Eu não sou a prisioneira trancada em uma torre impossivelmente alta,
Você não é o monstro esperando para me devorar no andar de baixo.
Não há um prêmio pela minha cabeça
Ou cartazes de procurado colados por toda a cidade.
Não há conspirações
Ou planos malignos
Que planejam acabar com a minha vida;
No final das contas eu sou só uma pessoa
Que aprendeu a reprimir demais
E a falar de menos
A se esconder pois pensava que, assim, estaria a salvo
Você aprendeu a se erguer e gritar para mostrar que estava ali;
Algumas primaveras se passaram desde a última vez que você partiu meu coração
Quantos corações eu também não parti em meu estado de frieza implacável e cega?
Acho que eu sou um monstro tanto quanto você
Talvez exista algum veneno em nosso sangue,
Esperando para ser cuspido para fora
Ou talvez viver significa carregar um pouco desse veneno até o fim.
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Bilhetes Esquecidos
Poesiabilhetes que escrevi nas minhas noites acordada, destinados a ninguém em especial
