Desfecho

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Pela manhã, Izuku ajustava o nó da gravata diante do espelho. Seu rosto estava abatido, os olhos vermelhos denunciando a noite mal dormida. O silêncio de Bakugou o acompanhava desde a noite anterior, um peso que ele não conseguia ignorar. Suspirou, pegou sua maleta e foi até a porta.

Ao abri-la, foi surpreendido por um buquê de flores coloridas que quase encobria quem o segurava. Antes que pudesse dizer algo, braços fortes o envolveram pela cintura e o puxaram para um abraço. Izuku ficou estático por um momento, mas ao erguer os olhos, reconheceu Bakugou.

As lágrimas vieram antes que pudesse controlar. Seus punhos se apertaram contra o peito de Bakugou enquanto soluçava.

— Por que você tá chorando? — Bakugou perguntou, confuso. Sua voz saiu mais baixa do que o habitual, a preocupação estampada em seu rosto. — Você tá triste porque eu tô aqui?

Izuku balançou a cabeça, tentando falar entre os soluços.

— N-Não... É que... Eu pensei que você tivesse me esquecido... — Ele respirou fundo, mas as palavras ainda saíram trêmulas. — Achei que não se importasse mais comigo...

Bakugou piscou, incrédulo. Segurou Izuku pelos ombros, afastando-o levemente para encará-lo nos olhos.

— Que porra você tá falando, nerd? — Sua voz soava firme, mas havia uma gentileza incomum ali. — Eu tava ocupado, sim, mas esquecer você? — Ele bufou e ergueu o buquê. — Se eu não me importasse, acha que eu teria saído do avião direto pra cá com essa porcaria de flores?

Izuku riu entre as lágrimas, fungando enquanto limpava o rosto.

— Eu... Eu só fiquei com medo.

Bakugou suspirou e puxou Izuku novamente para um abraço, desta vez mais calmo e reconfortante. Encostou o queixo no topo da cabeça de Izuku, sua voz saindo em um tom mais suave.

— Desculpa, tá? Eu não quis te deixar assim. Só queria te surpreender. — Ele fez uma pausa e completou: — Mas se for pra te ver chorando, talvez eu precise treinar minhas surpresas.

 — Ele fez uma pausa e completou: — Mas se for pra te ver chorando, talvez eu precise treinar minhas surpresas

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Bakugou olhou para Izuku por um momento, os olhos intensos como se quisesse gravar cada detalhe do rosto dele. Antes que Izuku pudesse dizer algo, Bakugou o puxou pela nuca e o beijou.

O beijo era intenso, quente, como se quisesse compensar cada segundo em que estiveram separados. A língua de Bakugou explorava a boca de Izuku, que segurou firme na camisa de Bakugou para se manter em pé. O ar parecia desaparecer enquanto o beijo se aprofundava, carregando toda a saudade acumulada.

Quando finalmente se separaram, ambos estavam ofegantes. Bakugou abriu um sorriso de canto, ainda com as mãos no rosto de Izuku.

— Vamos? — disse com um tom decidido, como se a pergunta fosse mais uma ordem do que uma sugestão.

Izuku piscou algumas vezes, tentando se recompor.

— P-Pra onde? — perguntou, a voz ainda trêmula.

Bakugou soltou uma risada curta, aquele típico som meio debochado que fazia Izuku corar.

— Embora, ué. — Ele pegou a mão de Izuku, entrelaçando seus dedos. — Pra nossa casa.

My feline friend Histórias para pegar e não largar. Descubra agora