Izuku Midoriya é um híbrido de gato que tenta manter sua natureza felina em segredo enquanto trabalha em uma grande empresa liderada por Katsuki Bakugou, um chefe híbrido de lobo conhecido por seu temperamento difícil. Após uma discussão acalorada...
Todoroki não respondeu imediatamente. Ele entrou no escritório, a cabeça baixa e os ombros ligeiramente caídos, como se estivesse carregando o peso do mundo nas costas. Endeavor, por outro lado, manteve sua expressão imponente, um leve sorriso no rosto.
— Você tá planejando dar essa empresa pro seu meio-irmão, não tá? — Bakugou acusou, a voz tensa e carregada de desprezo. — Vai deixar ele tomar o controle de tudo e me deixar de lado como sempre faz!
Endeavor, imperturbável, apenas cruzou os braços e deu um sorriso seco, como se Bakugou estivesse apenas confirmando o óbvio.
— Eu farei o que quiser com a minha empresa, Katsuki. Isso não é da sua conta. — A voz de Endeavor era firme, com um tom de superioridade.
— Por que diabos você só considera o Todoroki como seu filho?! Por que ele, e não eu? Ele nunca foi tão bom quanto eu! Nunca! — Bakugou deu um passo à frente, a expressão distorcida por raiva e ressentimento. — Por que você nunca me tratou da mesma maneira, hein? O que é que eu tenho de errado?
Endeavor, com seu olhar impassível, não parecia nem um pouco surpreso com a explosão de Bakugou. Ele respirou fundo, preparando-se para responder de uma forma que cortou ainda mais os sentimentos do filho.
— Porque você nunca foi o que eu esperava, Katsuki. — Endeavor disse, sua voz fria e sem emoção. — Sempre teve essa atitude de rebelde, achando que pode fazer tudo do seu jeito. O Todoroki... ele tem o foco que você nunca teve. Ele me obedece, ele entende a necessidade de seguir ordens. Você... você nunca aprendeu isso. Falhei com você.
Bakugou engoliu em seco, o estômago virando ao ouvir aquelas palavras. Ele sentiu um peso nos ombros, como se tudo o que tivesse feito até agora fosse em vão.
— Então é isso? Tudo o que eu fiz foi em vão pra você? — Bakugou perguntou, a dor se infiltrando em sua voz, embora ele tentasse esconder.
— Vai embora agora, Katsuki. Volte depois para pegar suas coisas. — Endeavor disse, a voz fria e sem emoção, como se estivesse dispensando um subordinado.
Bakugou sentiu uma explosão de raiva em seu interior, mas não disse nada. O orgulho dele, mesmo ferido, ainda o impelia a não mostrar fraqueza. Ele olhou fixamente para Endeavor, com os punhos cerrados, como se quisesse desafiar o homem ali mesmo, naquele momento. Mas, em vez disso, respirou fundo e deu as costas.
Sem mais palavras, ele se virou e caminhou até a porta. Cada passo parecia pesado, o peso do desprezo do pai sobre seus ombros o deixando mais cansado. Quando a porta se fechou atrás de si, ele ficou parado por um momento, sentindo o vazio da frustração tomar conta de si.
Ao passar por Momo, que estava terminando de conversar com outros funcionários, ela notou o movimento e se aproximou, um sorriso amável nos lábios.
— Senhor, o gatinho acabou de comer — Momo comentou. — Você pode deixar ele aqui um pouco mais. Ele está bem, só estava com fome.
Bakugou não respondeu de imediato. Ele já havia pegado o gato e não estava disposto a discutir. Porém, o miado de Izuku em sua mochila fez com que ele parasse por um momento e olhasse para o felino.
Izuku parecia querer algo mais do que ser simplesmente carregado, e Momo percebera que o gato estava um pouco incomodado. Mas Bakugou, ignorando mais uma vez as palavras da garota, apenas deu de ombros e olhou para frente.
— Vou levá-lo comigo — foi tudo o que disse, a voz carregada com frustração.
Ele então seguiu em direção à garagem. Mas quando estava prestes a subir na moto e sair, uma voz o interrompeu.
— BAKUGOU!
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Ele olhou para trás e viu Todoroki se aproximando, com o semblante sério, mas sem o tom desafiador que normalmente encontrava, os dois se encararam por um breve momento.
— O que ? — Bakugou resmungou, impaciente.
— Eu não quero o lugar que você tem — Todoroki disse, com um tom baixo, mas direto. — Eu só queria agradar meu pai. Não tem nada a ver com você.
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— Não quer... o meu lugar? — Bakugou repetiu, rindo de forma amarga. — Você realmente está me dizendo isso, Todoroki? Está me dizendo que tudo isso, essa merda toda, não tem nada a ver com você? Eu não sou apenas uma peça no joguinho dele.
Todoroki abaixou a cabeça, como se reconhecesse o que Bakugou estava tentando dizer. Mas ele não recuou, não se afastou.
— Eu não estou tentando competir com você — Todoroki disse calmamente. — Não estou tentando ser você. Eu só... quero a aprovação dele.
Izuku observava Todoroki, seus olhos se suavizando ao ver o meio-irmão de Bakugou com a cabeça abaixada, como se carregasse um peso invisível.
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— Aparentemente, ele só está tentando agradar aquele velho não é?... Por que Bakugou parece tão chateado? "Lugar?" Ele vai..ser o meu novo chefe então?..poxa eu já estou acostumado com Bakugou!.
O gato em sua mochila se aninhou mais perto de Bakugou, buscando conforto em sua presença.
— Você está sempre tentando agradar a ele — Bakugou resmungou, virando-se para a moto, ainda com raiva. — Mas isso nunca vai ser suficiente. Você não vai conseguir.