excesso

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Eu nunca consegui ser sutil nessa vida

Quanto mais cuidado eu procuro ter

Com aquelas coisas frágeis que estão sob minhas mãos

Mais brutalmente eu acabo as quebrando

E o meu lamento não serve

E eu me perco em desamparo toda vez que as coisas se agitam em minha atmosfera antes entorpecida

Eu nunca aprendo a ser mais cuidadosa

É um ciclo que parece não ter fim

Da perda e autopunição

De impotência diante a natureza das coisas.

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