25

13 0 0
                                    

Eu vi seus olhos sombrios
Dispostos a proteger
Quem quer que estivesse em perigo ali
Quando ele me encarou
Por mais sombrio que estivesse seu olhar
Ainda havia amor
Aquela ira inteira era carregada de amor
Eu vi a sua calma lutando para chegar
O seu tom de voz ficando cada vez mais alto
Não comigo
Mas com o que ele vivenciara
Fazia gestos exasperados com as mãos
Tremia como se estivesse com a pressão baixa
Suas sobrancelhas estavam franzidas
Zangadas
Ele estava magoado
Irritado
Não sei como
Nem porque
Mas após tentar e falhar miseravelmente acalmá-lo com palavras inúteis
Mesmo sabendo que não iriam adiantar, porque eu também não me acalmaria com alguém falando "calma"
Eu não sabia o que falar
Era como se só as palavras ensaiadas ou padronizadas fossem capazes de passar pela minha mente
Então eu o abracei
Acariciei seu cabelo
Pedi-lhe desculpas
E como ele teria feito comigo
Fiquei em silêncio
Fiquei com ele
Até que ele pudesse se acalmar
Não o soltei
Quando me olhou de novo
Só havia a mágoa
Do que havia acontecido
Mas ele ainda tremia
Sua voz estava chorosa
Mas ele não derramou nenhuma lágrima
Não me tratou mal em nenhum momento
Ele sabia que eu tentava ajudar
E também que eu não era o alvo da sua ira
No momento que ele explicou as possibilidades que passaram pela sua cabeça
Eu o amei ainda mais
Instinto protetor com uma parte de mim
Que não era parte dele
Mas ele tomou tal como se fosse
E melhor ainda
Não deixou que tal situação desencadeasse brigas
Soube separar muito bem as situações e os culpados
Ele pensou em mim
Antes de tomar qualquer atitude
Ele não sabe
Mas ontem
Ele se tornou ainda mais
O homem que quero amar para o resto da vida
Espero ser sempre o abraço para o qual ele possa correr
A casa para a qual ele possa sempre voltar
O conforto que ele possa sempre obter
Eu o amei em cada segundo
Estarei ao lado dele
Até quando ele me quiser lá.

                                            -Lar, doce amor

Por Soila MullerOnde histórias criam vida. Descubra agora