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Durante toda a viagem permaneci quieta imersa em meus pensamentos.

Durante o início da viagem o Dylan ficava toda hora me analisando, eu fingia não perceber pois não estava muito a vontade para conversar.

Depois de um tempo ele dormiu e só acordou quando o avião estava prestes a pousar.

Foi muito dolorido para mim ouvir que o Malcon, o homem que foi responsável pelo um grande trauma na minha vida é o meu pai e que de combo vinha a Ayla.

Só de pensar nesse rolo todo, eu sentia náuseas.

Ao chegar finalmente em Maldivas, fomos para o hotel que o Dylan havia feito reserva para nós e fizemos nosso check in.

Subimos de elevador para o andar destinado e quando chegamos no quarto, o mar se revelou diante dos meus olhos.

O azul intenso se estendia até onde a vista alcançava, quebrando-se em espuma branca nas rochas. Corri para a varanda, deixando Dylan com as malas. – Meu Deus! – sussurrei, sentindo uma paz invadir meu ser. A beleza do lugar era quase irreal, um contraste com a tempestade que se agitava dentro de mim.

Voltei para o quarto e olhei os detalhes do mesmo.
-Hm... Que cama grande, né?- Falei olhando para a única cama dentro do quarto.

-Não achou que eu iria pedir um quarto com duas camas sendo que dormimos juntos por mais de duas semanas, não é?- Ele colocou as mãos na cintura e me encarou com um sorriso malicioso.

Soltei uma risada nervosa.- Até pensei, mas lembrei que você é obcecado por mim.

Ele fingiu se ofender, colocando a mão no peito.- Eu? Obcecado? Por você?- E caiu na gargalhada, revelando seus dentes branquinhos.

-Antes que você minta dizendo que não é, quero almoçar, estou morrendo de fome.

-Vou só tomar um banho rápido, e aí vamos comer, ok?

-Uhum, vou logo depois de você.

-Se quiser vir comigo, não irei reclamar.- Ele falou provocador e entrou no banheiro trancando a porta em seguida, não pude conter o sorriso.

[...]

Depois que almoçamos, eu e Dylan decidimos aproveitar o mar um pouco. Coloquei meu biquíni e por cima coloquei uma saia longa transparente da mesma cor do biquíni, preto.

A brisa do mar acariciava minha pele enquanto eu caminhava ao lado do Dylan. A areia quente sob meus pés e o som das ondas me traziam uma sensação de paz que eu havia esquecido.

-Está colocando medo em todo mundo com esse olhar.- Comentei, vendo ele carregar minha bolsa de praia.

Dylan cruzou os braços e fez uma careta, parecendo um cãozinho bravo. Não pude evitar de rir.- Todo mundo está olhando pra você...

-Dylan, não tem absolutamente NINGUÉM olhando para mim. Só para você, que está me seguindo feito um guarda-costas.

-Ele revirou os olhos, mas um sorriso escapou de seus lábios.- É que você é irresistível, sabe?

-Ah, é? Está tão difícil assim resistir a mim? -provoquei.

Dylan parou e me puxou para perto, seus olhos percorrendo meu corpo. Senti minhas bochechas corarem.

-Não me faça falar que eu não tenho controle...-Ele sorriu e eu empurrei ele e saí correndo sentindo todo meu corpo arrepiar.

Fazia tanto tempo que eu fui a praia que nem queria saber em ficar me bronzeando, apenas corri para a água como uma criança.

Salva-meOnde histórias criam vida. Descubra agora