"E eu não me importo com o que dizem sobre você, amor
Eles não sabem o que você passou
E confie em mim, eu poderia ser a garota a te tratar como você merece
Me deixe ver o que está por baixo, tudo o que eu preciso é você"
Quando Robby Keene retorna...
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Na tarde ensolarada de sábado, Astrea estava ansiosa para apresentar Robby à sua madrinha, Penelope. Penelope era uma figura importante em sua vida, quase como uma segunda mãe, sempre presente para dar conselhos e apoiar Astrea em suas escolhas. Ela morava em uma casa acolhedora, cheia de plantas e arte, e tinha um jeito caloroso e ao mesmo tempo perspicaz de lidar com as pessoas.
Astrea e Robby chegaram à casa dela, e, enquanto esperavam na porta, Robby ajustava nervosamente sua camisa, tentando parecer o mais apresentável possível.
— Relaxe, Robby. A Penelope vai adorar você. — Astrea disse, sorrindo enquanto apertava a mão dele, tentando acalmá-lo.
— Espero que sim. — Ele riu, um pouco tenso.
A porta se abriu, revelando Penelope com um sorriso brilhante no rosto. Ela era uma mulher com cabelos grisalhos elegantes e olhos vivos, sempre observando tudo com atenção. Seus braços se abriram para receber Astrea em um abraço caloroso.
— Ah, minha querida! — Penelope exclamou, abraçando-a com carinho. — Estou tão feliz que você veio! E este deve ser o famoso Robby. — Ela sorriu, se voltando para ele.
Robby sorriu educadamente, tentando parecer à vontade.
— É um prazer finalmente conhecê-la, Penelope. Astrea sempre fala muito de você. — Ele estendeu a mão para cumprimentá-la, mas foi surpreendido por um abraço caloroso.
— Nada de formalidades aqui, querido. — Penelope disse, rindo. — Se você é importante para Astrea, já faz parte da família.
Astrea sorriu, aliviada por ver que as duas pessoas que mais amava no mundo estavam se dando bem. Eles entraram e se sentaram na sala, que estava cheia de livros, pinturas e vasos com flores frescas. Penelope, sempre observadora, logo notou a química entre os dois.
— Vocês formam um casal adorável. — Ela disse, com um brilho nos olhos. — Como se conheceram?
Astrea e Robby se entreolharam, sorrindo, e começaram a contar a história de como tudo começou no dojo e como, aos poucos, foram se aproximando, apesar das circunstâncias difíceis ao redor deles.
Penelope ouvia com atenção, mas sempre com um olhar perspicaz. Quando Robby falou sobre seu pai e a pressão que ele sentia para ser tão bom quanto Johnny, Penelope inclinou a cabeça, pensativa.
— Sabe, Robby, eu percebo que você tem uma alma sensível. — Ela comentou, pegando uma xícara de chá e tomando um gole. — Não deixe que as expectativas de outras pessoas definam quem você é. Astrea é uma alma livre, e acredito que vocês se equilibram bem.
Robby assentiu, agradecido pelas palavras. Ele sentiu que Penelope o enxergava de uma forma profunda, quase como se ela entendesse suas inseguranças sem que ele precisasse dizer nada.
— Eu tento não deixar isso me afetar, mas às vezes é difícil. — Ele admitiu.
Penelope sorriu de novo, um sorriso suave e sábio.
— Faz parte do crescimento, querido. E Astrea está ao seu lado, isso já faz uma grande diferença. — Ela olhou para Astrea com ternura. — E você, minha querida, parece estar mais feliz do que nunca.
— Eu estou. — Astrea respondeu, olhando para Robby com um sorriso sincero. — Ele me faz bem.
Penelope assentiu, satisfeita com a resposta. A tarde continuou com conversas leves e risadas, e Robby sentiu-se cada vez mais à vontade. Quando se preparavam para ir embora, Penelope deu a Robby um último abraço.
— Cuide bem dela, Robby. Ela é especial. — Penelope disse em tom gentil, mas firme.
— Sempre. — Ele respondeu com sinceridade, olhando para Astrea ao seu lado.
Enquanto saíam da casa de Penelope, Robby soltou um suspiro de alívio.
— Acho que passei no teste, hein? — Ele brincou, sorrindo para Astrea.
— Você foi incrível. Eu sabia que ela ia gostar de você. — Astrea respondeu, sorrindo e segurando a mão dele enquanto caminhavam juntos, o coração leve após um encontro tão especial.
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No quarto de Astrea, a luz suave do entardecer entrava pelas janelas, criando um ambiente aconchegante e íntimo. Ela estava sentada na cama, rindo de algo que Robby tinha acabado de dizer, quando ele, de repente, pegou o celular para capturar o momento.
— Ei! — Astrea protestou, rindo ainda mais, tentando esconder o rosto com as mãos.
— Nada disso! Você está linda agora, e eu quero guardar essa memória. — Robby respondeu com um sorriso travesso, apontando a câmera para ela.
Astrea, ainda rindo, deixou as mãos caírem e fez uma pose dramática, com os olhos brilhando e um sorriso divertido nos lábios. Robby tirou a foto, capturando o instante perfeito — o reflexo da luz no cabelo dela, o sorriso descontraído, e a alegria genuína que compartilhavam naquele momento.
Depois de tirar a foto, ele se sentou ao lado dela na cama, mostrando a imagem.
— Viu? Perfeita. — Ele disse, observando-a com carinho.
Astrea olhou para a foto, um leve rubor subindo em suas bochechas.
— Ok, você é bom nisso. — Ela admitiu, rindo levemente enquanto encostava a cabeça no ombro dele.
Eles ficaram ali, em silêncio, apreciando a tranquilidade e a intimidade do momento, com Robby ainda segurando o celular, o sorriso suave de Astrea agora gravado na galeria dele — e na memória de ambos.
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