Izuku Midoriya é um híbrido de gato que tenta manter sua natureza felina em segredo enquanto trabalha em uma grande empresa liderada por Katsuki Bakugou, um chefe híbrido de lobo conhecido por seu temperamento difícil. Após uma discussão acalorada...
Bakugou ainda não acreditava que estava levando um gato para casa. Ele, o grande CEO da Bakugou Corp, com um filhote enrolado em uma toalha no banco do passageiro.
- Tsc. Isso é ridículo. Como se eu não tivesse coisa melhor pra fazer.
No banco ao lado, Izuku, em sua forma de filhote, mantinha o olhar fixo no vidro da janela, tentando parecer inocente, mas seu rabo minúsculo se debatia, denunciando o nervosismo.
- Meu Deus, ele está me levando pra casa dele. Como eu vou sair dessa? - pensou Izuku, o coração disparado.
Enquanto isso, Bakugou desviava olhares ocasionais para o pequeno gato.
- Por que você parece tão calmo? Tá achando que ganhou um palácio, é? Não vai pensar que eu vou te mimar, seu pirralho peludo.
Izuku soltou um miado baixo, o que fez Bakugou bufar alto.
- Ótimo, agora tô falando com um gato. Acho que perdi a cabeça de vez.
A mansão de Bakugou surgiu imponente no horizonte. Ao entrar na garagem, Izuku teve que admitir, mesmo em sua forma de filhote, que o lugar era deslumbrante. Ele mal teve tempo de processar quando foi pego novamente por Bakugou, que o segurava com firmeza.
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- Certo, furball, vamos resolver onde você vai dormir.
- "Furball?" Que nome horrível!!! - Pensou o pequeno gatinho.
Izuku encolheu as patinhas, tentando parecer o mais adorável possível. Afinal, ele sabia que sua forma de filhote era sua melhor arma.
Ao entrar na sala, Bakugou olhou ao redor, claramente pensativo.
- Tá, você não pode ficar solto por aqui. Vai acabar quebrando alguma coisa. Quer dizer, olha pra você. Parece um desastre.
Izuku miou outra vez, tentando não rolar os olhos.
- Ele fala demais, parece que nunca teve um gato antes.
- Espera aí. Tá com fome, não tá? - Bakugou foi até a cozinha e voltou com uma tigela de leite, que colocou no chão. - É o que tem pra hoje. Não reclama. E eu nem sei o que você come.
Izuku desceu do sofá e começou a lamber o leite, tentando parecer natural, embora seu estômago estivesse roncando de verdade. Bakugou se jogou no sofá, cruzando os braços enquanto o observava.
- Sabe, você parece menos inútil que aquele nerd do Izuku. Aposto que até você faria um relatório melhor que ele.
Izuku quase engasgou, mas disfarçou com um miado baixo.
- Ótimo. Agora eu sou um gato incompetente também.
- Tá, chega disso. - Bakugou levantou-se abruptamente e pegou o filhote novamente, dessa vez levando-o escada acima.
- Ei! Cuidado com as patas! - Izuku pensou, mas, obviamente, não podia falar.
Bakugou abriu a porta de um quarto espaçoso e colocou o gato em uma cama pequena e confortável, com cobertores que pareciam mais caros do que todo o salário de Izuku.
- Você vai dormir aqui. Nada de vagar pela casa. Entendido?
Izuku miou em concordância, tentando parecer o mais inofensivo possível.
- Bom. Porque se eu acordar e encontrar qualquer coisa destruída, você vai se arrepender. - Bakugou apagou as luzes e saiu, batendo a porta.
No escuro, Izuku suspirou.
- Isso não tá indo nada bem.
Manhã Seguinte
O sol iluminava suavemente o quarto, aquecendo o cobertor luxuoso onde Izuku, ainda em sua forma de filhote, estava enrolado. Seus olhos verdes abriram lentamente, mas a sensação de alívio ao acordar logo desapareceu.
- AINDA SOU UM GATO?! - pensou, o pânico começando a crescer.
Ele tentou se concentrar, fechando os olhos com força. - "REVERTE! REVERTE! Volta à forma humana!" - Nada aconteceu. Nem mesmo um pelo fora do lugar mudou. Ele balançou o rabo freneticamente, tentando se acalmar.
- Droga. Se eu não resolver isso logo, ele vai perceber.
Do outro lado da porta, Bakugou estava acordado há horas e irritado. Ele não sabia por que diabos ainda estava pensando no maldito gato que havia resgatado.
- Eu devia ter deixado aquele pirralho na rua. - murmurou para si mesmo, mas algo dentro dele o fez abrir a porta do quarto para checar o animal.
Ao ouvir o som da maçaneta girando, Izuku congelou. Ele arregalou os olhos e se jogou contra o cobertor, tentando se esconder, mas Bakugou já estava dentro do quarto.
- Oi, furball. Já acordou?
Izuku espiou por entre o cobertor, as orelhas murchando de nervosismo. Bakugou se aproximou e cruzou os braços, analisando-o.
- Você tá agindo estranho hoje. Mais estranho do que ontem, na real.
Izuku soltou um miado fino e agudo, tentando parecer fofo e desviar a atenção. Bakugou arqueou uma sobrancelha, claramente não convencido.
- Tá tentando me enrolar com essa carinha? Isso não vai funcionar, pestinha. - Ele se abaixou, pegando Izuku no colo com facilidade.
Izuku congelou quando sentiu as mãos quentes de Bakugou segurando-o com firmeza. Ele tentou não reagir, mas o rabo balançava incontrolavelmente, denunciando seu nervosismo e até sua familiaridade com o toque. "Ele estava gostando daquilo?"
- Você é bem pequeno pra dar tanto trabalho. Aposto que tá tramando alguma coisa.
Izuku bufou internamente.
- É claro que eu tô! Estou tentando não ser descoberto!
- Tá, vamos lá. Hora do café da manhã. - Bakugou disse, caminhando em direção à cozinha com Izuku ainda em seus braços.
Ao chegar, ele colocou o gato no balcão enquanto preparava alguma coisa para comer.
- O que você come mesmo? Só não vem com frescura. Não vou ficar gastando dinheiro com comida gourmet de gato.
Izuku observava em silêncio, tentando não demonstrar pânico enquanto Bakugou preparava uma tigela de ração improvisada com pedaços de frango.
- Tá aí, come isso.
Izuku olhou para a tigela e depois para Bakugou.
- Vai ficar me encarando ou vai comer? - Bakugou bufou, empurrando a tigela para mais perto.
Sem escolha, Izuku começou a comer lentamente, o que fez Bakugou rir baixo.
- Você parece muito ridículo comendo desse jeito, deve tá horrível isso aí né não?
Izuku quis gritar, mas só conseguiu soltar um miado indignado.
- Tá reclamando? Tá no lucro por eu não te jogar de volta na rua.
Bakugou pegou sua própria comida e se sentou à mesa, mas não tirava os olhos de Izuku.
- Sabe, você tem alguma coisa estranha. Não sei o quê, mas é como se eu já tivesse te visto antes.
Izuku travou, a comida quase escapando de sua boca.
- Ele está desconfiando? Preciso comer mais dessa coisa" pra ele não notar? Que? Eu não poderia ser tipo um gato doméstico de luxo? Nem ele come isso, tá cru e congelado.
- Que viagem.
Izuku respirou aliviado.
- Agora, termina logo. Tenho trabalho pra fazer e você não vai ficar aqui de enfeite o dia inteiro.