Joseph
16 de outubro de 2006
Carolina do Norte
Batia meus pés no chão, em ódio. Ódio daquela mulher. A odiava pelo oque ela me fez passar, afinal de contas, ela traiu minha confiança, me trocou, justo por uma das pessoas mais importantes para mim. Barry, era meu irmão, crescemos juntos, brincávamos juntos, sempre estávamos um ao lado do outro, eu o amava, e seria meu membro da família favorito se a Georgia não tivesse nascido. Barry, com toda a certeza que este mundo pode me dar, não tinha culpa de nada, mas ela tinha. Julieta estragou a minha vida por não ter me escolhido, e me fazendo acreditar que ela também me amava, tá que ela é o meu irmão já ficavam de rolo um com o outro desde os seus quatorze anos de idade, mas ela me fez acreditar que eu era o número um, que só estava com o meu irmão por diversão, que entre eles não havia sentimentos.
- Joseph espera!- exclamou ela, meus passos iam em direção ao carro, onde eu entrei, e só não bati a porta pois ela foi mais rápida- Tá me ouvindo? Para de agir como criança, e usa a droga da maturidade que você deveria ter!- Gritou a morena, que se surpreendeu quando eu saí do carro com tudo e agarrei seus braços, a colocando contra o carro. As luzes da cidade nos cobriam com seu brilho.- Oque voc...
- Você acha que é criancice, não querer falar com alguém que virá sua vida de cabeça pra baixo? Alguém que te usa e pensa que pode te jogar no lixo como se não fosse absolutamente nada?- perguntei à ela, apertando seu braço com forme as palavras saíam da minha boca, seus olhos se arregalaram, e seus lábios abriam e fechavam, mas nunca falavam nada.- E sobre maturidade. Eu tenho certeza que alguém com maturidade não faria oque você fez!
- Eu estava indec...
- Não existe oque você estava ou deixa de estar. Caramba Juli, eu e ele somos irmãos, ele é o meu melhor amigo.- agora a mesma chorava, um choro silencioso, cheguei perto de seu ouvido e sussurrei- Qual será a sensação de ver a mulher que você ama, se casar com seu irmão?- perguntei mas não obtive resposta.- Me responde.- perguntei um pouco mais alto.
- Eu, eu sinto muito- disse em meio as lágrimas.
Larguei seus braços, agora totalmente vermelhos onde eu havia apertado, mas não era por isso que Julieta chorava, Julieta chorava pelo soco de realidade que minhas palavras causaram. Sai dali e fui para o mais longe possível daquela mulher. Agora era só questão de tempo até eu ir embora pra Espanha de vez...
Georgia
11 de Junho de 1788
Em algum lugar que, definitivamente, não é seu lar.
Não, não, não. Eu estava em Bibury, nao tinha como eu estar em um ano que não seja 2010! Não é como se viagens no tempo realmente existissem.
Estava tão desesperada que corri, o mais rápido que pude, deixando os dois para trás. Pude ouvir a voz de Gilbert entoar meu nome em forma de grito, seguido de Michelle que gritava por mim, com sua voz fina e suave, tão suave que nem parecia ser um grito. Por mais estranho que pareça, ouvir ela gritar por mim era como ouvir alguém cantarolar meu nome. Mas, mesmo em meio aos gritos eu corri, como se minha vida dependece disso. Entrei rua a dentro, esbarrando em quem fosse, até que encontrei aquela grande casa no topo da colina. Minha casa.
Tudo culpa do suco de uva!
Adentrei a casa, que estava diferente. Sua decoração, seu piso, os quadros. Tudo aqui estava diferente! Andei um pouco para trás e senti um impacto que me fez cair, ou pelo menos chegar perto disso, pois braços me envolveram.
- Você adora cair, não é mesmo?- disse
Gilbert. É claro que haviam me seguido.
- Olha aqui seus loucos- eu gritava, como se minha vida dependesse disso, me largando automaticamentedos bravos de Gilbert.- essa é minha casa, minha propriedade! E oque vocês estão cometendo se chama invasão se domicílio!- conclui.
Minha mente girava, meus pés formigavam, o ar me faltava. E inconscientemente comecei a gritar pelo meu irmão, Joseph, meu porto seguro. Até que eu ouvi aquela voz, que mais parecia uma cantoria. Será possível odiar alguém antes mesmo de conhecê-la?
- Ela está louca!- Michelle dizia em meados a gritos, desta vez não tão cantarolados, mas ainda assim, extremamente irritantes- Papai- chamou a garota. Por tudo oque é mais sagrado, ninguém é capaz de entender a minha alergia a voz dessa garota!- Papai, me ajude. Está garota precisa de um lugar no hospício agora! Não vou aceitar esta escandalosa em nossa casa!
- Sua casa?- indaguei- você nunca pisou os pés aqui! Você é um...- não fui capaz de responder, pois uma voz adentrou ao ambiente.
- Michelle meu amor- disse uma mulher, claramente mais velha- terminamos sua pintura no quadro dos empresários da família!- disse entusiasmada.
Eu queria gritar, chamar pelo Joseph, Barry, Julietta ou até por Liam. Sinceramente não importa. Mas a cena que vi me deixou de quixo caído. Dois homens apareceram segurando uma quadra enorme, onde Michelle estava pintada.
Não tem como ser o mesmo quadro...
Oiii, obrigado por mais um voto e capítulo lido♡♡ Vocês são uns amores! Por favor não esqueçam de comentar e salvar a história em sua biblioteca.
Peço perdão pelo capítulo curtíssimo. Estou passando por um bloqueio criativo, mas vou recompensar vocês!
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𝕮𝖆𝖗𝖙𝖆𝖘 𝖉𝖊 𝕲𝖊𝖔𝖗𝖌𝖎𝖆
Ficción GeneralJá imaginou dormir e acordar em um tempo diferente? Foi isso que aconteceu com Georgia Rogers, uma menina que que leu o diário de sua ancestral, Michele Rogers e desejou com todas as suas forças viver a vida dela. "Eu juro que dormi e acordei em out...
