Tommy havia conseguido se desamarrar e, com um ato de desespero se jogou na frente da bala que se dirigia a Estela. A bala rasgou sua camisa branca tingindo-a de vermelho vivo. Um gemido rouco escapou de seus lábios.
– NÃO!!! – Os gritos de Louise e Estela ecoaram em uníssono, Estela, com os olhos arregalados e o rosto pálido agarrou o corpo de Tommy. Lágrimas escorriam pelo seu rosto misturando-se ao sangue que manchava sua mão.
Dylan, com a fúria nos olhos, atirou na perna de Malcon, imobilizando-o. Em seguida, correu para o lado de Tommy.
– Tio, por favor, não me deixa! – implorou Estela, a voz embargada pela emoção.
Rapidamente, uma dúzia de homens em ternos escuros irrompeu na sala, suas expressões impassíveis contrastando com a agitação do ambiente. Armas cintilaram sob a luz fraca. Dylan, com o coração batendo a mil, ordenou: - Prenda o Malcon no porão, não deixe ele morrer e deem um fim no corpo da Ayla, AGORA!
O segurança mais próximo agarrou Malcon pelo braço, mas Dylan foi mais rápido atingindo Malcon com um soco preciso o desmaiando na hora. – Você – apontou para outro segurança – Desamarre a Srta. Louise.
Enquanto o segurança libertava Louise, Dylan se aproximou de Tommy. O tiro havia perfurado a lateral do corpo do amigo e o sangue se espalhava rapidamente tingindo sua camisa branca.
-Linda, preciso que seja forte. Nós vamos salvar o Tommy. – Dylan falou, sua voz rouca pela emoção. Louise, pálida como um fantasma, saiu correndo em direção à porta, determinada a encontrar um carro para levar o Tommy ao hospital.
Rapidamente Dylan pegou o corpo do Tommy e passou o braço dele ao redor do seu pescoço e Estela fez o mesmo do outro lado.
Eles desceram as escadas as pressas, o corpo da Ayla arrastado para o lado como se fosse apenas um objeto. Dylan, com os olhos cheios de ódio, cuspiu no chão: - Espero que queime no inferno sua vadia desgraçada!
Ao colocarem o corpo do Tommy no carro em que a Louise pegou de algum dos seguranças, o casal entrou dentro do mesmo e Louise pisou fundo indo em direção ao hospital ilegal.
Uma maca acompanhada por uma equipe médica os esperava na porta.
Com cuidado, colocaram Tommy na maca. Estela, com os olhos marejados acompanhou cada movimento. Quando a porta da sala de cirurgia se fechou, ela desabou nos braços do Dylan soluçando. – Se ele morrer, eu nunca vou me perdoar! – ela falou com a voz embargada.
Dylan a abraçou com força, tentando encontrar palavras de conforto. – Ele vai ficar bem, eu prometo. Ele é forte e nós vamos cuidar dele.
Louise por sua vez chorava com a cabeça no volante do carro.
“Ele não pode morrer, eu não posso perder o amor da minha vida por causa daquele verme desgraçado...” Pensava ela.
No mesmo instante ela engoliu o choro ao lembrar de algo, ou melhor, alguém.
Ela pegou o celular do Tommy que estava ali dentro do carro e discou um número muito conhecido.
Chamou duas vezes e foi atendido.
-Alô?
-Alô é a Lia Duarte?- Louise perguntou com a voz trêmula.
-Sim, sou eu. Quem é?
-Preciso dos seus serviços, Lia Duarte!
[...]
Após horas intermináveis de espera, o médico finalmente surgiu do centro cirúrgico. O rosto normalmente sereno agora carregava marcas de cansaço e preocupação. Estela e Louise, ambas pálidas e com os olhos inchados se aproximaram.
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Salva-me
RomanceEstela vivia sua vida normalmente, até ser enganada e sequestrada para servir de prêmio para homens nojentos. Ela pensa que sua vida está acabada e até pensa que a morte é a melhor escolha na situação em que se encontra, mas algo, ou alguém vai muda...
