Hanabi Abernathy é filha do vencedor da 50ª edição dos Jogos Vorazes. Sua mãe, incapaz de criá-la, a deixou ainda recém-nascida na porta da casa de Haymitch. Apesar de ser jovem e inexperiente, Haymitch aprendeu a cuidar da pequena e, com o tempo, d...
A neve continua a cair silenciosamente ao nosso redor. Dax respira fundo, tentando encontrar uma posição confortável, mas seu ferimento ainda é um problema. Eu sei que ele não vai aguentar muito tempo sem um curativo decente.
Observo a arena em silêncio. Sete tributos restantes. A essa altura, os Carreiristas já devem ter percebido que estamos eliminando tributo por tributo. Isso significa que não vai demorar para que venham atrás de nós.
Olho para Dax novamente. Seu rosto está pálido, os lábios entreabertos enquanto dorme. A febre começa a tomar conta dele. Droga.
Levanto-me devagar, pegando minhas adagas e o chicote. Preciso achar algo para tratar esse ferimento antes que ele piore.
- Eu volto logo, Dax - murmuro baixinho, sem esperar resposta.
Me movo com cuidado pela floresta coberta de neve. O frio já teria congelado qualquer outro tributo, mas não a mim. Meu corpo já foi forçado a suportar o pior por anos de treinamento. Haymitch me ensinou a resistir.
Depois de alguns minutos caminhando, encontro pegadas na neve. Recentes. Meu coração acelera. Não estamos sozinhos.
Me abaixo, analisando os rastros. Dois tributos. Devem ser Carreiristas.
Me esgueiro pelas árvores, seguindo as pegadas. Logo vejo o que procurava: Marylisa Spark e Kaela Granite.
Marylisa, do Distrito 4, está agachada perto de uma fogueira improvisada, mexendo em suprimentos. Kaela, do Distrito 2, está em pé com uma lança nas mãos, parecendo alerta.
Meu primeiro instinto é me afastar. Mas então, vejo algo que faz meu sangue gelar. Entre os suprimentos delas, há um kit médico.
Isso pode salvar Dax.
Respiro fundo. Tenho duas opções: recuar e tentar encontrar outra solução ou atacar e arriscar tudo.
Mas a essa altura, hesitação significa morte.
Eu sei o que tenho que fazer.
Meu coração martela no peito, mas minha expressão continua fria. Se eu não conseguir aquele kit médico, Dax não sobreviverá.
Marylisa e Kaela ainda não me notaram. Elas confiam demais em suas habilidades para pensar que podem ser atacadas. Um erro fatal.
Me movo silenciosamente pela neve, circulando a fogueira. O vento cobre o som dos meus passos. Preciso ser rápida e precisa.
Quando estou a poucos metros delas, lanço meu chicote. A ponta se enrola no tornozelo de Marylisa, e com um puxão forte, ela cai no chão, derrubando os suprimentos. Kaela gira para me encarar, mas eu já estou avançando.
Ela tenta atacar com a lança, mas desvio para o lado e lanço uma adaga direto no ombro dela. Kaela grita e cambaleia para trás.
Marylisa se levanta, ofegante, mas antes que possa reagir, dou um chute em seu peito, jogando-a contra uma árvore. Ela não levanta mais.
Kaela, ferida, tenta puxar a adaga do ombro, mas eu me aproximo e a seguro pelo cabelo, puxando sua cabeça para trás.
- Vocês acham que dominam essa arena? - sussurro. - Mas não passam de presas que acham que são predadoras.
Antes que ela possa responder, torço sua cabeça para o lado com um movimento seco. O canhão ecoa na arena.
Pego o kit médico e corro antes que qualquer outro tributo apareça.
Agora restam apenas seis.
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