Isis Vitória.
São Conrado, Rio de Janeiro.
Eu tava com muita vergonha, rezando pra chegar na pousada logo e poder sair de perto desse homem, o cara me intimidava demais só com a presença, sei lá sei explicar não.
Mais toda a vergonha que eu tava foi pra casa do caralho quando eu vi as luzes vermelhas dando reflexo, quase chorei.
Apertei aquele homem com uma força que eu acho que ele ficou mais assustado comigo do que com a polícia atrás de nós.
Cicatriz: segura mermo mina, que nois vai dar uma fuga louca agora.
Merda, merda, merda.
- e se eles atirarem? vai pegar em mim meu Deus.
Cicatriz: melhor que pegue em você do que em mim.
- pode ter certeza que eu dou um jeito de derrubar essa moto só pra você se fuder também.
Sorri super irônica soltando minha respiração antes de escutar o barulho da moto acelerando ainda mais e foi ai que eu congelei, segurei nele e não tive coragem nem de respirar, fechei meus olhos e fiquei só esperando alguma coisa me perfurar.
Acho que nunca na minha vida inteira eu tinha sentido a adrenalina de andar tão rápido assim, a moto praticamente voava e as polícias já tavam até com as sirenes ligada fazendo eco pela avenida inteira.
Cicatriz: segura mais forte loirinha que agora que nois vai meter o louco.
Respirei fundo enquanto ele virava em uma rua e depois em outra e depois em outra e enfim.
A desgraça daquelas viaturas não desgrudavam.
Mais ele não me parecia com medo, muito pelo contrário ele tava era calmo já tendo uma rota decorada pelo que parecia.
Cicatriz: tem o caralho de duas viatura na minha cola, manda o papo pro meu padrinho que eu to chegando lá e é pra deixar minha entrada liberada naquela porra.
Falou e eu fiquei sem entender já que ele tava sem o celular na mão mais me liguei que com certeza ele tava com algum radinho.
O vento que batia em mim tava quase me congelando, meu cabelo voava pra tudo que é tipo de direção e eu já tava entrando em depressão só imaginando a hora que eu fosse desembaraçar ele.
Cicatriz pilotando normalmente já parecia um maluco mais do jeito que ele tava pilotando agora era de se assustar.
A sorte era que já tava de madrugada e tinha poucos carros nas ruas, mais eu via que muitas pessoas apareciam nas janelas dos prédios pra ver o que tava acontecendo pra sirene da policia tar alta daquele jeito.
Ele entrou em umas ruas mais apertadas e eu vi uma favela se aproximando, mesmo não conhecendo muito a Rocinha eu sabia que aquele morro não era ela.
Cicatriz acelerou ainda mais entrando pra dentro dessa favela e diferente da Rocinha aqui não tinha ninguém armado na entrada.
Olhei pra trás vendo que as viaturas tinham parado bem lá pra trás e respirei fundo percebendo que ele foi desacelerando aos poucos entrando em uns becos escuros subindo a favela inteirinha.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Terra de Ninguém.
Fiksi PenggemarRocinha, Rio de Janeiro. Quando nós dois fica junto acaba os estresse, os problemas desaparece e você flutua, nós dois ficamos tão leve. Não sei se você sabe mas a gente sabe, nossa vibe combina e tu querendo ou não virei uma cena, desse filme da su...
