Cheiro de Ramen

840 101 2
                                        

Izuku entrou na sala, tentando parecer calmo, mas seus pensamentos estavam uma bagunça. Ele não conseguia parar de pensar na conversa com Bakugou e na forma como ele parecia tão... preocupado com o maldito gato.

Quando entrou, Uraraka e Momo estavam lá, e seus olhares logo se voltaram para ele.

– Oi, Izuku! – Uraraka disse, animada. – Como você está? Bakugou te deixou em paz hoje?

Izuku forçou um sorriso, tentando esconder o desconforto. Não queria que elas soubessem o quanto estava frustrado com toda essa história.

– Oi, Uraraka... Momo... – Izuku respondeu, respirando fundo. – Bem, mais ou menos. Ele me deu uma... uma ordem.

Momo levantou a sobrancelha, surpresa.

– Sério? O que ele mandou você fazer?

Izuku hesitou por um momento, olhando para o chão antes de responder.

– Ele mandou eu procurar o gato dele. – Izuku disse com um suspiro frustrado, tentando manter a calma. – Mas não foi só isso. Ele disse que eu "preciso encontrar o gato" como se fosse meu trabalho ou algo assim.

Uraraka e Momo se entreolharam, parecendo um pouco confusas. Uraraka, que sempre tinha uma expressão alegre, agora parecia surpresa com a resposta.

– O quê?! – Uraraka exclamou, rindo um pouco. – Mas... ele mandou todo mundo procurar o gato dele. Eu achei que era só mais uma de suas ordens malucas!

– Sim, mas... – Izuku interrompeu, ficando um pouco irritado. – Ele me falou como se fosse MEU trabalho, como se fosse algo só eu tivesse que fazer! Ele não mandou ninguém mais, só eu. E eu... não sei, mas... estou ficando frustrado com isso. Como se a culpa fosse minha!

Momo colocou a mão no queixo, pensativa, tentando entender a situação.

– Então... – Momo começou, sua voz mais calma e analítica. – Bakugou parece realmente preocupado com o gato, não? Parece um pouco possessivo... mas não sei se você deve se sentir tão responsável por isso.

Izuku olhou para Momo, seu rosto vermelho de frustração.

– Eu sei, eu sei... – Izuku murmurou, passando a mão pelo cabelo. – Mas ele me tratou como se fosse algo urgente e eu não posso simplesmente ignorar. Além disso... eu não quero dar a impressão de que sou um inútil também.

Uraraka deu uma risada suave, tentando aliviar a tensão.

– Ei, não se preocupe, Izuku! Se você não encontrar o gato, quem sabe alguém mais o faça. Não é só você! – Uraraka disse com um sorriso encorajador. – Mas se você precisar de ajuda, é só chamar, ok?

Izuku olhou para elas, ainda com um sentimento de irritação no peito. Ele queria se livrar dessa obrigação, mas sabia que precisava cumprir. Por mais que ele estivesse irritado, não podia simplesmente ignorar Bakugou, especialmente depois de tudo o que ele dissera.

– Eu sei, mas... eu vou tentar encontrar o gato. – Izuku respondeu, decidindo que não podia mais evitar. – Mesmo que isso esteja me deixando maluco.

O dia na empresa passou rapidamente, mas o caos parecia crescer à medida que a busca pelo gatinho de Bakugou se intensificava. Todo mundo estava falando sobre isso, e a tensão no ambiente de trabalho era palpável. O estresse de Katsuki estava se espalhando, e, por mais que Izuku tentasse se concentrar, ele não conseguia deixar de perceber o quanto a empresa estava desorganizada com a ausência do felino. O chefe estava fora de si, como se o gatinho fosse a única coisa que importasse naquele momento.

Mais tarde, Izuku sentia um nó no estômago. Ele ainda não conseguia entender o que estava acontecendo com ele. Cada vez que tentava se transformar de volta em sua forma felina, nada acontecia. Ele ainda era humano , e já se passavam horas desde que ele acordara dessa maneira. Ele suspirava de frustração.

My feline friend Onde histórias criam vida. Descubra agora