Uma Única Chance.

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📍CAPÍTULO GRANDE📍

"As vezes temos que fazer sacrifícios para que as coisas possam realmente acontecer"

Estava escuro e o clima muito chuvoso, a água caia no chão com força, o barulho dos trovões estralavam e os seus clarões refletiam no quarto de Flora, não se sabia se a garota dormia ou ainda não tinha despertado do desmaio, enquanto isso o homem estava sentado em uma poltrona do lado da cama da garota, pode se dizer que sua mente estava uma bagunça agora, a culpa e a raiva o consumia, ele ficava repetindo para ele mesmo que fez isso para o bem dela, mas lá no fundo ele sabia que a maldade e o desejo que ele tinha de fazer mal as pessoas, passava por cima de qualquer amor que ele mesmo sentia.

A garota começara a despertar, acordava aos poucos, e com gemidos de dores finos, quase não audíveis, o homem se levanta da poltrona e se ajoelha ao pé da cama, com preocupação, apesar de ser doente, ele ainda sentia coisas, coisas fraternais, mas esses sentimentos nunca o fará um bom pai, a menina apoia os braços na cama e se senta lentamente, ela olha para os lados confusa, tentando assimilar oque havia acontecido, até que não demora muito para que a dor comece a subir, ela solta um único grito, não de desespero, mas um grito de dor, de uma dor insuportável, seus olhos começam a ficar úmidos, ela percebe a presença de seu pai, que a olhava com uma expressão de total abalo.

- Oque você fez - ela pergunta lentamente e enfurecida para o homem.

- Foi para o seu próprio bem - ele fala com lágrimas tentando a convencê-la, mas na verdade ele só está tentando convencer a ele mesmo.

Ela olha para os lençóis que cobriam as pernas dela, e com um pouco de excitação ela lentamente agarra o lençol e com rapidez os tira de cima dela, a garota fica em estado de choque, as lágrimas que antes só umideciam seus olhos, agora escorrem pelo seu rosto, uma de suas pernas estavam enfaixadas, mas mesmo coberta era visível os pontos fundos sobre ela, sem contar na dor que ela sentia, ela não era capaz de movê-la.

- Oque você fez pai - Ela fala com os olhos ainda vidrados na perna danificada enquanto seu pai chorava sem saber oque dizer - Oque você fez -  ela grita e depois cobre o rosto com as mãos, e desaba em lágrimas.

- Eu não fiz isso, a culpa não é minha - Ele fala olhando como um desequilibrado para o chão - Foi o garoto - ele a encara, ao falar isso a garota tira o rosto das mãos e o olha hesitante - A culpa é toda dele.

- Você é doente - Flora fala com asco e o homem sai e fecha a porta.

Enquanto isso eu esperava Flora para que pudéssemos tomar café da manhã juntos, normalmente ela vem nesse horário, mas ela estava demorando um pouquinho, pensei na possibilidade dela esta tendo problemas com suas panquecas de morango, já que hoje era o dia da panqueca, ela decidiu à uns dias atrás que toda quarta-feira ela faria panquecas para nós dois, esse seria o "dia especial" em que depois de comermos panquecas nós brincariamos de alguma brincadeira que normalmente fazemos lá fora, não posso negar que eu amo a quarta-feira, não que os outros dias não sejam divertidos com ela, mas nas quartas tem mais risadas, gargalhadas e.... - meu Deus Bruce oque é isso? É a Flora hum, nossa amiga.

Ao mesmo tempo que eu me atrapalhava em meus pensamentos, a porta se abre, eu me recomponho e coloco um sorriso no resto esperando ser Flora, mas a medida que a porta se abria o meu sorriso ia sumindo, oque ele estava fazendo aqui? Era para ele está trabalhando, de imediato recuei e engoli o seco, aquela máscara assustadora e medonha ficava mais horrenda quando ele ficava com uma expressão de doente por detrás dela.

I am Flora - Bruce Yamada {O telefone preto}Onde histórias criam vida. Descubra agora