Eu nunca consegui ser sutil nessa vida
Quanto mais cuidado eu procuro ter
Com aquelas coisas frágeis que estão sob minhas mãos
Mais brutalmente eu acabo as quebrando
E o meu lamento não serve
E eu me perco em desamparo toda vez que as coisas se agitam em minha atmosfera antes entorpecida
Eu nunca aprendo a ser mais cuidadosa
É um ciclo que parece não ter fim
Da perda e autopunição
De impotência diante a natureza das coisas.
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Bilhetes Esquecidos
Poetrybilhetes que escrevi nas minhas noites acordada, destinados a ninguém em especial
