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A água caía sobre os ombros de Estela, a mesma sentada embaixo do chuveiro abraçando as próprias pernas chorava baixinho dessa vez.

Sua cabeça doía tanto que não conseguia nem levantar, ela já havia tentado.

-Tio, me ajuda...- Ela sussurrou baixinho.

Seus cabelos castanhos estavam escuros por conta da água, seus pulsos estavam machucados pela corda, seu lábio por conta da fita...

Depois de 30 minutos, finalmente ela criou forças para levantar-se e finalizar o banho.

Ela enrolou-se numa toalha branca e antes de sair do banheiro colocou a cabeça para fora verificando se havia alguém ali, mas não, não tinha ninguém.

Então ela saiu do banheiro e se deparou com uma mesinha com um jantar completo em cima, e uma caixinha de primeiro socorros com remédios para dor, pomadas para ferimentos e mais algumas coisas.

A única coisa que ela fez, foi tomar um remédio para dor, apenas para aliviar sua dor de cabeça, mas não ia tratar os machucados que eles causaram.

Ela sentou-se na mesa e comeu pouco do jantar, logo retornou para o banheiro, lavou sua boca e deitou na cama.

Ali ela revirou-se na cama como se tivesse formiga, ela chorou ainda mais, ela amaldiçoou todos que fizeram isso com ela e no fim, ela adormeceu já no raiar do dia entre lágrimas.

Na manhã seguinte...

Dylan estava terminando seu banho quando recebeu uma notificação em seu celular avisando que o café da manhã da mulher na qual ele ainda não sabia o nome estava pronto.

Ele terminou de tirar o sabão do corpo e logo puxou a toalha que estava pendurada no box, ele secou parcialmente seu corpo e amarrou a toalha na cintura.

Ele vestiu uma calça de alfaiataria e uma camisa branca social, calçou seus sapatos e se banhou em perfume.

[...]

Dylan fez questão de levar o café da manhã para a mulher, ele facilmente mandaria uma pessoa para fazer tal coisa, mas o mesmo fez questão de ir.

Ele destrancou a porta e entrou em seguida, a mulher ainda estava dormindo, mas pela forma na qual ela se encontrava, meio sentada e meio deitada na cama, Dylan deduziu que ela estava lutando contra o sono.

Dylan colocou a bandeja de comida em cima da mesinha e recolheu a comida de ontem a noite que mal foi tocada e logo ele reparou que a única coisa usada no kit que ele enviou foi um remédio para dor de cabeça, nada mais.

O mesmo franziu o cenho e estalou a língua balançando a cabeça negativamente.

Por estar meio sentada, Estela pendia para o lado quase caindo da cama, Dylan com delicadeza e cuidado deitou ela completamente na cama e a cobriu com o lençol.

Ele percebeu que ela vestiu o pijama que ele mesmo escolheu para ela, um pijama de cetim rosa com detalhes em preto.

Dylan pegou o kit de primeiro socorros e sentou na cama, primeiro ele pegou a pomada passando devagar nos pulsos onde estavam com pequenos cortes e arranhões da corda. Com um cotonete, ele mergulhou em um remédio e passou no pequeno corte nos lábios da mulher.

-Desculpa.- Ele sussurrou muito baixo, quase inaudível enquanto passava o remédio do corte que ele acabou fazendo ao puxar a fita com brutalidade.

Quando ele percebeu que ela estava acordando com o toque em seus lábios, o mesmo quase saiu correndo do quarto levando embora a comida do dia anterior.

[...]

Estela

Segunda 14:30 PM

-SOCORRO, ALGUEM ME AJUDA!!!!- Gritei enquanto esmurrava a porta.

Eu já estava fazendo isso fazia uns bons minutos na tentativa de alguém me ouvir e nada.

Até que na última batida a porta se abriu revelando o homem que cuidou de mim no sábado.

O mesmo me atirou contra a parede prendendo meus pulsos na mesma me deixando imóvel.

-Da pra parar de fazer tanto escândalo?? Ninguém irá te ouvir e mesmo que ouçam NINGUÉM vai vir te ajudar!!- Ele falou visivelmente com raiva.

Tentei me soltar do aperto de suas mãos em meus braços mas não consegui.- Adianta de quê, curar meus machucados e me ferir novamente??- Falei referente ao dia que ele cuidou de mim.

-Como você sabe que foi eu?- Confusão passou brevemente por seus olhos.

-Eu acordei e vi você saindo do quarto.- Ele não iria assumir, mas o seu silêncio só fez confirmar.

Até que ele me soltou e se afastou com alguns passos e disse:- Por favor, pare de berrar!

Olhei para ele irritada e falei:- como você quer que eu fique na situação em que eu me encontro?? Fui sequestrada e agora estão me usando de troféu, só Deus sabe o que acontecerá comigo nesse final de semana...

Ele virou de costas e foi até o almoço que eu não havia tocado.- Por que não comeu ainda?- Falou mudando de assunto.

-E aí? Você aposta que vai acontecer o que comigo? Estupro? Assédio? Vou virar escrava, talvez sexual ou...

-Chega!- Ele falou prendendo os dentes.- Chega...

-Você trabalha pra essas pessoas, você sabe o que acontece, você compactua com tudo isso, você... Quando meu tio ver que eu sumi, ele vai atrás de mim e vai acabar com cada um de vocês!!

Nenhuma emoção se passava no rosto do homem em minha frente.

-Não está comendo de pirraça ou o quê?

Passei as mãos nos cabelos tentando controlar minha raiva, ele não estava nem aí...

-Como vou saber se não colocaram veneno na minha comida?

Ele então caminhou até a comida e deu uma garfada colocando em sua boca.

Ele mastigou e ainda por cima tomou um pouco do suco que parecia ser de goiaba.

-Deveria comer, a nossa cozinheira tem os melhores temperos!

-Vocês exploram ela também?

-Mais algum motivo para não querer comer, senhorita??- Dylan perguntou na intenção de saber meu nome.

-Não é digno de dizer meu nome e sim, tenho muitos motivos para não comer, um deles é que eu não como carne guisada...

-Ok, mandarei trocar seu almoço, em vinte minutos chegará!- Ele falou ja saindo.

-Estou sem fome!

A porta bateu atrás dele e só ouvi o barulho da chave trancando, corri até a porta e bati com raiva.- SEU DESGRAÇADO!!!- chutei a mesma.

Merda... Preciso dar um jeito de fugir daqui, mas como??

O Dylan vendo a Estela bater na porta pedindo socorro:

O Dylan vendo a Estela bater na porta pedindo socorro:

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S.S

Salva-meOnde histórias criam vida. Descubra agora