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Dylan

O dia do evento chegou e tudo o que eu tinha planejado até agora, já era. Muitos seguranças, pessoas vigiando em todos os lugares e qualquer movimento errado, eles saberão que sou o traidor e que estou ajudando a Estela.

Então eu já tomei minha decisão, a única forma de manter a Estela segura é ela perto de mim, se algum daqueles homens ganhar a luta, não tenho como protegê-la, e como não tem mais como fugir...

Eu irei lutar e ela será minha.

Primeiro tenho que investigar meus adversários.

Os homens com mais dinheiro são os mais velhos e eles não tem condicionamento físico para lutar, já tentaram mandar alguém lutar em seus lugares para conseguir a mulher, porém a regra é clara, a mulher é de quem luta. 

Então mesmo eles podendo pagar quantos milhões fosse necessário, eles não ganhariam na luta, meus adversários são 9, apenas 10 pessoas tem dinheiro suficiente para pagar.

A questão de lutar não me deixa nervoso, afinal eu treino todos os dias desde os meus 17 anos, então não saber lutar não é um problema para mim.

Hoje eu evitei ir até o quarto da Estela, fiquei me comunicando com ela apenas por mensagem, porém quando deu 15 horas não pude mais conversar com ela, pois ela foi levada para o salão de beleza para se arrumar.

O evento começa por volta das 22:00 mas a Estela tem que estar lá às 21:00 para ficar em exibição e só de pensar isso me dá nos nervos.

[...]

Às 20:40 fui até o quarto da Estela para amarrar seus braços e levar ela para o sub solo da casa noturna.

Quando destranquei a porta e entrei, vi a Estela parada em frente a um espelho que deixaram lá.

Meu queixo caiu, assim como caiu no dia em que ela só foi provar o vestido. Ela está linda, nesse momento parece que estou sendo hipnotizado, pois não é possível existir uma pessoa tão bonita como essa... Deveria ser crime.

-Você está linda, Estela!- Falei e ela percebeu minha presença. A mesma tinha lágrimas em seus olhos e um biquinho querendo chorar.

-Dylan!!- Ela correu até mim e me abraçou, passei meus braços envolta da sua cintura e apertei um pouco a consolando.- Estou com muito medo, só de pensar naquele tanto de homem...

Afastei ela um pouquinho e segurei seu rosto com minhas mãos.- Eu sei que é difícil, mas tente ficar tranquila, você não irá ser tocada, vai ficar longe de todos eles.

-Como assim?- perguntou com sua voz embargada.

-Você vai ficar em um palco improvisado atrás do ringue, lá as pessoas (que não são só homens) vão poder ver o “prêmio” em baixo no ringue haverá a luta, e você só vai ter que aguentar os olhares por uma hora depois disso as pessoas ficam distraídas com a luta e te esquecem por um tempo.

-Só quero que tudo isso acabe!- Ela falou suspirando. Limpei uma lagrima solitária que escorria em seu rosto.

-Vai dar tudo certo, confia em mim.- Falei e ela concordou.- Agora vou precisar amarrar você para te levar, mas antes...

Me afastei um pouco e enfiei a mão no bolso, tirei de lá um anel prata.

Vai me pedir em namoro é?- Estela falou e deu risada.

-Eu nunca namoraria com uma mulher que gosta de sorvete de menta!- Brinquei.

-Nossa, que pré-requisitos...

Sorri de canto e continuei.- Enfim, está vendo este anel? Tem um sensor que libera um canivete, é discreto, mas dá para cortar... Então se acontecer alguma coisa, dê três toques que irá liberar um canivete.- Coloquei este anel em seu dedo anelar.

Salva-meOnde histórias criam vida. Descubra agora