os dois existissem naquele momento.

Robby afastou-se um pouco, apenas o suficiente para olhar diretamente nos olhos dela. O toque suave das mãos dele ainda segurava as dela, e ambos sabiam que algo estava prestes a mudar.

— Thea... — Ele sussurrou, a voz quase inaudível, mas carregada de emoção. O apelido saía com tanta ternura que fez Astrea corar levemente.

Ela sorriu, ainda com as lágrimas secando em seu rosto. Os olhos esverdeados de Robby pareciam convidá-la a mergulhar ainda mais fundo naquele sentimento novo e avassalador que florescia entre eles.

Lentamente, Robby levou uma de suas mãos ao rosto de Astrea, seus dedos roçando a pele suave da bochecha dela, e sentiu-a estremecer com o toque. Astrea fechou os olhos por um breve momento, aproveitando a sensação, como se estivesse se permitindo viver cada segundo.

Quando ela abriu os olhos de novo, encontrou o olhar intenso de Robby. Havia uma conexão ali, uma energia quase palpável, que os fazia se inclinar lentamente um em direção ao outro, como se fosse uma força magnética os atraindo.

Os rostos dos dois estavam tão próximos agora que Astrea podia sentir a respiração de Robby, quente contra sua pele. Suas testas quase se tocavam, e o momento era carregado de expectativa. Seus corações batiam em sintonia, e o silêncio ao redor parecia amplificar a intensidade daquele momento íntimo.

— Eu... — Astrea começou, a voz fraca e trêmula. Mas antes que pudesse terminar a frase, os lábios de Robby estavam a um fio de distância dos seus.

Nenhum dos dois ousou se mover por um segundo. A tensão entre eles era quase insuportável, mas, ao mesmo tempo, era perfeita. O ar parecia ficar mais denso, e Astrea sentia seu corpo inteiro em alerta, como se estivesse prestes a atravessar uma linha da qual não haveria retorno.

Robby inclinou-se ainda mais, seus lábios tão perto dos dela que ela podia quase sentir o toque suave. Mas, antes que eles pudessem realmente se beijar, o som de uma porta abrindo ecoou pelo dojo.

— Robby! — A voz de Johnny cortou o ar como uma lâmina, fazendo os dois se afastarem rapidamente.

Astrea deu um passo para trás, o rosto em chamas, tentando recuperar o fôlego e a compostura. Robby soltou um suspiro, frustrado, mas rapidamente virou-se para ver seu pai entrando na sala, com uma expressão surpresa.

— O que está acontecendo aqui? — Johnny perguntou, franzindo a testa ao perceber a tensão no ar.

Astrea olhou para Robby, ainda sem palavras, e depois para Johnny. Ela sabia que, por mais que aquele momento tivesse sido interrompido, a conexão entre ela e Robby estava mais forte do que nunca.

BAD REPUTATION, robby keene ✓Histórias para pegar e não largar. Descubra agora