Capítulo 15: O Eco de Aurora

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Os dias seguintes após o reencontro com o garoto de Aurora foram envoltos em uma
névoa de irrealidade. A cidade, o café, e ele — tudo parecia se desintegrar sempre que
tentava me lembrar dos detalhes. Era como se minha mente tivesse criado um sonho
vívido, e quanto mais eu tentava capturá-lo, mais distante ele ficava. A única coisa
tangível que restava era a pulseira.
Voltei para a rotina, mas algo havia mudado em mim. As conversas pareciam
superficiais, os compromissos desinteressantes, e até os momentos de lazer não traziam
o mesmo prazer. Sentia como se estivesse preso entre dois mundos: um onde tudo era
concreto, mas vazio, e outro onde a magia de Aurora existia, mas sempre fora do meu
alcance.
Uma noite, deitado na cama com a pulseira na mão, me perguntei: Será que eu deveria
simplesmente aceitar e seguir em frente?
Foi então que percebi algo novo sobre a pulseira. Entre as contas, quase imperceptível,
havia uma pequena gravação que eu não tinha notado antes. Três letras estavam
esculpidas ali: S.O.S..
O que aquilo significava? Era um pedido de ajuda? E por que só agora percebia aquilo?
O mundo parecia desmoronar ao meu redor mais uma vez. O garoto, a cidade, e agora
uma mensagem secreta? Não podia ser coincidência.

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