"E eu não me importo com o que dizem sobre você, amor
Eles não sabem o que você passou
E confie em mim, eu poderia ser a garota a te tratar como você merece
Me deixe ver o que está por baixo, tudo o que eu preciso é você"
Quando Robby Keene retorna...
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Depois da conversa intensa com Benji e Cora, Astrea se sentia dividida. A confissão de Benji pesava em sua mente, mas, ao mesmo tempo, seus pensamentos estavam repletos de Robby. Aquele momento no dojo, a tensão entre eles, o quase beijo… tudo ainda vibrava dentro dela. Ela sabia que precisava tomar uma decisão logo.
Mas, com o tempo, a tensão entre ela e Benji não diminuiu. Eles trocaram mensagens frias desde então, e, embora Benji tenha tentado ser cordial, a distância emocional era palpável. Astrea não queria perdê-lo como amigo, mas também sabia que seus sentimentos por Robby eram reais e não podiam ser ignorados.
Era uma sexta-feira à noite quando Robby a chamou para sair. Não foi nada muito planejado – ele simplesmente perguntou se ela queria tomar um sorvete com ele. Astrea sentiu o coração acelerar. Não era uma grande declaração de amor ou algo extravagante, mas, para ela, aquilo parecia significativo. Algo íntimo, apenas para eles dois.
Vestindo um moletom simples e jeans, Astrea saiu de casa tentando manter a calma. Quando chegou ao ponto de encontro, Robby já estava lá, esperando com as mãos nos bolsos da jaqueta. Ele sorriu ao vê-la, e ela sentiu aquele familiar formigamento no estômago.
— E aí, Thea. — Robby sorriu de lado, usando o apelido que só ele parecia fazer soar tão natural.
— E aí. — Astrea respondeu, tentando controlar a ansiedade. — Pronto para o sorvete?
Eles caminharam juntos até a sorveteria mais próxima, conversando sobre coisas leves, mas havia uma eletricidade no ar. Quando finalmente sentaram-se em uma mesa, Robby olhou diretamente para ela, com uma expressão que misturava seriedade e vulnerabilidade.
— Eu tenho pensado sobre aquele dia no dojo. — Ele começou, mexendo com a colher no sorvete. — Sobre nós quase nos beijarmos.
Astrea congelou por um momento, mas assentiu.
— Eu também.
Robby riu de leve, como se estivesse tentando aliviar a tensão.
— Eu queria perguntar… O que você acha que isso significa? Porque, pra mim, não foi só uma coisa de momento. Eu realmente gosto de você, Thea.
Ela ficou em silêncio, sentindo o coração disparar. Lá estava, a pergunta que ela vinha tentando responder para si mesma. O que aquilo significava? O que ela queria?
Astrea respirou fundo e, com um sorriso tímido, olhou nos olhos dele.
— Eu também gosto de você, Robby. E acho que... quero ver onde isso pode nos levar.
Ele sorriu, mais relaxado agora, como se um peso tivesse saído de seus ombros.
— Bom, isso é um bom começo. — Ele brincou, arrancando uma risada de Astrea. — Mas, sério... sei que é complicado com seus amigos, com o Cody e tudo mais. Não quero colocar você numa posição difícil.
Astrea mordeu o lábio, lembrando-se de Benji e Cody. Ambos estavam contra a ideia de ela ficar com Robby, mas, pela primeira vez, ela decidiu que precisava pensar em si mesma.
— É complicado, sim. — Ela admitiu. — Mas... eu não posso continuar vivendo com base no que os outros acham que é certo para mim. Tenho que fazer minhas próprias escolhas.
Robby assentiu, olhando para ela com admiração.
— Isso é uma das coisas que eu gosto em você. — Ele disse suavemente. — Você é corajosa, mesmo quando o mundo parece estar contra você.
Astrea corou com o elogio, mas antes que pudesse responder, ele se inclinou um pouco mais sobre a mesa, seus olhos fixos nos dela.
— Agora, a questão é... podemos tentar de novo, sem interrupções desta vez?
Ela riu, sentindo o nervosismo borbulhar dentro dela, mas ao mesmo tempo, a sensação era boa. Astrea assentiu devagar, sem desviar o olhar.
— Podemos.
Robby se levantou e deu a volta na mesa, parando ao lado dela. Ele estendeu a mão, ajudando-a a se levantar, e, naquele momento, Astrea soube o que estava prestes a acontecer.
Eles ficaram frente a frente, tão próximos que ela podia sentir a respiração dele. Lentamente, Robby inclinou-se, e, dessa vez, não havia ninguém para interromper. O beijo foi suave, doce e cheio de uma promessa silenciosa.
Quando finalmente se afastaram, ambos sorriam, como se algo tivesse finalmente se encaixado.
— Acho que dessa vez conseguimos. — Robby disse com um brilho de satisfação nos olhos.
— Acho que sim. — Ela respondeu, ainda sentindo o gosto dele nos lábios.
A ruiva inclinou-se na direção de Keene novamente e o beijou mais uma vez.
Ansiava mais e mais por ele. Seu corpo inteiro gritava por ele.
Eles passaram o resto da noite juntos, conversando sobre tudo e nada, enquanto o peso das preocupações parecia momentaneamente afastado. Mas Astrea sabia que, assim que voltasse para casa, teria que lidar com as consequências. Cody, Benji, e até mesmo seus pais – todos teriam suas opiniões. Mas, dessa vez, ela estava decidida a seguir o que seu coração dizia.
E, pela primeira vez em muito tempo, Astrea sentiu que estava exatamente onde deveria estar.
Mesmo com medo das consequências que isso traria, ela queria pelo menos uma vez em sua vida aproveitar sua vida como uma adolescente normal.
Adolescentes fazem coisas erradas o tempo inteiro. E mesmo que estar com Robby signifique fazer algo de errado, estava tudo bem para ela.
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[N/A] esse aqui saiu MINÚSCULO mas pelo menos teve um mimozin p vcs