"E eu não me importo com o que dizem sobre você, amor
Eles não sabem o que você passou
E confie em mim, eu poderia ser a garota a te tratar como você merece
Me deixe ver o que está por baixo, tudo o que eu preciso é você"
Quando Robby Keene retorna...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Algo mudou em Astrea e Robert naquele tarde. Eles sentiram isso, não tinha como não sentir.
Eles se conectaram de alguma maneira.
Pelo decorrer da semana, a ruiva e o garoto trocaram mensagens o dia inteiro.
— Sem celulares na mesa. — Wade puxou o celular de sua filha.
A garota formou um bico em seus lábios.
— Pai!
— Você sabe as regras. — Disse o homem.
— Vocês vão me deixar entrar no Cobra Kai ou não? — Noah foi direto ao ponto.
Na noite anterior ele finalmente tomou coragem para pedir ao seus pais, que responderam claramente: não.
Astrea insistiu para que seus pais pensassem melhor sobre o assunto. Ela sabia que seu irmãozinho estava apaixonado e queria ficar mais perto da garota - e até ganhar uma surra para isso acontecer -.
Layla e Wade trocaram olhares.
— Vou conversar com o Senhor Lawrence amanhã. — Informou Wade. — E, caso eu veja que é confiável, eu deixo você participar.
— Eu vou com você. — A garota encarou seu pai. — Acho que é uma boa irmos juntos, você sabe... Meu amigo é aluno lá.
Wade não sabia sobre a nova amizade que sua filha estava criando com Robby, e ela não pretendia falar sobre isso tão cedo.
— Procurei mais sobre a briga no colégio há dois anos. — Informou Wade. — Quatro dos envolvidos são alunos do Cobra Kai.
Naquele momento Astrea gelou.
— Cody está envolvido? — Sua voz falhou. Mas não era apenas com ele que ela estava preocupada.
— Não. Graças a Deus, mas a namorada dele sim.
— Eu quase não falo com ela, se você quer saber.
— Miguel Diaz, Eli Moskowitz e Robert Keene. Você conhece?
Robert Keene.
Um suspiro saiu dos lábios da garota assim que ouviu o nome.
— Só de vista. Os vi com o Cody, só isso. — Mentiu.
Pela primeira vez em dezessete anos, Astrea Penélope Bratilieri estava mentindo para seus pais.
— Bom saber. Não quero vocês envolvidos com eles de qualquer maneira, mesmo que Noah entre no dojo ou não.
Wade não era um pai ruim, era um pai preocupado. Não queria seus filhos metidos em encrencas ou algo do tipo.
Layla apoiava a decisão do marido em relação a isso. Não queria que eles fossem influenciados de qualquer maneira.