E fui tentando mais uma vez mas o amor e eu temos um pacto de não coexistirmos no mesmo lugar. E são três da manhã e a minha mente não desliga, espero todos os dias me poder esquecer destas memórias, mas cravaram na minha alma e não saem mais. Fico a perguntar-me de onde vem esta sensação, onde está, onde estará ela?
Estou a escrever um poema, mesmo dizendo para mim que será o último, passo noites a fio a escrever e a mim não há quem me tire esta sensação do peito.
No fim o meu coração foi roubado, apunhalado e devolvido em pedaços e até hoje ainda não tem construção, ainda não tem vida, amar tem sido desafiador, mesmo morto a vida súplica para entrar em tréguas com o amor, não me lembro quando foi o primeiro dia que comecei a odiar o amor. Juro que queria voltar no tempo, ao dia que ainda era inquebrável, eu juro que cada palavra será sempre para ti amor que eu odeio, coração que aclama por atenção e vida, juro que cada palavra é para ti, mesmo aquelas que escreveste para mim.
Tudo o que eu queria era ouvir a tua mão bater na minha porta, tenho certeza que morreria como um homem feliz, mesmo morrendo a cada noite vazia, o meu coração não aguenta tanto amor, preciso que arranquem isto do meu peito e me deixem viver sem amor, preciso de matar todo este sentimento que me mata, não sei o que fazer com isto, se deito fora, se grito, ou se falo com ele e digo que o odeio, uma parte que nunca tinha visto, o amor aclamar por mim.
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Sofrer, viver, realizar
Ficção AdolescentePontos e pontos sem explicação para o que eu sinto todos os dias, algum dia vou ser feliz.
